Cidades resilientes incluem saneamento entre as prioridades

17 de agosto de 2025, às 14h05 –
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A construção de cidades resilientes é um dos grandes desafios da Engenharia contemporânea, exigindo diálogo técnico e colaboração entre setores para garantir o desenvolvimento sustentável e a qualidade de vida da população. Integrando as atividades do Colégio de Inspetores e do 12º Congresso Estadual de Profissionais, promovidos pelo Crea-SP no Mercado Pago Hall, no Mercado Livre Arena Pacaembu, no dia 9 de agosto, o palco ‘Cidades Resilientes’ foi uma das quatro atividades simultâneas que trataram da responsabilidade da área tecnológica neste contexto.

O conselheiro federal suplente por São Paulo, geólogo Ronaldo Malheiros, mediou o painel ‘Governança de Riscos para a Segurança Hídrica’, que frisou os quatro eixos fundamentais do saneamento básico: abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, manejo de resíduos sólidos e drenagem/manejo das águas pluviais.

O biólogo Samuel Barreto, gerente de Água e Sistemas Alimentares na The Nature Conservancy (TNC), trouxe uma perspectiva sistêmica. Ele ressaltou como a adaptação climática gera empregos e protege a saúde, destacando como a gestão hídrica deve articular soluções integradoras.

“É impossível que um único setor ofereça todas as respostas. Precisamos combinar Engenharia, infraestrutura natural, políticas públicas e engajamento social para garantir segurança hídrica e desenvolvimento sustentável”, pontuou, evidenciando a urgência diante do aumento de eventos climáticos que ameaçam o abastecimento e a saúde pública.

O engenheiro Sérgio Siebra, chefe da Divisão de Engenharia de Saúde Pública e Saúde Ambiental da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), apresentou uma análise detalhada sobre políticas públicas e explicou o novo Marco Legal do Saneamento, aprovado pela Lei nº 14.026/2020 com diretrizes para universalização do acesso e aumento da eficiência dos serviços no país.

“Política é a engrenagem da máquina, e a governança é o óleo que a mantém em funcionamento. Sem participação social ativa e planejamento técnico qualificado, o saneamento não se sustenta como política de Estado”, afirmou Siebra, indicando a necessidade de redes colaborativas, e o controle social para o acesso a recursos federais.

Na sequência, os painelistas promoveram uma roda de conversa que aprofundou pontos práticos sobre como a Engenharia e áreas correlatas podem contribuir para a formulação e manutenção de políticas públicas. Foram discutidos desde mecanismos para viabilizar diagnósticos técnicos que orientem investimentos até estratégias para transformar dados e indicadores em propostas e ações de gestão.

O debate também destacou o papel dos profissionais como agentes de articulação entre a sociedade civil, órgãos públicos e setor privado, seja na elaboração de projetos, na fiscalização de obras ou na orientação de comunidades para o uso consciente da água.

Encerrando, Malheiros reforçou a importância de manter o tema em pauta para além dos eventos e encontros institucionais. “O saneamento é o alicerce invisível das cidades. Nossa responsabilidade aqui é buscar caminhos para que essa discussão ultrapasse o evento e reverbere em ações concretas”, concluiu.

 

Produzido pela CDI Comunicação

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