25/08/2023: Febre Amarela / Mais Capacitação / Avaliação da Água / Identificação de Tumores
Por apresentar sintomas semelhantes a outras doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, entre elas chikungunya, dengue e zika, a febre amarela não é uma arbovirose de fácil diagnóstico. Para superar essa dificuldade e agilizar o tratamento adequado, pesquisadores brasileiros e britânicos desenvolveram um biossensor eletroquímico capaz de detectar a infecção, com um bônus: é construído a partir de cápsulas de café recicladas, material que o torna mais sustentável e ajuda a reduzir seu custo. Manufaturado em impressora 3D comum, o sensor miniaturizado cumpre ainda os critérios para testes diagnósticos em locais remotos ou com poucos recursos estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS): acessibilidade, sensibilidade, especificidade, facilidade de uso, rapidez e robustez, sendo livre de equipamentos e facilmente distribuível aos usuários finais. Segundo a Época, o funcionamento do dispositivo é simples: sua superfície conta com eletrodos impressos por meio de tecnologia 3D em ácido polilático (polímero biodegradável conhecido pela sigla em inglês PLA), proveniente de cápsulas de café processadas e recicladas. Filamentos com nanotubos de carbono e negro de fumo como aditivos são responsáveis por garantir a condutividade do sensor e gerar a reação eletroquímica, em que fragmentos do DNA da febre amarela se encaixam na sequência genética da amostra de soro sanguíneo dos pacientes.



24/08/2023: Missão na Lua / Descontaminação de Água / Café e Concreto / Despoluição de Oceanos / Projeção de Futuro
Em missão histórica nesta quarta-feira (23), a Índia se tornou o 1º país a pousar no polo sul da Lua, região inexplorada que fica no lado escuro do satélite. Em transmissão ao vivo, os indianos exibiram uma representação gráfica da sonda descendo na Lua. O módulo foi lançado em 14 de julho e pousou na superfície lunar por volta das 9h33 desta quarta, horário de Brasília. De acordo com o g1, momento é histórico porque vários países tentam pousar no polo do sul da Lua. Segundo o jornal The New York Times, Estados Unidos, Japão, Europa, China e Israel tentaram pousar na superfície lunar, mas todas as missões falharam. A superfície lunar, onde a sonda indiana desceu, é um terreno traiçoeiro com grandes crateras e encostas íngremes, além de não receber luz solar, levando a temperaturas extremamente baixas, que chegam a -203°C. Essas características tornam muito difícil operar equipamentos de exploração na região. Dessa forma, um pouso suave significa que o módulo não foi destruído.




23/08/2023: Piloto Humanoide / Certificação para SAF / EXPOINTER / Prêmio BB
Uma equipe de pesquisadores do Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia da Coreia (KAIST, na sigla em inglês) criou um robô humanoide capaz de entender manuais escritos e pilotar um avião por conta própria, relata o Terra. Usando tecnologias de inteligência artificial (IA) e robótica, o time de cientistas conseguiu mostrar que o robô poderia operar os diversos equipamentos da cabine aérea sem a necessidade de modificar a estrutura da aeronave, o que distingue essa máquina das funções de piloto automático existentes ou das aeronaves não tripuladas. Apelidado de PIBOT, o robô consegue analisar o estado da cabine de comando e a situação fora da aeronave, usando uma câmera embutida, além de controlar os vários interruptores na cabine de comando. PIBOT conduz operações como a partida da aeronave, taxiamento, decolagem, aterrissagem, utilizando um simulador de controle de voo. Consegue controlar com precisão seus braços e mãos robóticos, mesmo durante turbulências severas. O robô consegue lembrar as cartas aeronáuticas Jeppesen de todo o mundo, o que é impossível para os pilotos humanos.



22/08/2023: Navio ‘à Vento’ / Catalisador para Biodiesel / Evento Tecnológico
A primeira jornada do navio Pyxis Ocean será da China para o Brasil – e servirá como o primeiro teste da tecnologia “WindWings” no mundo real. O termo se refere ao uso das grandes velas em cargueiros, com o objetivo de reduzir o consumo de combustível e, portanto, a pegada de carbono do transporte marítimo. Dobradas quando o navio está no porto, as velas são abertas depois da embarcação zarpar. Elas têm 37,5 metros de altura e são construídas com o mesmo material das turbinas eólicas, o que as torna mais duráveis. Permitir que uma embarcação seja levada pelo vento, em vez de depender apenas de seu motor, pode reduzir as emissões de um navio de carga em até 30%. A empresa de transporte marítimo Cargill, que fretou a embarcação, diz esperar que a tecnologia ajude a indústria a caminhar em direção a um futuro mais verde. Atualmente, estima-se que a indústria seja responsável por cerca de 2,1% das emissões globais de dióxido de carbono (CO2). De acordo com a BBC, o Pyxis Ocean vai demorar cerca de seis semanas para chegar ao Brasil, seu destino final.


21/08/2023: Neblina em Água / Novo VLS / Sensor Portátil / Transição Energética
Extrair água a partir de neblina é um desafio devido à presença de poluentes atmosféricos, o que faz a água coletada ser imprópria para o consumo. Para tentar resolver esse problema, cientistas da universidade ETH Zurich desenvolveram um método que coleta a água da neblina e a purifica simultaneamente, reporta o Gizmodo. Esse sistema utiliza uma malha composta por fios de metal revestidos com uma combinação de polímeros e dióxido de titânio. Essa configuração possibilita que as gotas de água acumulem-se na malha e, em seguida, direciona para um recipiente antes que o vento as disperse. O dióxido de titânio age como um catalisador químico, decompondo as moléculas dos poluentes orgânicos presentes nas gotículas, tornando-as inofensivas. A tecnologia exige pouca manutenção e permite alcançar a reativação do catalisador mediante uma dose regular de raios ultravioleta (UV). Requer meia hora de exposição solar para regenerar o óxido de titânio por até 24 horas, graças à propriedade conhecida como memória fotocatalítica.



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