30/05
EDUCAÇÃO
Centro de Pesquisa para Inovação em Gases de Efeito Estufa abre vaga de pós-doutorado
O Centro de Pesquisa para Inovação em Gases de Efeito Estufa (RCGI) recebe, até a próxima terça-feira (03/06), inscrições para uma oportunidade de pós-doutorado em análise de imagem avançada aplicada à mecânica dos fluidos. O RCGI é um Centro de Pesquisa em Engenharia (CPE) constituído por FAPESP e Shell na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e apoiado por diversas empresas. O candidato deve ter doutorado em engenharia ou área relacionada, com sólida experiência em análise de imagem avançada aplicada à mecânica dos fluidos. Um histórico de publicações robusto, experiência em ambientes de pesquisa multidisciplinares e experiência em produção de propriedade intelectual são altamente desejáveis. É necessária proficiência em inglês. A oportunidade de pós-doutorado está aberta a brasileiros e estrangeiros.
INOVAÇÃO
Pesquisadores chineses criam cimento termoelétrico que gera e armazena energia
Imagine um futuro em que toda a estrutura urbana não apenas sustenta sua função tradicional, mas também gera e armazena energia elétrica a partir do calor ambiente, de forma amigável e praticamente infinita. Essa é a promessa dos cientistas chineses da Universidade do Sudeste, na China, um cimento termoelétrico que pode revolucionar a construção civil e o conceito de edificações inteligentes. Essa tecnologia teria sido bioinspirada nos caules das plantas e combina cimento com hidrogel em uma estrutura multicamada que maximiza a geração de energia por meio do efeito Seebeck, fenômeno que converte diferenças de temperatura em eletricidade, informa o Engenharia 360. O material também ofereceria resistência mecânica superior, abrindo o caminho para construções autossuficientes em energia. O princípio por trás desse novo cimento termoelétrico é o efeito no qual uma diferença de temperatura entre duas faces de um material gera corrente elétrica. Mas vale destacar que, nesse caso em especial, os cientistas desenvolveram uma matriz que alterna camadas de cimento com camadas de hidrogel, criando canais para o transporte eficiente de íons. A explicação mais completa é que o hidrogel serve como uma via para difusão dos íons hidroxila, enquanto as interfaces entre o cimento e o hidrogel imobilizam seletivamente os íons cálcio por meio de ligações químicas específicas. Essa disparidade na mobilidade dos íons amplia o coeficiente de Seebeck para valores superiores a 40 mV/K, alcançando uma figura de mérito (ZT) de 6,6 x 10-2 – um desempenho até 10 vezes maior do que os materiais termoelétricos comentícios já conhecidos.
ENGENHARIA
Novo método prevê deslizamentos submarinos e protege plataformas de petróleo no litoral brasileiro
A previsão de deslizamentos submarinos desempenha um papel crucial na proteção de instalações offshore, como plataformas de petróleo e parques eólicos no mar. Estes eventos naturais têm o potencial de causar danos significativos, ameaçando a segurança e a operação dessas estruturas. Na engenharia, a capacidade de prever tais deslizamentos pode levar a uma mitigação eficaz de riscos, preservando vidas humanas, investimentos financeiros e o meio ambiente. Para prever deslizamentos submarinos, diversas metodologias têm sido empregadas, incluindo a caracterização do local e a modelagem preditiva, destaca o Blog da Engenharia. A tecnologia desempenha um papel vital, com ferramentas como o multibeam sonar e “sparkers” sendo usadas para mapeamento subaquático detalhado. Esses instrumentos permitem a visualização das camadas de sedimentos e fornecem dados precisos para a modelagem numérica. O uso de modelos de previsão baseados em sequências de dados também se mostrou eficaz para antecipar estes eventos complexos. A capacidade de prever deslizamentos submarinos oferece benefícios econômicos significativos, reduzindo os custos de manutenção e reparo de instalações offshore. Além disso, aumenta a segurança das operações, minimizando riscos de acidente e impacto negativo nas populações locais. Ambientalmente, a redução de riscos para a vida marinha e ecossistemas é um ganho inestimável, evitando catástrofes ambientais que podem resultar de deslizamentos inesperados.
TECNOLOGIA
Japoneses desenvolvem tecnologia capaz de transformar resíduos industriais em um material de construção resistente e sustentável, que pode substituir o cimento
Pesquisadores japoneses desenvolveram uma nova tecnologia capaz de transformar resíduos industriais em um material de construção resistente e sustentável. O avanço pode reduzir tanto o custo como o impacto ambiental na engenharia civil. A equipe criou um solidificador de solo feito inteiramente com resíduos de construção e vidro reciclado. O material de construção atua como um aglutinante de alta resistência, sem a necessidade de utilizar cimento, responsável por grande parte das emissões globais de carbono, informa o Click Petróleo e Gás. A mistura, ativada e tratada termicamente, alcança resistência à compressão superior a 160 kN/m². Esse desempenho atende aos requisitos exigidos para estabilização de solo em construções como estradas, edifícios e pontes. O professor Shinya Inazumi, responsável pelo estudo, destacou a relevância do avanço: “Usando dois resíduos industriais, desenvolvemos um solidificador de solo que não só atende aos padrões da indústria, mas também ajuda a enfrentar os desafios duplos dos resíduos da construção e das emissões de carbono.” O cimento, usado amplamente na estabilização de solos, responde por 7 a 8% das emissões globais de carbono. Em paralelo, materiais como pó de construção e vidro continuam a ser descartados em aterros sanitários. A solução proposta pelos japoneses busca atacar os dois problemas simultaneamente. O segredo está no processamento do SCP, feito em temperaturas controladas de 110 °C e 200 °C. Esse tratamento aumenta a reatividade química do material e diminui a quantidade necessária para a produção. A mistura ainda conta com a adição de sílica terrestre, formando geopolímeros que solidificam o solo sem recorrer ao cimento. Segundo Inazumi, o objetivo sempre foi unir sustentabilidade e segurança ambiental.
29/05
AGRICULTURA
Nanotecnologia e as 10 inovações que estão redefinindo a agricultura do futuro
O futuro da nanotecnologia na agricultura é de convergência. A integração de nanodispositivos inteligentes com a Internet das Coisas (IoT) e a Inteligência Artificial (IA) nos levará a uma “agricultura inteligente” verdadeiramente integrada, onde dados em tempo real e insights preditivos otimizarão cada decisão no campo. Entre as principais inovações, estão os nanofertilizantes, que liberam nutrientes de forma controlada, melhorando a absorção pelas plantas e reduzindo perdas e impactos ambientais. Além disso, nanopesticidas oferecem controle mais eficaz de pragas com menor toxicidade, e sensores nanoestruturados permitem o monitoramento preciso de condições do solo e das plantas, facilitando decisões agronômicas mais informadas. Essas tecnologias não apenas otimizam o uso de insumos, mas também contribuem para uma agricultura mais eficiente e ambientalmente responsável. Veja a lista completa no artigo da Farmnews.
EDUCAÇÃO
Centro de Pesquisa em Engenharia para a Mobilidade Aérea do Futuro abre vaga de pós-doutorado
O Centro de Pesquisa em Engenharia para a Mobilidade Aérea do Futuro (FLYMOV) recebe, até sábado (31/05), inscrições para uma oportunidade de pós-doutorado em engenharia aeronáutica e aeroespacial, divulga a Agência FAPESP. Sediado no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos, o FLYMOV é um Centro de Pesquisa em Engenharia (CPE) constituído pela FAPESP em parceria com a Embraer. O pós-doutorando trabalhará no projeto “Aerodinâmica não estacionária utilizando simulações de grandes escalas de parede modelada”. A pesquisa se refere à investigação de escoamentos turbulentos compressíveis sobre aerofólios.
ENGENHARIA
As 16 Estradas com a Engenharia Mais Impressionante do Mundo
Viajar por algumas das estradas mais bonitas do mundo é também uma forma de admirar verdadeiras obras-primas da engenharia. Como destaca o artigo do Engenharia 360, essas rotas impressionantes não são apenas caminhos que conectam lugares, mas demonstrações claras de como a engenharia pode vencer desafios naturais extremos — seja esculpindo vias em penhascos à beira-mar, como na Chapman’s Peak Drive, na África do Sul, ou conectando ilhas por pontes sinuosas sobre o mar, como na Atlantic Road, na Noruega. Cada curva, túnel e estrutura dessas estradas reflete o engenho humano em harmonia com a paisagem, mostrando que construir com beleza também é uma questão de criatividade e inovação.
TELECOMUNICAÇÕES
Pós-doutorado em infraestrutura de internet em redes 5G/6G na UFRJ
O Projeto Temático “SFI2: fatiamento de infraestruturas de internet do futuro” dispõe de uma oportunidade de pós-doutorado com bolsa da FAPESP. Inscrições até sábado (31/05). O projeto faz parte de um acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Ministério das Comunicações (MC) e Comitê Gestor da Internet (CGI.br) para apoio à pesquisa científica e tecnológica que contribua para o desenvolvimento da internet no Brasil. As atividades do bolsista serão conduzidas na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
28/05
EDUCAÇÃO
USP abre concurso para professor doutor em Geografia
A Universidade de São Paulo (USP), por meio da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), divulgou a abertura de inscrições para um novo concurso público, que tem como objetivo preencher uma vaga para o cargo de professor doutor em Geografia, divulga o Q Concursos.
GEOCIÊNCIAS
Nova espécie de dinossauro herbívoro é identificada na China
Uma equipe de pesquisadores chineses descreveu uma nova espécie de dinossauro em um estudo publicado na sexta-feira, 23, na “Scientific Reports”. De acordo com os paleontólogos, fósseis encontrados na Formação Xinhe, localizada nas proximidades da cidade de Jinchang, na província de Gansu, são de um dinossauro que viveu há 165 milhões de anos que recebeu o nome de Jinchuanloong niedu. O animal foi catalogado como eusaurópode, um clado de dinossauros que viveram do Jurássico Inferior ao Cretáceo Superior, andavam sobre quatro patas, eram herbívoros e tinham pescoço longo, conforme Ning Li, da Universidade de Geociências da China, que liderou o estudo. Segundo os pesquisadores, o fóssil encontrado na Formação Xinhe tinha um crânio quase completo de 31 centímetros, informa a Revista Planeta. Os restos incluíam uma mandíbula, além de cinco vértebras cervicais e 29 caudais. Os paleontólogos escreveram que é difícil achar um crânio de eusaurópodes bem preservado por conta da sua fragilidade. “Muitas das suturas cranianas são facilmente visíveis no [crânio de] J. niedu“, apontaram os pesquisadores, acrescentando que a descoberta enriquece a diversidade dos primeiros saurópodes e ajuda a entender a história evolutiva dos dinossauros no noroeste da China.
ENGENHARIA
Engenheiros criam sistema revolucionário que abastece e resfria aviões com hidrogênio
A transformação do transporte aéreo caminha a passos largos para um futuro mais sustentável e ecoeficiente, com o hidrogênio emergindo como uma das principais promessas tecnológicas. Esta revolução está sendo liderada por gigantes da indústria como a Airbus, que desenvolve o projeto ZEROe, um modelo de avião completamente movido a hidrogênio, visando revolucionar a aviação com emissão zero de carbono até 2035. O conceito ZEROe da Airbus está no centro das discussões sobre o futuro da aviação sustentável. Este projeto de inovação almeja integrar hidrogênio em aviões comerciais, substituindo combustíveis fósseis tradicionais. A estratégia consiste em usar células de combustível de hidrogênio que convertem gás hidrogênio em energia elétrica necessária para impulsionar motores, resultando em emissão de apenas vapor d’água. Esse avanço não é apenas um marco tecnológico, mas também representa um compromisso significativo com a descarbonização em um dos setores mais difíceis de atingir essa meta. Embora as promessas sejam grandes, existem desafios técnicos consideráveis a serem enfrentados. O armazenamento do hidrogênio, por exemplo, é um dos principais obstáculos, considerando que ele fornece menos energia por volume em comparação ao querosene. Inovações estão sendo exploradas, como a pressurização do hidrogênio a 700 bar para reduzir significativamente seu volume ou a liquefação a -253°C para maximizar a densidade energética, destaca o Blog da Engenharia. O uso do hidrogênio na aviação demonstra os avanços engenhosos no campo da engenharia, oferecendo uma perspectiva de um futuro mais sustentável e ecologicamente correto para o setor. No entanto, cabe à indústria superar desafios técnicos e econômicos, alavancando a inovação para garantir que esta promessa se torne uma realidade operativa até 2035.
INOVAÇÃO
Borracha torna-se 10 vezes mais resistente a rachaduras
Se você usar uma lupa para observar cuidadosamente um elástico quando ele é esticado até o limite, você verá que a borracha começa a rachar em vários lugares a partir da borda, até que uma dessas rachaduras finalmente atinja a borda oposta, fazendo com que o elástico se rompa. Mas uma nova borracha que acaba de ser sintetizada permitirá que você a estique até 10 vezes mais antes que a rachadura a faça romper-se. Guodong Nian e colegas da Universidade de Harvard, nos EUA, desenvolveram uma maneira de industrializar a borracha natural de modo que ela retenha suas principais propriedades de elasticidade e durabilidade, ao mesmo tempo em que melhora muito sua capacidade de resistir a rachaduras, mesmo após repetidos ciclos de uso. Derivada do látex de borracha natural, a substância do leite da seringueira (Hevea brasiliensis), a borracha hoje é colhida, coagulada, seca, misturada com aditivos, moldada e finalmente aquecida para desencadear a vulcanização, informa o Inovação Tecnológica. Esse processo cria cadeias curtas de polímeros dentro do material que são densamente reticuladas (ligadas quimicamente). Os pesquisadores modificaram esse processo secular de modo a induzir uma transformação mais suave, que preserva as longas cadeias poliméricas em seu estado natural, em vez de cortá-las em cadeias mais curtas. Semelhante a um espaguete emaranhado, a borracha com cadeiras longas apresenta maior durabilidade, com os emaranhamentos superando o número de ligações cruzadas. A equipe chama sua técnica de “emaranhador”. “Usamos um método de processamento de baixa intensidade, baseado em métodos de processamento de látex, que preservou as longas cadeias de polímero,” reforçou Nian.
27/05
EDUCAÇÃO
UFSCar recebe inscrições para pós-graduação em engenharia de produção
O Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção (PPGEP) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) recebe, até sexta-feira (30/05), inscrições para o curso de mestrado, doutorado e doutorado direto, divulga a Agência FAPESP. São oferecidas 28 vagas para o curso de mestrado e 34 para os cursos de doutorado e doutorado direto, distribuídas em cinco linhas de pesquisa: Dinâmica Tecnológica e Organizacional; Gestão de Cadeias Agroindustriais; Gestão da Qualidade; Gestão da Tecnologia e da Inovação; Planejamento e Controle de Sistemas Produtivos.
SUSTENTABILIDADE
Energia eólica sem turbinas giratórias, usando apenas uma folha vibratória de material piezoelétrico, é a mais nova inovação em renováveis
Um novo tipo de coletor de energia eólica pode mudar a forma como produzimos eletricidade. Em vez de turbinas grandes, a inovação vem de uma simples folha metálica que vibra com o vento. Criada por pesquisadores do IIT Bombay, na Índia, a tecnologia é silenciosa, barata e fácil de instalar em ambientes urbanos ou naturais. O sistema usa uma folha flexível feita de polímero, com um material piezoelétrico. Essa folha é colocada ao lado de um cilindro, onde o vento forma vórtices. Esses vórtices fazem a folha vibrar. As vibrações geram voltagem no material piezoelétrico, que vira eletricidade. O segredo está no fenômeno chamado “travamento de frequência”. A folha vibra em sincronia com o vento, o que aumenta a energia gerada, explica o Click Petróleo e Gás. Um dos maiores diferenciais da tecnologia é que não tem peças giratórias. Isso reduz o risco de quebra e a necessidade de manutenção. Outra vantagem é a facilidade de expansão. O sistema pode ser colocado em telhados, paredes, postes ou escondido em outras estruturas. Também não exige grandes quantidades de materiais, como aço ou cimento, e não gera ruído. Por ser compacto e silencioso, o coletor é ideal para locais onde turbinas eólicas não são viáveis. Também pode ser útil em regiões remotas, onde a eletricidade não chega pela rede tradicional. A produção local de energia ainda ajuda a reduzir perdas durante a transmissão.
ENGENHARIA
Mistério revelado: entenda a origem das estranhas rochas magnéticas da Lua
A exploração da superfície lunar tem desvendado mistérios fascinantes ao longo dos anos. Um dos enigmas que tem intrigado cientistas é a presença de rochas magnetizadas na Lua, uma característica incomum dado que o nosso satélite natural não possui, atualmente, um campo magnético ativo. Recentemente, pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) propuseram uma teoria inovadora que pode explicar essa peculiaridade. Segundo suas investigações, impactos maciços, semelhantes ao que deu origem ao Mar Imbrium, podem ter gerado campos magnéticos temporários que foram preservados nas rochas lunares. A teoria sugerida pelos cientistas do MIT envolve fenômenos impressionantes que ocorrem após grandes colisões na superfície lunar. Esses eventos violentos são capazes de produzir nuvens de plasma intensamente quentes, que, por sua vez, podem induzir campos magnéticos temporários. Durante cerca de 40 minutos, esse campo seria concentrado na parte oposta ao impacto, magnetizando assim as rochas presentes na região. A partir de simulações realizadas no MIT SuperCloud, os pesquisadores puderam recriar as condições extremas necessárias para essa magnetização, obtendo evidências que corroboram sua hipótese. Para entender completamente o fenômeno, os cientistas utilizaram uma combinação de tecnologias avançadas. Simulações computacionais complexas no MIT SuperCloud permitiram que previssem os efeitos dos impactos, enquanto técnicas de análise de rochas, como magnetômetros supercondutores e lasers, foram aplicadas para avaliar experimentalmente as características magnéticas das amostras lunares. Esses métodos foram cruciais para validar a ideia de que essas condições extremas no passado podem ter magnetizado as rochas, oferecendo uma nova perspectiva sobre a história geológica da Lua, informa o Blog da Engenharia. Tecnologias emergentes na engenharia têm desempenhado um papel vital na exploração espacial. O uso de supercomputadores para simulações, combinado com inovações em análise de amostras, tem possibilitado avanços significativos nesta área. Empresas do setor tecnológico têm continuamente buscado aprimorar essas ferramentas, o que contribui para descobertas científicas mais rápidas e precisas. Além disso, essas ferramentas são essenciais para garantir segurança e eficiência em futuras missões espaciais.
AGRONOMIA
Unesp de Botucatu reforça integração entre ciência e campo na formação de profissionais do agro
A Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA), da Unesp de Botucatu, tem buscado cada vez mais aproximar ciência e produção rural, com foco na inovação e na formação de profissionais para um agronegócio mais eficiente e sustentável. Com mais de 60 anos de história, a unidade combina tradição no ensino e pesquisa com o uso de tecnologias aplicadas diretamente no campo. Localizada na Fazenda Experimental Lageado, a FCA é responsável por cursos de graduação em Agronomia e Engenharia Florestal, além de programas de pós-graduação e extensão. A fazenda funciona como uma espécie de “laboratório a céu aberto”, onde alunos e professores desenvolvem estudos que vão desde o melhoramento genético até o uso de sensores e drones em plantações. A faculdade participa do projeto Fazenda Inteligente, que utiliza recursos como sensores de solo, estações meteorológicas e dados em tempo real para aprimorar a produção agrícola, conta o Acontece Botucatu. A ideia é aplicar conceitos da agricultura 4.0 dentro da própria fazenda da Unesp, preparando os estudantes para a nova realidade do setor. Outro destaque é o Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT-FCA), que atua como ponte entre a academia e o setor produtivo, incentivando a criação de startups e parcerias com empresas. A FCA também participa da Rede AgTech Paulista, que reúne instituições de ensino e pesquisa para fomentar soluções tecnológicas voltadas ao campo.
26/05
EDUCAÇÃO
Enem 2025 abre inscrições nesta segunda-feira; veja o cronograma
As inscrições para o Enem 2025 abrem nesta segunda-feira (26). Os candidatos podem se inscrever pelo site até o dia 6 de junho, informa o portal NSC Total. Neste ano, os estudantes matriculados no terceiro ano do ensino médio estão automaticamente pré-inscritos e só precisam acessar a Página do Participante para confirmar as informações e selecionar a opção de línguas que quer na prova.
GEOLOGIA
Cientistas confirmam a localização do oitavo continente desaparecido da Terra
Nas águas do Pacífico Sul, geólogos identificaram uma enorme área de terra que permaneceu praticamente escondida sob a superfície. Muitos cientistas agora a consideram um continente separado, abrangendo quase 5 milhões de quilômetros quadrados, informa o portal Itatiaia. Especialistas chamam esse trecho afundado de Zelândia, e apenas cerca de 5% dele emerge na superfície do oceano, em lugares como a Nova Zelândia.
AGRONOMIA
Doutoranda em Agronomia faz parte dos estudos em Portugal
Em quase dez anos de estudos voltados para inovação, com uso de biomoléculas para mitigação de estresse em culturas agrícolas, uma pesquisadora em doutoramento vivencia a internacionalização acadêmica em Portugal, em ambiente multicultural, informa o portal Unoeste. A oportunidade de ampliar horizontes, com a riqueza de aprender sobre outras culturas, idiomas e modos de vida, foi conquistada por Bruna Oliveira Reinheimer Spolaor, junto ao Programa de Doutorado Sanduíche no Exterior (PSDE).
EVENTOS
Exposição celebra legado de Enaldo Cravo Peixoto, engenheiro que redesenhou o Rio
O Centro Cultural da SEAERJ (Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio de Janeiro) inaugurou, no dia 23 de maio de 2025, a exposição “Enaldo Cravo Peixoto – 1955 | 1965: Década de Ouro da Engenharia Pública”, uma homenagem inédita a um dos nomes mais relevantes da história da engenharia sanitária e urbana no Brasil, traz o Diário do Rio. A mostra, com entrada gratuita, ficará aberta ao público até 24 de julho, de segunda a sexta, das 10h às 16h, na sede da SEAERJ, na Rua do Russel, n° 1, Glória. Organizada em comemoração aos 90 anos da SEAERJ e com apoio do CREA-RJ, a exposição é fruto do rico acervo do engenheiro Enaldo Cravo Peixoto, doado por sua família ao Centro Cultural da entidade. São documentos, plantas, registros fotográficos e relatos que revelam a força transformadora de um profissional que marcou a paisagem do antigo Estado da Guanabara e deixou um legado que ainda hoje abastece, conecta e embeleza o Rio.
23/05
GEOCIÊNCIAS
Museu de Geociências da USP reabre para visitação pública na terça, 27
A partir do dia 27 de maio, quem passar pela Cidade Universitária, em São Paulo (SP), terá um novo atrativo imperdível: a reinauguração do Museu de Geociências do Instituto de Geociências (IGc) da USP, que estava fechado desde setembro de 2023 para reformas. O espaço ganhou nova estrutura, linguagem expográfica mais acessível e uma abordagem voltada não apenas ao público acadêmico, mas também ao grande público interessado nas Ciências da Terra. A nova narrativa expositiva convida o visitante a uma viagem desde a origem do Universo até a atuação humana no planeta, abordando o conceito do Antropoceno, período marcado pelas ações humanas que impactam profundamente o meio ambiente e as mudanças climáticas, destaca o ABC do ABC. O acervo reformulado mostra como a Terra funciona por dentro, com destaque para elementos químicos fundamentais à vida, formação de rochas e fósseis, revelando aspectos do planeta que muitas vezes passam despercebidos no dia a dia. O museu ocupa 450 metros quadrados, no primeiro andar do Instituto de Geociências da USP, e o acesso é gratuito.
CARREIRA
Centro de Inovação em Tecnologia Offshore abre vagas em engenharia naval
O Centro de Inovação em Tecnologia Offshore (OTIC) recebe, até a próxima sexta-feira (30/05), inscrições para uma vaga de mestrado, uma de doutorado e outra de pós-doutorado em engenharia naval. O OTIC é um Centro de Pesquisa em Engenharia (CPE) constituído por FAPESP e Shell na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). O candidato ao pós-doutorado deve ter doutorado em engenharia ou física, com experiência em modelagem hidrodinâmica de unidades flutuantes, considerando carregamentos devidos à ação do vento, ondas e correntes. Experiência com análise estatística e projeto de sistemas de ancoragem será considerada. O bolsista de doutorado participará de projeto que busca o desenvolvimento e aprimoramento de um Digital Twin para turbinas a gás em uma Unidade Flutuante de Armazenamento e Transferência (FPSO, na sigla em inglês). Já a bolsa de mestrado é para projeto que busca desenvolver e validar um modelo computacional representativo do sistema de potência de uma FPSO.
ENGENHARIA
Engenheiro Fernando de Mendonça é agraciado com o Título de Doutor Honoris Causa
O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) realiza a entrega do Título de Doutor Honoris Causa ao Engenheiro Eletrônico Fernando de Mendonça, um dos nomes mais importantes da história aeroespacial brasileira. A honraria, aprovada pela Congregação do Instituto – seu Colegiado Superior – em reunião realizada em 5 de dezembro de 2024, reconhece personalidades cujas realizações impactam de forma notável a ciência, a tecnologia e a soberania nacional. Sua carreira foi marcada pela liderança em projetos que transformaram os rumos da ciência e tecnologia no Brasil, compartilha a FAB. No Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), atuou em parceria com a NASA para estruturar o nascente Programa Espacial Brasileiro (PEB). Idealizou o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), inaugurado em 1965, e foi o principal idealizador e primeiro diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), criado em 1971. Ao receber a notícia do Título, Fernando de Mendonça demonstrou gratidão e emoção. “O ITA me deu as bases para tudo o que construí. Este Título é, para mim, uma honra imensa e um tributo a todos que acreditaram no potencial do Brasil nas áreas aeroespacial e científica. Recebo com humildade e compartilho com todos os que trilharam comigo essa jornada”, agradeceu.
SUSTENTABILIDADE
Hidrogênio verde: Brasil tem vantagem que precisa ser aproveitada
O hidrogênio verde, produzido a partir de energias renováveis, como a hidrelétrica, a eólica e a solar, pode garantir a tão buscada descarbonização da economia global. Por isso, ele é considerado fundamental na luta contra as mudanças climáticas. Apesar de todo o seu potencial, tornar essa tecnologia viável em larga escala e a baixo custo ainda é um desafio, informa o Olhar Digital. No entanto, o Brasil apresenta uma infraestrutura única que alavancar essa indústria e tornar o país líder no processo de transição energética. Considerando sua extensão espacial e percentual de energia renovável (cerca de 90%), o Sistema Interligado Nacional (SIN) do Brasil é único no mundo. Ele conecta o país de norte a sul, aproveitando as complementaridades entre as energias hidrelétrica, solar, eólica e biomassa. Além disso, utiliza os reservatórios hídricos para armazenar energia e trazer flexibilidade ao sistema. Por isso, pode ser perfeito para a integração do hidrogênio verde. As redes elétricas geram eficiências econômicas ao aproveitar as complementaridades entre os múltiplos geradores e consumidores e ao compartilhar as infraestruturas da rede. No entanto, se a mesma rede também conecta as termelétricas movidas a combustíveis fósseis, como garantir que a eletricidade é, de fato, renovável? Essa garantia tem sido avaliada sob a denominação de integridade de carbono. Este conceito, tema de debate em alguns países do mundo, visa assegurar que a conexão do hidrogênio verde não induz emissões de carbono em outros pontos da rede elétrica.
22/05
ENGENHARIA
Nova série mostra como engenheiros brasileiros unem tecnologia sustentável e inovação
No cenário atual da engenharia, as inovações tecnológicas desempenham um papel fundamental na busca por soluções sustentáveis. A Mouser Electronics, através de sua nova série “Reduce, Reuse, Reimagine Tech”, parte do programa Empowering Innovation Together, destaca essa tendência com ênfase nas tecnologias limpas e sua aplicação prática no avanço da sustentabilidade ambiental. Este projeto busca não apenas incentivar a adaptação de práticas de engenharia mais verdes, mas também promover um diálogo sobre como essas inovações podem transformar setores inteiros como agricultura, transporte e gerenciamento de resíduos. O conceito de tecnologias limpas (clean tech) abrange uma gama de soluções que buscam mitigar os impactos ambientais, favorecendo a sustentabilidade. Dentro dessa categoria, a Internet das Coisas (IoT), a energia solar e os sistemas baseados em dados são destacados por seu potencial de reformular tanto a geração quanto o consumo de energia. Estas tecnologias não só promovem projetos eletrônicos mais duráveis e eficientes, mas também impulsionam a transição para energias renováveis, como demonstrado na série da Mouser. Este movimento reflete uma crescente demanda do mercado por soluções tecnológicas ecologicamente responsáveis, apoiada por regulamentações como as diretrizes da União Europeia para eletrônicos sustentáveis e o acordo internacional de Paris sobre o clima, destaca o Blog da Engenharia. O impacto das tecnologias sustentáveis no mercado é significativo, apresentando oportunidades econômicas e sociais de grande porte. A adoção dessas tecnologias tem o potencial de reduzir custos operacionais através de ganhos de eficiência energética e diminuição de resíduos. Além disso, o processo de acessibilizar tecnologias limpas e impulsionar a inclusão digital é crucial no contexto social, permitindo que comunidades ao redor do mundo se beneficiem destas inovações sustentáveis. As previsões indicam que haverá um aumento na demanda por profissionais especializados em sustentabilidade, o que fomenta o mercado de trabalho e contribui para a capacitação técnica em um ambiente de rápida transformação.
EDUCAÇÃO
Centro de Ciência para o Desenvolvimento de Soluções para os Resíduos Pós-Consumo abre vaga de pós-doutorado
O Centro de Ciência para o Desenvolvimento de Soluções para os Resíduos Pós-Consumo: Embalagens e Produtos (CCD Circula) dispõe de uma oportunidade de pós-doutorado em engenharia de alimentos e química. As inscrições vão até a próxima quinta-feira (29/05). Sediado no Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), em Campinas, o CCD Circula é um dos Centros de Ciência para o Desenvolvimento (CCDs) financiados pela FAPESP.
TECNOLOGIA
IA no agro: tecnologia já é uma realidade no setor e CEOs brasileiros devem ampliar o uso no próximo ano
A Inteligência Artificial tem se consolidado como uma aliada estratégica para o agronegócio, trazendo inovações que transformam a maneira como o setor lida com os desafios diários e as incertezas climáticas. De acordo com um levantamento da Statista, plataforma global de dados e inteligência de negócios, o mercado de IA no segmento deve movimentar cerca de US$ 4,7 bilhões por ano até 2028. Já no Brasil, segundo a pesquisa ‘A Reinvenção do Agronegócio Brasileiro’, realizada pela PwC Brasil e divulgada em abril deste ano, 78% dos CEOs do setor planejam investir na integração de IA com plataformas tecnológicas nos próximos 12 meses, um índice superior à média nacional de outros setores, que é de 69%. Com a projeção de crescimento acelerado do mercado de IA e a crescente adesão dos líderes do setor, o agronegócio brasileiro demonstra que entende que a inovação tecnológica não é mais uma opção, mas um diferencial competitivo essencial, destaca o Mundo Geo.
GEOLOGIA
Vulcão extinto em Santos, litoral de São Paulo, teria dado origem a lagoa turística; geólogo analisa a lenda
A Lagoa da Saudade, localizada no Morro Nova Cintra, em Santos, é cercada por mistérios e curiosidades que despertam a imaginação de quem a visita. Segundo a Prefeitura, uma das teorias mais intrigantes sobre sua origem é a de que teria se formado a partir da cratera de um antigo vulcão extinto. O professor e doutor em Geofísica Oleg Bokhonok explicou para o jornal A Tribuna que não há evidências de paleovulcanismo — estudo de vulcões extintos — no caso da Lagoa da Saudade, o que indica que sua origem pode estar relacionada a fatores antrópicos ou a processos geológicos. “Antrópica quer dizer atividade humana, erosão nesse caso é processo geológico de desgaste, via processos físicos, biológicos ou químicos. Físico-químico no caso são chuva, vento, variação de temperatura, entre outros. Biológico é ação de flora e fauna sobre os materiais geológicos”.
21/05
EDUCAÇÃO
Estudante do MA é premiada na maior feira de ciência e engenharia pré-universitária nos Estados Unidos
A estudante e pesquisadora maranhense Sofia Mota Nunes, de 16 anos, foi a vencedora de uma das categorias especiais da Regeneron International Science and Engineering Fair (ISEF) 2025, a maior feira de ciência e engenharia pré-universitária do mundo, realizada em Columbus, no estado de Ohio, nos Estados Unidos, entre os dias 10 e 16 de maio. Natural de Imperatriz, a 629 km de São Luís, Sofia venceu a categoria “Mary Kay Inc.” com o projeto “Pele artificial destinada à regeneração celular e tratamento de queimaduras”, sob orientação do professor Carlos Fonseca Sampaio. Aluna do segundo ano do Ensino Médio, Sofia sempre demonstrou grande interesse pela ciência, especialmente por pesquisas voltadas à área da saúde, com o objetivo de encontrar soluções que possam melhorar a vida das pessoas. Durante suas pesquisas, ela aprofundou os estudos no tratamento de queimaduras graves — de segundo grau profundo e terceiro grau, compartilha o G1. A maranhense observou que, embora os enxertos de pele sejam o tratamento mais comum, apresentam alto risco de rejeição pelo corpo e custos elevados. A partir dessa problemática, Sofia, com a supervisão do professor Carlos Fonseca Sampaio, desenvolveu um produto capaz de acelerar a regeneração celular, com alta eficácia e que diminui o risco de infecções. “Os enxertos de pele, apesar de serem a solução mais comum, têm limitações sérias, como alto risco de infecção ou rejeição pelo corpo, tecido doador insuficiente, além dos custos elevados. Foi aí que surgiu a ideia de desenvolver minha própria solução, um produto capaz de acelerar a regeneração celular e, em casos mais graves, em que a pele foi totalmente necrosada, atuar como um substituto dérmico permanente”, explicou a estudante. Com a vitória, a jovem estudante maranhense diz estar muito realizada por ter a oportunidade de mostrar o resultado da sua pesquisa na feira de ciências, junto com estudantes de diversos países.
INOVAÇÃO
Brasileiros criam embalagem inteligente que muda de cor ao detectar peixe estragado
Pesquisadores da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) desenvolveram, em parceria com a Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, um material inteligente capaz de monitorar a qualidade dos alimentos, especialmente peixes e frutos-do-mar. Esses itens alimentícios são especialmente delicados, altamente perecíveis e suscetíveis a deterioração rápida. Por isso, diante de qualquer suspeita, acabam sendo descartados. O problema é que vivemos um cenário de insegurança alimentar crescente, e esse tipo de desperdício só torna ainda mais difícil o enfrentamento da fome no mundo. O mercado está impressionado com essa inovação apresentada pelos pesquisadores brasileiros. E eles explicam que sua “mágica” está baseada nas antocianinas, que são pigmentos naturais encontrados em vegetais de cores vivas – é aí que entra o repolho roxo. Tais substâncias têm uma propriedade química fascinante: elas mudam de cor conforme o pH (nível de acidez) do ambiente ao redor varia. Em outras palavras, à medida que o peixe embalado começa a se deteriorar, ocorre uma mudança na acidez, o que provoca a alteração da cor do pigmento aplicado na embalagem, sinalizando que o alimento não está mais próprio para consumo. Durante experimentos, os cientistas utilizaram antocianinas para desenvolver um material flexível, com estruturas ultrafinas que lembram tecidos delicados, como o algodão. Esse material foi então incorporado às camadas internas e externas de embalagens de alimentos. O resultado? Assim que o alimento começou a se deteriorar, as embalagens reagiram instantaneamente, mudando de cor e indicando a perda de qualidade dos produtos. Apesar dos resultados promissores, parece que a embalagem descrita neste texto ainda não tem previsão para chegar ao mercado. Mas os pesquisadores estão bastante animados, conscientes de que ainda precisam conduzir vários estudos para garantir que a tecnologia funcione com outros tipos de alimentos além de peixes e frutos-do-mar – já que cada um apresenta características químicas diferentes, conta o Engenharia 360. Existe também o desafio da durabilidade da embalagem durante o transporte e armazenamento industrial, bem como a interação com diferentes temperaturas e condições climáticas. Além disso, é preciso avaliar a segurança da regulamentação para uso em contato com alimentos. E para completar, desenvolver parcerias com a indústria para produção e distribuição em larga escala.
ENGENHARIA
Biomimética Quântica: Como IA e Materiais Inspirados na Natureza Reinventam a Engenharia
A engenharia biomimética quântica surge como uma promissora interseção entre ciência quântica, biologia e engenharia, prometendo transformar a forma como desenvolvemos materiais e sistemas. Com precisão atômica e adaptabilidade inspirada na natureza, esta tecnologia tem potencial para revolucionar diversas áreas, desbravando novos caminhos para eficiência e inovação. Para engenheiros e líderes técnicos, ela representa uma oportunidade de elevar projetos a patamares sem precedentes, uma vez que materiais inteligentes e sistemas autônomos se tornam cada vez mais viáveis. Embora a engenharia biomimética quântica ainda esteja em seus estágios iniciais, o mercado global de tecnologias quânticas já caminha para alcançar um valor de US$1 trilhão. Isso evidencia não apenas o enorme potencial econômico, mas também a sua importância estratégica no contexto das inovações em engenharia. Cerca de 74% das empresas no setor já adotaram alguma forma de inovação tecnológica, como inteligência artificial e digitalização, que são pilares fundamentais para a biomimética quântica, destaca o Blog da Engenharia. No campo da computação quântica, empresas como IBM, Google e Microsoft estão à frente, desenvolvendo processadores avançados e expandindo suas ofertas em nuvem para democratizar o acesso a pesquisas quânticas. Startups como Xanadu também se destacam ao combinar hardware com software para ampliar as aplicações práticas, incluindo a biomimética. A adoção de nanotecnologia e materiais inteligentes cresce expressivamente, especialmente nos setores de saúde, energia e telecomunicações, evidenciando a tendência de convergência entre essas áreas e a física quântica. Com a integração de modelagem computacional quântica e simulações biológicas, engenheiros podem projetar estruturas adaptativas em escala atômica. O entrelaçamento e a superposição quântica são aplicados para controlar propriedades físicas dos materiais, enquanto a inteligência artificial otimiza projeções baseadas em dados experimentais. Utilizando serviços de computação quântica em nuvem e sensores altamente precisos, o campo está bem posicionado para avanços futuros.
TECNOLOGIA
Chip de IA inovador opera descentralizado, sem internet ou nuvem
Um novo chip projetado para rodar algoritmos de inteligência artificial funciona sem a necessidade de se conectar a um servidor na nuvem ou mesmo de uma conexão de internet, condições exigidas pelos hardwares de IA atuais. Batizado de AI Pro, o chip foi modelado a partir do funcionamento do cérebro humano, com uma arquitetura neuromórfica inovadora que permite realizar cálculos com alta velocidade e “segurança cibernética total”, dizem os pesquisadores. Além disso, ele é até dez vezes mais eficiente em termos de energia em comparação com os chips existentes, explica o Inovação Tecnológica. E há outras novidades técnicas: Ao contrário dos chips convencionais, as unidades de computação e memória do AI Pro estão localizadas juntas, um conceito conhecido como computação na memória. Isso é possível porque o projeto segue o princípio da chamada “computação hiperdimensional”, ou seja, o chip reconhece semelhanças e padrões, mas não requer milhões de registros de dados para aprender.
20/05
SUSTENTABILIDADE
Brasil domina cenário de energia renovável com 210 GW de potência!
Em 2023, o Brasil ultrapassa a marca de 210 GW de potência instalada em energia renovável, consolidando sua posição como líder nesse setor. Com uma forte integração de energia solar e eólica, o país se aprofunda na transição para fontes mais sustentáveis, promovendo não apenas o crescimento econômico, mas também uma redução significativa nas emissões de carbono. Contudo, o desafio reside na variabilidade dessas fontes. A intermitência de recursos naturais continua sendo um obstáculo para a estabilidade da rede elétrica nacional. Por este motivo, é crucial investir em tecnologias de armazenamento e em estratégias que maximizem a eficiência do sistema. Para dar suporte a essa vasta capacidade de energia renovável, as hidrelétricas desempenham um papel vital em garantir um fornecimento estável. Desde 2020, tem havido um foco crescente em fortalecer as infraestruturas já existentes, ao mesmo tempo em que novas plantas são projetadas para entrar em operação. O Brasil entende que a energia limpa e as fontes sustentáveis devem trabalhar em sinergia com a infraestrutura tradicional. A expansão das centrais geradoras hidrelétricas é uma das principais estratégias para mitigar a imprevisibilidade das fontes intermitentes, como a solar e a eólica. Embora o avanço da matriz energética brasileira seja notável, com uma potência instalada superior a 210 GW e uma forte presença de energia renovável, a estabilidade do sistema ainda depende fortemente das hidrelétricas, destaca o Click Petróleo e Gás. Fontes como solar e eólica, apesar de serem formas de energia limpa e renovável, são intrinsecamente intermitentes e podem interromper sua geração subitamente.
ENGENHARIA
Redes Neurais Moleculares: Como a IA Está Recriando Fundamentos da Engenharia Química
As Redes Neurais Moleculares (RNM) estão cada vez mais presentes na engenharia química, marcando uma era de inovação nos processos industriais. A combinação da biologia com a computação oferece novas soluções para desafios técnicos, como o reconhecimento de padrões complexos e processamento de dados em grande escala. Isso é particularmente relevante para engenheiros e líderes técnicos que buscam otimizar operações e aumentar a eficiência produtiva. A trajetória ascendente das RNM reflete-se no mercado global de tecnologias IA biomórficas, que deve alcançar aproximadamente 190 bilhões de dólares até 2025. Empresas de renome, como Google, Microsoft, IBM e Siemens, mostram-se na vanguarda dessa tendência, utilizando RNM para aumentar a eficiência e escalabilidade de seus processos industriais. Essas empresas estão investindo significativamente para integrar essas tecnologias em suas operações, com o intuito de obter vantagem competitiva e promover práticas mais sustentáveis, destaca do Blog da Engenharia. As tendências atuais focam na integração de biologia e computação como modo de lidar com dados complexos de forma eficiente. Diversas empresas investem agressivamente em tecnologias como as RNM para aprimorar desempenho e assegurar práticas mais sustentáveis. Além das gigantes da tecnologia, startups e médios empresários também entram nesse cenário, empregando abordagens criativas para resolver desafios tradicionais da engenharia química e biotecnologia. O uso de RNM enfrenta desafios, como a complexidade dos dados biomoleculares, que exigem soluções robustas e inovadoras para obter um processamento eficaz. A resolução dessas dificuldades passa pela adoção de frameworks avançados e pela formação de parcerias estratégicas que fomentem a troca de conhecimento e tecnologia. Em contrapartida, o potencial de retorno sobre investimento é promissor, com melhorias contínuas em processos industriais que elevam a eficiência e reduzem custos.
INOVAÇÃO
Esponja de madeira captura água potável da umidade do ar
A captura de água da umidade do ar está se transformando rapidamente de uma curiosidade de feira de ciências em uma alternativa viável para o suprimento de água potável para a população de forma distribuída. Uma equipe da Austrália e da China desenvolveu agora um material parecido com uma esponja que captura água do ar e a libera diretamente em um recipiente, pronta para uso. A invenção se baseia na estrutura naturalmente esponjosa da madeira balsa, que foi modificada para absorver água da atmosfera e liberá-la quando necessário. “Nossa equipe inventou um dispositivo composto por uma estrutura esponjosa de madeira, cloreto de lítio, nanopartículas de óxido de ferro, uma camada de nanotubos de carbono e outras características especializadas,” disse o professor Derek Hao, da Universidade RMIT. Em condições de laboratório, o dispositivo de extração de água do ar absorveu cerca de 2 mililitros de água por grama de material a 90% de umidade relativa, e liberou quase toda a água em 10 horas sob exposição solar – uma taxa maior do que a da maioria dos outros métodos conhecidos e com menor custo. Com nove cubos de esponja, cada um pesando 0,8 grama, a demonstração produziu 15 mililitros de água. Tudo é feito usando apenas a energia solar e o protótipo funciona mesmo em regiões de baixa umidade, situações nas quais tecnologias similares, como a coleta de névoa e o resfriamento radiativo ainda têm seus problemas, explica o Inovação Tecnológica. E há outras vantagens: A esponja é de origem natural, feita à base de madeira, o que significa que sua fabricação é sustentável, não há problemas de contaminação da água e tampouco a necessidade de cuidados adicionais no descarte após o uso. O uso de madeira natural como matriz não apenas reduziu os custos, como também proporcionou integridade estrutural e melhorou o transporte de água por meio de sua arquitetura porosa. “O principal componente, a madeira balsa, é amplamente disponível, biodegradável e barato, e o processo de fabricação não é complexo, o que pode permitir a produção em massa,” disse Hao. “O desempenho estável demonstrado em múltiplos ciclos e em diversas condições ambientais indica longevidade e boa relação custo-benefício.”
CARREIRA
Centro de Pesquisa em Engenharia para a Mobilidade Aérea do Futuro abre vaga de pós-doutorado
O Centro de Pesquisa em Engenharia para a Mobilidade Aérea do Futuro (FLYMOV) recebe, até sexta-feira (23/05), inscrições para uma oportunidade de pós-doutorado em sistemas autônomos. Sediado no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos, o FLYMOV é um Centro de Pesquisa em Engenharia (CPE) constituído pela FAPESP em parceria com a Embraer. O bolsista participará de pesquisa sobre automação adaptativa para interação piloto/operador; design de experimentos e soluções de IA para otimizar as condições do piloto/operador em missões críticas; programação e métodos empíricos, divulga a Agência FAPESP. Os candidatos devem ter concluído o doutorado nos últimos sete anos e demonstrar sólida formação em fatores humanos em voo ou inteligência artificial. Experiência em colaboração com equipe multidisciplinar é essencial.
19/05
ENGENHARIA
Cientistas alemães estão testando esferas de concreto no oceano para armazenar energia
Com o avanço das tecnologias, o mundo em que vivemos está cada vez mais dependente de energia; a questão é que quanto mais produzimos energia, mais impactamos a natureza. Uma alternativa da engenharia sempre foi apostar nas energias renováveis, como solar e eólica, pensando em um futuro mais limpo e sustentável. Contudo, isso gerou outro problema, que é armazenar o excesso de eletricidade gerado em momentos de baixa demanda para usá-lo quando o consumo aumenta ou as condições climáticas não colaboram. Os cientistas pensaram em baterias químicas (de lítio, por exemplo) e usinas hidrelétricas reversíveis. Mas tudo isso tem suas limitações – o custo é elevado, também há impacto ambiental e necessidade de grandes áreas e recursos escassos. A ideia dos pesquisadores alemães é simples: usar esferas ocas de concreto como baterias gigantes, aproveitando a pressão do oceano para armazenar e liberar eletricidade de forma eficiente, barata e com baixíssimo impacto ambiental. Esse experimento realizado no Lago de Constança se baseia em princípios físicos bem conhecidos pela engenharia hidráulica. Cada esfera possui um compartimento com uma válvula com turbina, que está conectada à rede elétrica por um cabo submarino. Quando a esfera está vazia de energia, ela encontra-se preenchida com água do mar. Utilizando eletricidade – gerada por fontes renováveis, claro -, essa água é bombeada para fora da esfera, deixando-a oca. Daí, quando a rede elétrica precisa de energia adicional (geralmente à noite ou em momentos de baixa produção renovável), a válvula da esfera é aberta, a água externa entra sob alta pressão, girando a turbina interna e gerando eletricidade, explica o Engenharia 360.
GEOLOGIA
Alunos de Agronomia da UCDB são aprovados em programa de bolsas nos Estados Unidos
Uma surpreendente revelação científica veio à tona com o avanço do degelo na Antártida Oriental: uma cadeia montanhosa oculta por milhões de anos foi finalmente identificada sob a espessa camada de gelo do continente gelado. As mudanças no clima global, ao provocar o recuo das geleiras, trouxeram à luz uma formação geológica de importância histórica e científica — as montanhas subglaciais de Gamburtsev. Escondidas sob quilômetros de gelo da Antártida, essas montanhas representam um dos maiores enigmas da geologia moderna. Diferente de outras grandes cordilheiras formadas em zonas de colisão entre placas tectônicas, como os Himalaias ou os Andes, as montanhas de Gamburtsev estão localizadas em uma região geologicamente estável há centenas de milhões de anos. Isso levantou questões fundamentais sobre sua origem e preservação. Para solucionar esse mistério, uma equipe internacional de pesquisadores conduziu uma investigação detalhada, recorrendo à análise de grãos microscópicos de zircão extraídos de antigos depósitos de arenito. Esses grãos, transportados por antigos sistemas fluviais que uma vez drenaram a região, guardam traços químicos que funcionam como marcadores do tempo geológico. Com o uso da datação por urânio, os cientistas conseguiram estabelecer uma linha do tempo precisa da formação dessas estruturas rochosas na Antártida, destaca o Tribuna de Minas. Os resultados indicam que a formação inicial das montanhas teve início há cerca de 650 milhões de anos, durante o processo de colisão continental que deu origem ao supercontinente Gondwana. Com o aumento da espessura da crosta terrestre, um fenômeno de instabilidade geológica levou parte da cadeia montanhosa ao colapso, enquanto a base da crosta — a chamada “raiz” — permaneceu intacta sob a superfície.
SUSTENTABILIDADE
A maior planta solar do mundo começa a surgir na Índia: com 518 km², ela terá quase o dobro do tamanho de Porto Alegre e promete abastecer 16 milhões de casas com energia limpa
Um projeto grandioso está tomando forma no coração do deserto de Kutch, na Índia. Trata-se da construção da maior planta de energia solar do mundo, uma iniciativa liderada pela empresa Adani Green Energy Limited (AGEL), que está transformando uma área árida de mais de 500 km² em uma central de geração elétrica sustentável sem precedentes. Quando concluído, o complexo será capaz de fornecer energia limpa para 16,1 milhões de residências, marcando um divisor de águas na transição energética da Índia. O empreendimento está sendo erguido na região de Kutch, no estado de Gujarat, uma das áreas mais ensolaradas do planeta. Com terreno plano e baixos índices de umidade, a localização é estratégica para a instalação de painéis fotovoltaicos bifaciais, que captam radiação tanto da frente quanto do verso dos módulos, aumentando significativamente a eficiência de geração, informa o Click Petróleo e Gás. Além da energia solar, o complexo contará com aerogeradores de última geração, capazes de gerar até 5,2 megawatts cada. Essa integração de fontes renováveis, solar e eólica, faz parte do conceito de infraestrutura híbrida, promovendo estabilidade e melhor aproveitamento da matriz energética. Embora a construção da planta esteja prevista para ser finalizada apenas em 2030, uma parte das operações já está em funcionamento. Segundo dados da própria Adani Green Energy, já estão sendo gerados 551 megawatts de energia limpa, que são injetados na rede elétrica indiana. O objetivo final do complexo é atingir 30 gigawatts de potência instalada, o equivalente a quase toda a capacidade solar atualmente instalada no Brasil, por exemplo.
AGRONOMIA
Alunos de Agronomia da UCDB são aprovados em programa de bolsas nos Estados Unidos
O curso de Agronomia da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) celebra uma conquista de destaque: oito acadêmicos, sendo sete do primeiro semestre e um do nono, foram aprovados no processo seletivo do programa International Scholarships, promovido pela IBS Americas em parceria com a State University of New York. Os alunos selecionados obtiveram bolsas de 70% para participar de programas intensivos nos Estados Unidos, em julho de 2026. Para o coordenador do curso, professor Cleber Jadoski, essa conquista reforça o compromisso do curso com a internacionalização e com a formação de qualidade. “Isso mostra que nosso curso é bastante ativo, com estudantes constantemente buscando intercâmbios e oportunidades no exterior. Incentivamos esse tipo de participação desde o início da graduação”, destacou. Os programas oferecidos pela IBS Americas têm foco no desenvolvimento de habilidades profissionais e na ampliação da visão multicultural dos estudantes. A ida para os Estados Unidos está prevista para julho de 2026, e os selecionados participarão de cursos com ênfase em inglês para negócios e vivências acadêmicas com estudantes de todo o mundo.
16/05
GEOLOGIA
Fóssil de um dos maiores dinossauros do mundo é encontrado
Um grupo de estudantes de geologia da Sul Ross State University fez uma descoberta espetacular que pode transformar a compreensão sobre os dinossauros. Durante uma expedição no Parque Nacional de Big Bend, esses jovens pesquisadores desenterraram uma vértebra gigante de um dos maiores dinossauros que já existiram: o Alamosaurus. O Parque Nacional de Big Bend, localizado no Condado de Brewster, Texas, é conhecido por sua rica história de descobertas paleontológicas. Fósseis do Alamosaurus já foram encontrados na região anteriormente, mas geralmente são fragmentários e mal preservados, tornando esta descoberta recente ainda mais significativa. A vértebra desenterrada pelos estudantes é considerada um dos espécimes mais completos encontrados na área, informa o Correio Braziliense. O Alamosaurus é conhecido como o maior animal terrestre que já viveu na América do Norte. Este dinossauro herbívoro, que habitou a região durante o período Cretáceo Superior, possuía um pescoço longo e um corpo maciço. Apesar dos desafios de preservação de fósseis em Big Bend, pesquisadores conseguiram reunir algumas informações sobre a espécie ao longo dos anos. A vértebra encontrada pelos estudantes da Sul Ross é particularmente importante, pois adiciona ao entendimento do tamanho e estrutura dessa impressionante criatura. A pesquisa paleontológica da universidade em Big Bend está longe de terminar. Os estudantes, liderados pelos professores assistentes Jesse Kelsch e Thomas Shiller, continuam a estudar fósseis coletados durante suas expedições. O trabalho deles não só contribui para a compreensão do passado antigo, mas também oferece uma valiosa experiência prática para aspirantes a geólogos e paleontólogos.
TECNOLOGIA
A tecnologia brasileira que busca petróleo nas profundezas do oceano e a engenharia ‘impossível’ por trás que muitos ignoram
Nas profundezas escuras e sob pressões esmagadoras das planícies abissais, a busca por petróleo desafia os limites da engenharia. O Brasil, especialmente com as descobertas e o desenvolvimento do Pré-Sal, emergiu como um líder global nesta corrida, empregando e desenvolvendo uma incrível tecnologia brasileira para extrair energia de locais antes considerados inacessíveis e “impossíveis” de alcançar. A extração de petróleo em águas profundas e ultraprofundas (que podem ultrapassar 3.000 metros) exige um arsenal de tecnologias sofisticadas. Para perfurar poços a quilômetros de profundidade, são usados sistemas de perfuração de precisão, como a Perfuração com Pressão Gerenciada (MPD). A conexão entre o fundo do mar e a plataforma é feita por risers e umbilicais de alta performance, com inovações como o sistema Dicas, uma tecnologia brasileira, e o uso pioneiro de cabos de poliéster, compartilha o Click Petróleo e Gás. A segurança é garantida por Preventores de Blowout (BOPs) de última geração, com sistemas de controle ultrarrápidos. A indústria avança com inovações que pareciam ficção científica. A Inteligência Artificial (IA) e o Machine Learning (ML) otimizam a perfuração e preveem falhas em equipamentos. A robótica submarina evolui com Veículos Submarinos Autônomos (AUVs) e ROVs cada vez mais inteligentes, capazes de realizar inspeções e manutenções complexas. O desenvolvimento de materiais do futuro, como compósitos avançados e Ligas com Memória de Forma (SMAs), é constante. Há também um foco crescente em sustentabilidade, com tecnologias como Captura, Uso e Armazenamento de Carbono (CCUS) integradas às plataformas e o desenvolvimento de FPSOs “All Electric” para reduzir emissões, áreas onde a tecnologia brasileira tem buscado se destacar.
INOVAÇÃO
Robô Superflexível se Movimenta Como um Ser Humano
Os robôs humanoides, em contínua evolução, estão se firmando como a próxima grande revolução da robótica moderna. Com movimentos que replicam a maleabilidade dos músculos humanos, essas máquinas estão cada vez mais próximas de realizar tarefas que exigem habilidades antes atribuídas exclusivamente à mão-de-obra humana. O uso de tecnologias avançadas como músculos artificiais de polímero e sistemas de controle avançados impulsiona essa transformação, consolidando novas possibilidades para a aplicação da robótica em diversos setores da economia e do dia a dia, destaca o Blog da Engenharia. A robótica humanoide tem empreendido uma jornada significativa ao longo dos anos, especialmente com a incorporação de músculos artificiais e sistemas hidráulicos que imitam a anatomia humana. Empresas como a Clone Robotics estão na vanguarda desse movimento, desenvolvendo protótipos com mais de 200 graus de liberdade e sensores em abundância para um feedback detalhado. Esses avanços promovem uma compreensão mais aprofundada das capacidades humanas e possibilitam a criação de robôs que não apenas imitam, mas também aprendem com humanos através de sistemas de IA conversacional e rastreamento de contato visual. A chegada de robôs humanoides ao mercado desperta um debate sobre o futuro das interações sociais e o impacto no ambiente de trabalho. Enquanto muitos podem perceber essas máquinas como substitutas de empregos humanos, a perspectiva de aprimorar a qualidade de vida, especialmente em setores como cuidados com idosos e assistência médica, é igualmente discutida. Essa tecnologia oferece a promessa de instilar conforto e segurança ao mesmo tempo que ultrapassa as barreiras atuais nas relações humano-máquina.
EDUCAÇÃO
Empresa abre bolsas na USP para mulheres pretas e pardas
A Solenis, líder global em especialidades químicas, anunciou uma parceria com a Universidade de São Paulo (USP) para oferecer nove bolsas de estudo exclusivas a mulheres, preferencialmente pretas e pardas, dos cursos de Engenharia Química, Química, Engenharia de Produção, Engenharia de Alimentos, Engenharia Ambiental ou Engenharia Industrial Química. A ação é viabilizada pelo programa USP Diversa e tem como objetivo ampliar a representatividade de mulheres em áreas técnicas e de liderança. As bolsas serão destinadas a estudantes oriundas do ensino público em situação de vulnerabilidade socioeconômica, apoiando sua permanência e formação acadêmica., informa o Novo Momento .
15/05
GEOLOGIA
O vulcão mais antigo do mundo está escondido no coração do Brasil
Acredite se quiser: o vulcão mais antigo do planeta fica no Brasil! Descoberto em 2002, o Vulcão Amazonas está localizado na região de Uatumã, no Pará, e possui impressionantes 1,9 bilhão de anos. Com cerca de 22 km de diâmetro e um cone que já alcançou 400 metros de altura durante suas erupções, esse gigante adormecido é um tesouro geológico da Amazônia. “Na época em que encontramos o primeiro, nós achávamos que todos tinham por volta de 1,88 bilhão de anos. Hoje já estamos vendo vulcões de até 2 bilhões de anos”, diz o geólogo Caetano Juliani, professor do Instituto de Geociências da USP (Universidade de São Paulo), em entrevista ao portal UOL. Ao longo da formação da Terra, a Amazônia foi um gigantesco campo de vulcões ativos. A atividade vulcânica foi constante na região por cerca de 300 milhões de anos, durante a era geológica conhecida como Paleoproterozóica, compartilha a Revista Fórum. “Por causa da dificuldade de acesso, pouca gente se interessa em fazer pesquisa como essa na região”, afirma Carlos Marcello Dias Fernandes, geólogo do Instituto de Geociências da Universidade Federal do Pará (UFPA). O geólogo Caetano Juliani, professor do Instituto de Geociências da USP, explica que o vulcanismo na região foi resultado de uma intensa movimentação da placa oceânica sob a camada continental. Essa atividade moldou não apenas o relevo, mas também a riqueza mineral da Amazônia. Um estudo do Instituto de Geociências da Unicamp, liderado por André Kunifoshita, analisou rochas da região e identificou evidências de uma antiga caldeira vulcânica na Província Mineral de Alta Floresta, que abrange partes do Mato Grosso e do Pará. Além de revelar um passado geológico turbulento, essas pesquisas ajudam a entender a formação de depósitos minerais, como ouro e cobre, na região. O Vulcão Amazonas e outros vestígios vulcânicos mostram que a Amazônia não é apenas um santuário ecológico, mas também um arquivo geológico de valor inestimável.
TECNOLOGIA
Pesquisa de docente brasileiro sobre inteligência artificial é destaque em Prêmio Nacional de Educação a Distância
O trabalho “NotebookLM e Educação a Distância: potencialidades, desafios e boas práticas” conquistou o segundo lugar na categoria “pesquisa científica” do Prêmio Abed 2025 – Associação Brasileira de Educação a Distância. A pesquisa é do professor do IFMG do Campus Santa Luzia, Thiago Pereira, ao lado do prof. Alexandre Rodrigues. A pesquisa destaca o uso do NotebookLM, ferramenta de inteligência artificial do Google, como um aliado no ensino a distância. A proposta investiga como a IA pode apoiar professores e alunos por meio da geração automatizada de resumos, mapas mentais, linhas do tempo, guias de estudo e até podcasts, tornando o processo de aprendizagem mais dinâmico e acessível. Segundo Thiago Pereira, a tecnologia é um divisor de águas: “nossa pesquisa mostra como a IA pode personalizar o aprendizado, promovendo autonomia e engajamento. Com o NotebookLM, os educadores têm um recurso poderoso para revisar, adaptar e enriquecer suas aulas, enquanto os alunos ganham ferramentas para estudar de forma mais eficiente e independente”, explica. “A IA representa uma revolução no ensino, e o NotebookLM é uma porta de entrada para práticas mais inclusivas, criativas e acessíveis. Nosso trabalho propõe um uso ético da IA, que amplia as possibilidades de ensino e garante mais equidade no acesso ao conhecimento”, reforça Alexandre Rodrigues.
ENGENHARIA
Materiais Quânticos Auto-Organizáveis: A Nova Fronteira da Engenharia Molecular
A engenharia molecular está prestes a entrar em uma nova era, graças aos materiais quânticos auto-organizáveis. Combinar os princípios da mecânica quântica com a auto-organização estrutural resulta em materiais com propriedades adaptativas inéditas em escala atômica. Tal progresso promete não apenas inovação em eficiência e miniaturização, mas também impactar significativamente setores como a farmacêutica, computação e nanotecnologia, oferecendo um panorama atraente para engenheiros e líderes técnicos. O que torna os materiais quânticos particularmente relevantes é seu potencial econômico e estratégico. Estima-se que o mercado global para tecnologias quânticas atinja impressionantes US$ 1 trilhão, incentivando grandes empresas, como IBM e Google, a investir bilhões em infraestrutura e P&D voltados para o desenvolvimento de processadores quânticos com centenas de qubits. As tendências de mercado mostram uma clara integração de redes neurais quânticas híbridas, combinando camadas clássicas e quânticas para aprimorar o desempenho computacional e soluções adaptativas. Empresas líderes como a IBM, Google e Microsoft têm moldado o cenário tecnológico, promovendo avanços que já estão amadurecendo em várias aplicações práticas, informa o Blog da Engenharia. Além disso, espera-se que a colaboração entre indústria, academia e governos se expanda, favorecendo a internalização da cadeia de suprimentos quântica e fortalecendo a autonomia tecnológica. Entre as metodologias emergentes, as Redes Neurais Quânticas (QNNs) e a engenharia biomimética quântica são destaques, concentrando esforços no aumento da capacidade de processamento e na adaptação dos materiais em escala atômica. Essas tecnologias são impulsionadas por qubits supercondutores e sistemas de correção de erros, com linguagens de programação avançadas como Qiskit (IBM) liderando o desenvolvimento de frameworks sólidos.
INOVAÇÃO
Das calçadas para a robótica: Bonecos infláveis inspiram robôs sem cérebro
Os bonecos birutas infláveis passaram de curiosidades divertidas para um recurso de propaganda profissional, e agora eles deram um passo rumo à alta tecnologia. Alberto Comoretto e colegas do Instituto Amolf, nos Países Baixos, usaram o mesmo princípio dos bonecos balançantes para criar um robô que anda, salta e até nada, tudo sem cérebro, eletrônica ou inteligência artificial – apenas tubos flexíveis, ar e um pouco de física básica bem explorada. Segundo o Inovação Tecnológica, eles são os robôs macios mais rápidos já criados, e um dos mais simples. Ele não possui microcontrolador, nem software e nem mesmo sensores. E ainda assim, ele se move com coordenação e autonomia surpreendentes, simplesmente por causa da estrutura do seu corpo e do modo como ele interage com o ambiente. Ou seja, a mesma física que faz os bonecos birutas se mexerem e dançarem tornou-se a chave para criar uma nova família de robôs autônomos e muito versáteis – não são muitos os robôs que conseguem andar e nadar sem precisar de qualquer alteração, por exemplo.
14/05
AGRICULTURA
Mariangela Hungria é a primeira brasileira a ganhar o ‘Nobel da agricultura’
A cientista brasileira Mariangela Hungria ganhou o Prêmio Mundial de Alimentação (World Food Prize), também conhecido como “Nobel da agricultura”. Mariangela Hungria tem graduação em Engenharia Agronômica, mestrado em Solos e Nutrição de Plantas, doutorado em Ciência do Solo e pós-doutorado em três universidades: Cornell University, University of California-Davis e Universidade de Sevilla. Ela é pesquisadora da Embrapa desde 1982, inicialmente na Embrapa Agrobiologia e, desde 1991, na Embrapa Soja. Mariangela foi reconhecida pela trajetória de mais de 40 anos dedicados ao desenvolvimento de tecnologias em microbiologia do solo, que vem permitindo aos produtores rurais a obtenção de altos rendimentos com menores custos e mitigação de impactos ambientais. O foco das pesquisas de Mariangela tem sido o aumento da produção e a qualidade de alimentos por meio da substituição total ou parcial de fertilizantes químicos por microrganismos portadores de propriedades como fixação biológica de nitrogênio, síntese de fitormônios e solubilização de fosfatos e rochas potássicas, compartilha o Correio Braziliense. Mariangela é a primeira mulher brasileira a ganhar o Prêmio Mundial de Alimentação. “Estou imensamente feliz, ainda não consigo acreditar, é uma grande honra, um reconhecimento mundial. Acredito que minha principal contribuição para mitigar a fome no mundo tenha sido minha persistência de que a produção de alimentos é essencial, mas deve ser feita com sustentabilidade”, declara Mariangela Hungria. “Com essa premiação, existe também o reconhecimento do empenho da pesquisa brasileira rumo a uma agricultura cada vez mais sustentável, favorecendo nossa imagem no exterior”, finaliza.
ENGENHARIA
Equipe de universidade brasileira participa de competição de engenharia no Canadá
O Brasil estará presente em uma competição internacional de engenharia e exploração espacial representado por uma equipe do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Federal Fluminense (UFF). Essa é a nona edição do evento criado para estudantes do ensino superior competirem e exibirem seus rovers, veículos projetados para exploração espacial e coleta de amostras na superfície de um planeta, por exemplo. O time “The Myths Brazil” participa de competições de engenharia nacionais e internacionais desde a formação da equipe, em 2017. A iniciativa faz parte do Programa de Educação Tutorial em Engenharia Mecânica (PET-MEC), coordenado pela professora Fabiana Rodrigues Leta e financiado pelo Ministério da Educação. Ao longo do evento, as equipes terão de cumprir tarefas que exigem “habilidades de resolução de problemas e conhecimento técnico”, incluindo travessia de terrenos, operação de forma autônoma e manipulação de um braço hábil, informa o Olhar Digital.
GEOCIÊNCIAS
Instituto de Geociências da USP oferece vaga de mestrado com bolsa da Petrobras
O Programa de Pós-Graduação em Ciências do Sistema Terra e Sociedade do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (IGc-USP) dispõe de uma oportunidade de mestrado com bolsa da Petrobras para o Projeto GeoTauba, com duração de 24 meses, divulga a Agência FAPESP. O projeto realiza um estudo hidrogeológico da Bacia de Taubaté, na região leste do Estado de São Paulo. O bolsista será responsável pelas seguintes atividades: aquisição e processamento de dados geológicos e hidrogeológicos; organização e execução de atividades de campo; tratamento estatístico e elaboração de gráficos, mapas e perfis em softwares específicos; e confecção de relatórios e artigos científicos. O candidato deve ter graduação em geologia preferencialmente – ou outra com experiência comprovada em geociências. Também é necessário ter carteira de motorista. São habilidades desejadas: operação em softwares de Sistema de Informação Geográfica, estatística, geologia ou mapeamento e modelagem 2D ou 3D; programação em R ou Python; boa redação em português e proficiência em leitura e escrita em inglês.
INOVAÇÃO
Cerâmica reinventada fica flexível com origami e impressão 3D
Combinando uma técnica milenar de dobraduras com o que há de mais moderno na ciência dos materiais, engenheiros desenvolveram uma nova classe de cerâmicas que podem se dobrar sob pressão, sem quebrar. Um dos materiais mais antigos usados pelo homem, as cerâmicas têm inúmeras propriedades que as tornam úteis em uma variedade de áreas. Mas elas também têm um “defeito” milenar: Elas são quebradiças. Shajedul Thakur e colegas da Universidade de Houston, nos EUA, finalmente encontraram uma maneira de se contrapor à fragilidade típica desses materiais. Para isso, Thakur usou uma impressora 3D para construir uma estrutura cerâmica seguindo o padrão de dobradura conhecido como miura-ori, uma maneira de dobrar algo plano, como papel, para que ocupe menos espaço, mas permaneça plano no geral, compartilha o Inovação Tecnológica. Depois de moldada com a técnica de origami, a cerâmica foi revestida com um polímero elástico e biocompatível, disponível comercialmente, com vistas a futuras aplicações médicas. As estruturas resultantes conseguem suportar tensões de uma forma que a cerâmica comum não consegue: Quando comprimidas em diferentes direções, as estruturas revestidas flexionam e retornam ao formato original, enquanto suas equivalentes sem revestimento racham ou quebram. “A geometria do origami nos deu adaptabilidade mecânica,” disse Thakur. “E o revestimento de polímero introduziu flexibilidade suficiente para evitar quebras repentinas.” As aplicações potenciais para essa tecnologia variam de próteses médicas a componentes resistentes a impactos na indústria aeroespacial e na robótica, sempre carentes de materiais leves, porém resistentes.
13/05
SUSTENTABILIDADE
Birigui se articula para criar polo referência de energia verde
A cidade de Birigui deu um passo decisivo para consolidar sua vocação sustentável ao iniciar, na última segunda-feira (6), a formalização de uma Cadeia Produtiva Local (CPL) de Energia Limpa e Renovável. A iniciativa, conduzida pela Associação Comercial e Industrial de Birigui (ACIB), em parceria com a Prefeitura e a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, posiciona o município como referência regional na transição energética. O encontro foi realizado na sede da ACIB e reuniu empresários do setor, representantes de instituições de ensino técnico e superior, entidades de fomento e lideranças regionais. A ação integra o programa SP Produz, do Governo do Estado, e tem como objetivo transformar a economia local por meio da inovação, geração de empregos qualificados e atração de investimentos sustentáveis. Além de impulsionar o desenvolvimento econômico, a CPL tem como um de seus pilares a descarbonização da matriz energética, em consonância com as metas globais de enfrentamento às mudanças climáticas, relata o Sampi.
GEOLOGIA
Descoberta na Escócia pode mudar o que se sabe sobre a origem da vida na Terra
Um artigo publicado na revista Geology revela que um conhecido impacto de meteorito ocorrido no noroeste da Escócia aconteceu cerca de 200 milhões de anos depois do que se imaginava. Antes, acreditava-se que a colisão tinha sido há 1,2 bilhão de anos, mas novos dados indicam que o evento se deu há 990 milhões de anos. Essa descoberta muda não apenas a cronologia da geologia escocesa, como também o entendimento sobre o ambiente da Terra naquela época, destaca o Olhar Digital. Segundo a publicação, um impacto de meteorito que se pensava ter ocorrido há 1,2 bilhão de anos na Escócia, na verdade, pode ter sido mais de 200 milhões de anos mais tarde. O evento coincidiu com o surgimento dos primeiros eucariontes de água doce no planeta e isso pode ter influenciado a evolução da vida fora dos oceanos. De acordo com um comunicado, o impacto formou uma camada de rochas chamada Stac Fada Member, que guarda sinais importantes do passado do planeta. Essas rochas preservam evidências de como colisões com meteoritos podem ter influenciado o clima, o solo e a vida da Terra. Elas ajudam a entender o que existia antes e o que mudou depois do evento. Além de cientistas da Universidade de St Andrews, o estudo envolveu pesquisadores da Universidade Curtin (Austrália), da NASA e da Universidade de Portsmouth, na Inglaterra. Para o geólogo Chris Kirkland, essa abordagem traz pistas que podem levar à localização da cratera original, ainda não descoberta. Entender esses impactos ajuda a explicar como a vida evoluiu na Terra.
TECNOLOGIA
Avanço médico revolucionário: nova técnica permite impressão 3D dentro do corpo humano
A engenharia de bioimpressão 3D continua a quebrar barreiras com a introdução de um novo método revolucionário: a impressão 3D in vivo. Desenvolvido por pesquisadores do Caltech, este método utiliza ultrassom para criar estruturas diretamente dentro do corpo, marcando um avanço significativo no campo da engenharia de tecidos. Anunciada em maio de 2025, essa inovação promete redefinir a medicina regenerativa ao superar limitações dos métodos tradicionais, que frequentemente exigem a criação de tecidos e órgãos fora do corpo antes de serem transplantados. O método inovador de impressão 3D in vivo utiliza tecnologias de ultrassom para lidar com a orientação precisa dos materiais no corpo. Essa técnica é complementada por hidrogéis biocompatíveis, que atuam como matriz para as células. Outras metodologias importantes incluem o uso de scaffolds vascularizados, que simulam a estrutura básica de órgãos e tecidos e permitem um fluxo sanguíneo adequado, essencial para a viabilidade dos tecidos impressos, informa o Blog da Engenharia. As implicações sociais dessa tecnologia são profundamente transformadoras. A capacidade de imprimir órgãos e tecidos diretamente no local onde são necessários pode reduzir drasticamente o risco de rejeição, uma das principais complicações em transplantes. Além disso, essa tecnologia poderia oferecer novas soluções para pacientes que necessitam de tecidos de reposição, como queimados ou pacientes oncológicos. Contudo, os desafios técnicos permanecem, especialmente em relação à complexidade da vascularização, que é crucial para a sobrevivência dos tecidos.
ENGENHARIA
Empresa australiana cria primeiro computador biológico com neurônios humanos do mundo
Há alguns anos, o diretor científico da Cortical Labs começou a investigar como redes neurais em cultura poderiam ser treinadas para realizar tarefas específicas. E, em 2022, sua equipe conseguiu ensinar neurônios humanos e de camundongos a jogar ping pong virtual, rebatendo uma bola que se movia em linha reta. O experimento foi batizado de DishBrain e foi o primeiro passo rumo ao que hoje conhecemos como CL1. É preciso destacar que o CL1, da Cortical Labs, é o primeiro sistema comercial de Inteligência Biológica Sintética desenvolvido. Ele é híbrido, combinando chip de silício com neurônios humanos cultivados a partir de células tronco. Justamente esses neurônios são capazes de responder a estímulos elétricos, consequentemente formando redes neurais vivas que processam dados e aprendem com uma eficiência surpreendente, por vezes superando os computadores tradicionais baseados apenas em silício, explica o Engenharia 360. Os pesquisadores esclarecem que, para manter as células cerebrais vivas e funcionais, o CL1 possui sistema sofisticado de suporte vital que regula a temperatura, troca de gases, nutrição e remoção de resíduos. Esse ambiente altamente controlado permite que os neurônios permaneçam ativos por até seis meses, um feito técnico notável nunca visto pela ciência.
12/05
GEOLOGIA
No Coração da Baixada Fluminense, um Enigma Geológico Intriga Especialistas
Localizado no Maciço do Mendanha, em Nova Iguaçu, uma formação rochosa tem despertado curiosidade e gerado questionamentos há décadas. Conhecida popularmente como ‘Vulcão de Nova Iguaçu’, a estrutura geológica não é, de fato, um vulcão ativo — e nem mesmo adormecido. A classificação correta, segundo geólogos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), é de uma formação resultante de eventos vulcânicos que ocorreram entre 145 e 65 milhões de anos atrás. A geóloga Marcela Lobato, da UERJ, esclarece: “O vulcão de Nova Iguaçu não está adormecido, ele não vai acordar. A atividade magmática cessou há milhões de anos”. A composição predominante da estrutura são rochas piroclásticas, originadas a partir de atividades magmáticas antigas que hoje permanecem inativas, informa o Última Hora. O relevo da área é resultado de milhões de anos de erosão, criando um cenário que pode lembrar montanhas icônicas como o Monte Fuji, no Japão, ou o Etna, na Itália. No entanto, a geologia do local é completamente distinta, como explica o geólogo Carlos: “Essa estrutura é chamada de vulcão intraplaca — ou seja, está fora das bordas tectônicas ativas. A chance de uma erupção é mínima. Nem os netos dos nossos netos vão ver isso acontecer”.
EVENTOS
PTS sedia megafeira regional de tecnologia, inovação e sustentabilidade no mês de julho
O Parque Tecnológico de Sorocaba (PTS) será o ponto de encontro dos principais players das áreas de tecnologia, inovação e sustentabilidade, unindo a iniciativa privada e o poder público para o fomento econômico e o desenvolvimento de novos negócios, com a realização do TechCity Summit 2025. Trata-se de uma megafeira gratuita, que acontece nos dias 2 e 3 de julho, das 9h às 17h. A proposta é aproximar setores estratégicos da economia privada e do setor público, apresentando soluções que impactam diretamente no futuro das smart cities (cidades inteligentes) e no desenvolvimento regional.
TECNOLOGIA
Conheça inteligência artificial brasileira que ajuda a melhorar desempenho de estudantes do ensino a distância
O ensino a distância se popularizou durante o período da pandemia da Covid-19 e, com isso, surgiram questionamentos sobre a qualidade do ensino. O professor baiano e também desenvolvedor de software, José Messias, de 34 anos, criou uma inteligência artificial denominada Emy, que facilita a vida dos estudantes durante as aulas EAD. Em 2012, José criou uma software house que presta serviços para outras empresas e, dentro dessa startup, foi criada uma escola de ensino de tecnologia chamada Cubos Academy. Com a popularização do ChatGPT entre os anos de 2022 e 2023, o educador percebeu uma oportunidade de melhorar o desenvolvimento dos alunos da sua instituição de ensino. A Emy funciona como uma nuvem que é alimentada constantemente pelos professores da instituição de ensino que o baiano trabalha. A tecnologia entende todos os tipos de conteúdo que são ensinados pelos docentes. Outra capacidade da ferramenta é estar sempre atualizada pelos professores, com os novos conteúdos que eles disponibilizam para os alunos. Enquanto o modelo tradicional do EAD oferece o mesmo conteúdo para todos, a IA consegue identificar lacunas específicas de conhecimento e sugerir materiais direcionados. “A IA analisa o que o estudante já estudou, o que assistiu, o que leu e como foi seu desempenho em exercícios. Com isso, ela recomenda o conteúdo ideal para aquele momento”, explicou Messias ao G1. Para ele, essa personalização representa um avanço fundamental na forma de ensinar e aprender.
GEOCIÊNCIAS
Pegada pode ser evidência mais antiga de dinossauro em SP
Dinossauros medindo 6 metros de comprimento e pesando até 10 toneladas faziam tremer o chão quando davam passadas pelo terreno arenoso e úmido que 150 milhões de anos depois se transformaria na atual região entre Rio Claro e Piracicaba, no interior paulista. O impacto dos pisões deformou a estrutura das camadas de sedimentos que formavam o solo e deixou marcas que a deposição de novos sedimentos e o tempo preservaram. As pegadas ancestrais, descobertas pelo geólogo Lucas Verissimo Warren, professor do Instituto de Geociências Exatas da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Rio Claro, e estudadas por ele e por uma equipe de paleontólogos, podem ser a evidência mais antiga da presença de dinossauros em território paulista. O estudo inédito foi publicado em maio na revista científica Journal of South American Earth Sciences. Na época, essa região do interior de São Paulo era um deserto cheio de dunas, com lagoas formadas pelas chuvas, cenário semelhante ao atual em Lençóis Maranhenses, no Nordeste, informa o Marília Notícia. Os estudos indicam que grupos de dinossauros se moviam nessa paisagem, deixando as marcas de seus passos na argila que se formava pela deposição de sedimentos entre as dunas. “Não foram uma ou duas, achamos cerca de 50 pegadas de dimensões variáveis, o que pode indicar que manadas de dinossauros adultos e filhotes vagavam por essa região, deixando pegadas como testemunhos”, disse Warren.
09/05
SUSTENTABILIDADE
Brasil e China intensificam colaboração em pesquisa acadêmica voltada para projetos em energia renovável e sustentabilidade
Em meio aos desafios globais rumo à transição para fontes limpas de energia, Brasil e China vêm fortalecendo parcerias baseadas em ciência, inovação e sustentabilidade. Desde 2011, pesquisadores dos dois países desenvolvem projetos conjuntos na área de energias renováveis. Essa cooperação internacional ganhou novo impulso com o Centro de Cooperação Tecnológica e Planejamento Energético Shandong-São Paulo, inaugurado em março na Unicamp, informa O Globo. O centro, fruto de articulação entre a Unicamp e a Universidade de Tecnologia Qilu — vinculada à Academia de Ciências de Shandong —, nasceu com o objetivo de integrar equipes de pesquisa, treinar talentos e fomentar projetos voltados à neutralidade de carbono. A atuação inicial está voltada à promoção e a inovação na área de iluminação pública. “Os chineses acharam interessante expandir essas tecnologias que envolvem eficiência energética, entrando a iluminação, eficiente, em que eles realmente dominam vários aspectos, como a tecnologia de LED, sistemas de gerenciamento e controle, e a questão de dados”, diz o professor Gilberto Jannuzzi, coordenador do CePIL (Centro Paulista de Inovação em Iluminação Pública).
TELECOMUNICAÇÕES
Rede 6G vai trazer IA integrada e mudar foco da comunicação de dados no Brasil
O 5G ainda passa por correções e melhorias em todo o mundo, mas para quem acompanha a área, é o 6G que começa a entrar nas conversas com promessas de uma conexão mais rápida, uma rede mais ampla e com maior foco em outros aspectos além da comunicação de dados, como geolocalização e suporte nativo para inteligência artificial (IA). A tecnologia deve ter suas primeiras instalações apenas depois de 2030 e ainda está em fase de desenvolvimento, mas já é possível prever que o impacto da nova rede móvel poderá ampliar a forma como as empresas constroem seus produtos, acredita Luciano Mendes, professor do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel). “A rede 6G ainda não existe. É uma tecnologia que está sendo concebida agora. Neste ano, em 2025, a gente está discutindo os pilares base dessa tecnologia. Há um consenso dizendo que a rede 6G não vai ficar focada só na questão da comunicação. Vamos aprender muito agora com a rede 5G e vamos poder desenhar uma rede ainda mais apropriada para esses novos casos de uso para o 6G”, explica Mendes ao Estadão. A promessa da nova rede passa por uma ampla adoção de capacidades em relação ao 5G. O 6G, por exemplo, deve trazer em suas primeiras versões um suporte maior à serviços de geolocalização, para que mapas possam ser processados em tempo real e essas informações utilizadas de forma mais precisa em aplicativos. Outro ponto da nova rede é o processamento de imagens e a operação em várias faixas de banda diferentes, permitindo uma operabilidade maior com outras redes e com Wi-Fi. “A rede 6G está sendo prevista para também operar em uma faixa de frequências bem diferentes”, aponta Mendes. “Hoje nós temos um modo de operação da rede móvel bastante fixo em termos de alocação de bandas, alocação de frequências. Então, a rede 6G tem de ser mais flexível e ela tem de absorver também outras tecnologias”.
INOVAÇÃO
Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, no Porto Futuro II, tem entrega prevista para outubro
O Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, em Belém, está com mais de 75% das obras concluídas e tem a inauguração prevista para outubro de 2025. O espaço faz parte do complexo turístico Porto Futuro II voltado para a COP 30 e promete ser um local de inovação, sustentabilidade e valorização da cultura amazônica. O Parque será um centro integrado que conecta inovação tecnológica, saberes tradicionais e empreendedorismo sustentável. O objetivo é transformar a sociobiodiversidade da Amazônia em soluções econômicas e sociais, sempre em sintonia com a preservação ambiental. O espaço contará com dois grandes centros: Centro de Inovação e Centro de Sociobioeconomia. Neles, startups, negócios comunitários, indústrias e instituições de pesquisa vão encontrar coworkings, laboratórios, serviços de mentoria, capacitação, incubação e aceleração. Um dos destaques é o Laboratório Fábrica, voltado para o desenvolvimento e produção de alimentos, cosméticos, fármacos e outros produtos derivados de materiais florestais, destaca o G1.
ENGENHARIA
Engenharia Neuroadaptativa: Como IA e Materiais Biomiméticos Redesenham Infraestruturas
A engenharia neuroadaptativa está catalisando uma verdadeira revolução na maneira como concebemos e gerimos infraestruturas em diversos setores. Ao unir a inteligência artificial (IA) a materiais biomiméticos, essa abordagem está remodelando a resiliência e a adaptabilidade dos sistemas contemporâneos. Este avanço é de extrema importância para engenheiros e líderes técnicos, que enfrentam o desafio de transformar projetos convencionais em soluções inteligentes e autônomas capazes de se adaptar rapidamente a variáveis ambientais, especialmente em um cenário onde as mudanças climáticas e a crescente complexidade das redes urbanas e industriais impõem desafios inéditos. Num mundo cada vez mais impactado pelas mudanças climáticas e pela urbanização acelerada, a engenharia neuroadaptativa surge como uma resposta eficiente e inovadora. Com o uso extensivo de IA, as infraestruturas podem se tornar autônomas, ajustando-se em tempo real às demandas e condições ambientais. O mercado de IA aplicada à engenharia de infraestruturas está crescendo rapidamente, com previsões de uma taxa anual superior a 25% até 2027, destaca o Blog da Engenharia. Entre as tendências atuais, destaca-se a maior integração de IA para monitoramento e auto-regulação de infraestruturas, além do desenvolvimento de materiais biomiméticos que imitam processos naturais, visando resistência e eficiência superiores. Empresas como Siemens e IBM lideram no uso de IA para manutenção preditiva e otimização energética. Do ponto de vista técnico, a engenharia neuroadaptativa se baseia em metodologias como redes neurais artificiais para controle adaptativo e design biomimético para otimização estrutural. Tecnologias emergentes como sensores inteligentes e materiais com propriedades responsivas estão transformando o setor. Além disso, certificações em IA aplicada à engenharia e especialização em materiais avançados são altamente valorizadas. Recomenda-se o uso de frameworks ágeis e design thinking biomimético para o desenvolvimento de soluções iterativas e eficazes.
08/05
GEOGRAFIA
O poço isolado no meio do deserto que esconde mistérios da ciência
O Poço de Barhout, apelidado de “Poço do Inferno”, é um dos lugares mais enigmáticos e isolados do planeta. Localizado na remota província de Al-Mahara, no Iêmen, este sumidouro gigante permaneceu intocado por décadas — até que uma equipe de exploradores ousou descer aos seus 112 metros de profundidade. Com uma entrada circular de 30 metros de largura e profundidade equivalente a um prédio de 40 andares, o Poço de Barhout é um fenômeno geológico único. Suas paredes se alargam para 120 metros no fundo, atravessando duas camadas de rocha: a superior, porosa, permite que a água filtre para a segunda camada, criando quatro cachoeiras de 46 metros de altura. Em 15 de setembro de 2021, a Oman Cave Exploration Team (OCET) tornou-se a primeira equipe a alcançar o fundo do abismo, conta a Revista Fórum. As imagens divulgadas mostram estalagmites, pérolas de caverna em tons cinza e verde e cobras. Além disso, os exploradores coletaram amostras de água, solo e até animais mortos para análise.
ENGENHARIA
Engenharia Neural: Como Microchips Biomiméticos Reconfiguram a Interface Homem-Máquina
Os microchips biomiméticos estão emergindo como uma nova fronteira na interface homem-máquina, oferecendo potencial inexplorado para transformar o campo da engenharia neural. A aplicação desses chips, que simulam processos biológicos, está criando interfaces mais eficazes entre o cérebro humano e dispositivos externos, trazendo melhorias significativas para a computação, controle de dispositivos e tratamentos de condições neurológicas, explica o Blog da Engenharia. A revolução no uso desses microchips promete reconfigurar interfaces, promovendo um salto notável em eficiência e precisão dentro da engenharia neural. A inovação que os microchips biomiméticos trazem possibilita um avanço revolucionário na forma como neurologistas e engenheiros interagem com o sistema nervoso humano. Essa tecnologia, que está no cerne da transformação das interações homem-máquina, possibilita uma comunicação direta e aprimorada entre o cérebro e dispositivos externos. É uma reconfiguração dos paradigmas tradicionais, criando interfaces que potencializam inúmeras aplicações práticas em computação e saúde. A indústria da neurotecnologia está em franco crescimento, com empresas como Neuralink e Science Corporation liderando a vanguarda dos implantes cerebrais bio-híbridos. Estes dispositivos não apenas estabelecem novos limiares de segurança e precisão, mas também elevam as expectativas quanto à funcionalidade em interfaces cérebro-máquina. O setor toma emprestado das tendências emergentes, como chips neuromórficos, que mimetizam o cérebro humano para aumentar a eficiência do processamento de informações em sistemas complexos.
GEOLOGIA
Novo achado no deserto africano pode mudar o que sabemos sobre o clima e geologia
Recentemente, um estudo trouxe à tona uma descoberta fascinante: a existência de uma duna da Era do Gelo em pleno território africano. Essa revelação intrigante desafia as noções tradicionais sobre a história geológica do continente, oferecendo novas perspectivas sobre o clima e a geografia da região durante períodos pré-históricos. A pesquisa, conduzida por uma equipe internacional de geólogos, utilizou técnicas avançadas de datação para identificar a idade da duna. Localizada em uma área remota, a formação arenosa remonta a milhares de anos, oferecendo pistas valiosas sobre as condições climáticas extremas que prevaleceram durante a última Era do Gelo. A formação de dunas é um processo complexo que envolve a interação de vento, areia e vegetação, explica O Antagonista. Durante a Era do Gelo, grandes partes do planeta experimentaram climas áridos e frios, condições que favoreceram a formação de dunas. No caso da duna africana, acredita-se que ela tenha se formado devido a ventos intensos que transportaram areia de regiões mais secas para o local atual. As dunas são estruturas dinâmicas, moldadas continuamente pelas forças naturais. No entanto, a duna da Era do Gelo permaneceu relativamente intacta, preservando um registro único das condições ambientais da época. Essa preservação excepcional permite que os cientistas estudem a composição e a estrutura da duna, oferecendo insights sobre os padrões climáticos antigos. Com a descoberta da duna da Era do Gelo, novas oportunidades de pesquisa surgem no horizonte. Os cientistas planejam realizar estudos adicionais para explorar a composição mineralógica da duna e identificar possíveis vestígios de vida microbiana que possam ter habitado a região durante períodos mais úmidos. Além disso, a colaboração entre geólogos, climatologistas e arqueólogos pode revelar mais sobre as interações entre o clima e as civilizações antigas que habitaram a África. A duna pode servir como um ponto de partida para investigações sobre como as mudanças climáticas influenciaram o desenvolvimento humano na região.
SUSTENTABILIDADE
Hidrogênio verde no Nordeste: estudos de viabilidade ficam prontos em dezembro e podem acelerar novos projetos energéticos
O Brasil pode estar próximo de um novo marco na transição energética. O hidrogênio verde no Nordeste tem atraído bilhões em investimentos, mas enfrenta gargalos na rede de transmissão que travam a liberação de grandes empreendimentos. Para mudar esse cenário, o Ministério de Minas e Energia (MME) anunciou que os estudos de viabilidade técnica da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) serão concluídos até dezembro de 2025, com o objetivo de liberar conexões de até 6 GW na região. A declaração foi feita pelo secretário de Transição Energética e Planejamento do MME, Thiago Barral, durante evento da Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde (ABIHV), realizado na Câmara dos Deputados na última terça-feira (6). Segundo Barral, os estudos visam identificar a infraestrutura necessária para alimentar eletrolisadores em projetos eletrointensivos, base do desenvolvimento de polos de descarbonização no Brasil, publica o Click Petróleo e Gás. O secretário reconheceu que o planejamento atual “se mostrou insuficiente” e revelou uma parceria com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para mapear “espaços e estratégias” que viabilizem os primeiros grandes projetos até 2030 e os hubs de descarbonização até 2035.
07/05
ENGENHARIA
Veneza: engenheiro apresenta plano para evitar que cidade afunde; entenda
É chamada de “cidade flutuante”, mas também é uma cidade que afunda. No último século, Veneza afundou cerca de 25 centímetros. Ao mesmo tempo, o nível médio do mar na região subiu quase 30 centímetros desde 1900. Essa combinação complicada resulta em algo inevitável: não apenas enchentes constantes, mas um lento e contínuo afundamento de uma das cidades mais queridas do mundo nas águas de sua famosa lagoa. Enquanto o governo italiano gasta milhões de euros por ano operando barreiras móveis contra as marés mais extremas, Pietro Teatini — professor associado de hidrologia e engenharia hidráulica na Universidade de Pádua — sugere uma abordagem diferente: bombear água para o subsolo profundo da cidade, elevando o solo sob Veneza e, com isso, toda a cidade. Segundo Teatini, sua proposta poderia dar a Veneza um “fôlego” de cerca de 50 anos, funcionando em conjunto com o atual sistema de contenção, tempo suficiente para que se encontre uma solução definitiva e mais radical. Ele acredita que o método poderia elevar a cidade em até 30 centímetros. Levantar Veneza sobre uma espécie de “colchão d’água” enquanto o entorno permanece no nível original soa como cenário de filme-catástrofe. Mas Teatini garante que, feito com cuidado, é seguro. Ele faz questão de esclarecer que isso não é fraturamento hidráulico (fracking) — técnica que injeta líquidos sob alta pressão para quebrar rochas subterrâneas. Esse processo pode causar abalos sísmicos, algo que o projeto quer evitar a todo custo. “Queremos uma elevação de no máximo 20 a 30 centímetros justamente para não provocar rachaduras”, explica para CNN. “Se houver rachaduras, é um desastre. A ideia é manter uma pressão baixa, com aditivos que expandem o solo sem rompê-lo.”
EVENTOS
Abertas inscrições de projetos para 16ª edição da Feteps
Estão abertas as inscrições de projetos para a 16ª edição da Feira Tecnológica do Centro Paula Souza (Feteps), um dos maiores eventos acadêmicos gratuitos de tecnologia e inovação do País. Voltada a estudantes dos ensinos Médio, Técnico e Superior Tecnológico, a mostra com os 150 trabalhos selecionados será realizada em outubro, na Capital Paulista, com o intuito de conectar jovens talentos com o mercado e transformar ideias criativas em soluções para a sociedade. Podem apresentar projetos na Feteps alunos de Escolas Técnicas (Etecs) e Faculdades de Tecnologia (Fatecs) estaduais do Centro Paula Souza (CPS), bem como de outras instituições de ensino nacionais e internacionais. É possível inscrever a proposta individualmente ou em equipes com até três integrantes, além de um orientador (obrigatório) e um coorientador (opcional). As inscrições devem ser feitas pelo professor responsável até 16 de junho. Os trabalhos devem abordar desafios relacionados a energia limpa, cidades sustentáveis, educação de qualidade, saúde e bem-estar, entre outros temas ligados aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).
CARREIRA
USP recebe inscrições para MBA em inteligência artificial e big data
O Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo (ICMC-USP) oferece 320 vagas para a quinta turma do MBA em Inteligência Artificial e Big Data. As inscrições vão até a próxima terça-feira (13/05), divulga a Agência Fapesp. É desejável que o candidato tenha formação superior em ciência da computação, engenharia de computação, sistema de informação, análise e desenvolvimento de sistemas, estatística, matemática computacional, administração ou áreas correlatas. A estrutura curricular é organizada em três grandes módulos: Fundamentação; Avançado; e Soluções. As disciplinas de cada módulo estão organizadas em quinzenas. As aulas são on-line, estão previstas para começar em julho e se estenderão até setembro de 2026.
AGRICULTURA
Nova vida para Chernobyl: Estudo dá sinal verde para a Ucrânia retomar a agricultura em 20 mil hectares abandonados próximos à zona de exclusão
Um novo estudo traz esperança para milhares de hectares abandonados desde o desastre nuclear de Chernobyl. Pesquisadores desenvolveram um protocolo seguro e eficaz que pode permitir a retomada da agricultura em terras contaminadas, sem riscos à saúde dos trabalhadores ou dos consumidores, divulga o Click Petróleo e Gás. O protocolo foi testado em uma área de 100 hectares na região de Zhytomyr, próxima à chamada “Zona de Exclusão de Chernobyl”. A pesquisa foi conduzida por especialistas da Universidade de Portsmouth, em parceria com o Instituto Ucraniano de Radiologia Agrícola. O objetivo era verificar se culturas como batata, milho, grãos e girassóis poderiam ser cultivadas com segurança. Os resultados foram animadores. Segundo os dados coletados, a dose de radiação à qual os trabalhadores foram expostos ficou bem abaixo do limite legal estabelecido na Ucrânia. Em alguns casos, os níveis foram até menores que a radiação natural presente em outras regiões do mundo. Apesar do sucesso com certas culturas, o estudo recomenda evitar o cultivo de leguminosas como feijão, ervilha e lentilha. Esses alimentos absorvem mais radionuclídeos do solo, o que pode representar riscos à saúde. Portanto, o protocolo orienta com precisão quais culturas são seguras e quais devem ser evitadas. Com esse avanço, terras antes vistas como perigosas e improdutivas podem voltar a ter papel essencial na economia rural. A pesquisa mostra que, com ciência e cuidado, é possível transformar o medo em ação responsável e produtiva.
06/05
INOVAÇÃO
“Twist” estrutural revoluciona a engenharia no primeiro ‘edifício-árvore’ do Brasil
Em Balneário Camboriú/SC, cidade marcada pelos seus arranha-céus icônicos e por ter o metro quadrado mais valorizado do país, inovações surpreendem o público do Brasil e do exterior na construção civil. É o caso do Auris Residenze, o primeiro “edifício-árvore” do Brasil que alia design biofílico disruptivo, sustentabilidade e inovação, incluindo ar mais puro e até água filtrada em todo o condomínio. Um dos maiores desafios do projeto foi harmonizar o conceito do “twist” — uma fachada rotacionada que se orienta como um girassol em direção ao mar — com a resistência aos ventos da região e a presença de uma piscina no topo da torre. A solução veio através de um exoesqueleto estrutural aparente, que não apenas assegura estabilidade, mas também preserva o impacto visual do edifício, transformando-o em algo disruptivo, conta o RCW TV. Outro ponto que faz do Auris Residenze algo totalmente inovador é a fachada em concreto pigmentado no tom terracota, que reforça o conceito de “edifício-árvore”, com jardineiras estrategicamente posicionadas e brises que remetem a galhos. Esse design biofílico não só melhora o conforto térmico e, com isso, reduz o consumo de ar-condicionado em até 42%, como também cria um filtro verde natural que conecta os moradores à natureza. Além disso, o sistema de reaproveitamento de águas cinzas e pluviais reduz o consumo de água em até 52%.
SUSTENTABILIDADE
Porto Sudeste conquista, pela segunda vez, certificado internacional de energia renovável e avança em metas de descarbonização
O Porto Sudeste, terminal privado localizado em Itaguaí (RJ), acaba de renovar, pelo segundo ano consecutivo, o certificado I-REC (International Renewable Energy Certificate). A conquista comprova que 100% da energia elétrica utilizada em suas operações tem origem em fontes renováveis, majoritariamente eólicas. A iniciativa reforça o comprometimento da empresa com a transição energética e a mitigação dos impactos ambientais provocados pelas mudanças climáticas. Esse reconhecimento internacional valida que toda a eletricidade consumida no terminal é gerada de forma limpa, contribuindo diretamente para a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE). O I-REC funciona como um “atestado verde” reconhecido internacionalmente. Ele certifica que determinada quantidade de energia foi gerada a partir de fontes como solar, hídrica ou eólica, explica o Click Petróleo e Gás. Além de garantir rastreabilidade, o certificado permite que empresas e consumidores compensem o uso de energia convencional, reforçando compromissos com a sustentabilidade.
ENGENHARIA
Engenharia Biomimética Quântica: Criando Estruturas Adaptativas em Escala Atômica
A engenharia biomimética quântica está se destacando como uma fronteira inovadora na interseção da ciência quântica e biológica. Este campo emergente promete revolucionar materiais, sensores e sistemas inteligentes ao aplicar princípios quânticos a designs inspirados pela natureza, destaca o Blog da Engenharia. A sinergia de conceitos atômicos e biológicos apresenta uma oportunidade sem precedentes para avanços em nanotecnologia e engenharia de materiais. A relevância desta tecnologia é evidente em seu impacto potencial em criar estruturas que operam com uma precisão atômica que antes era inimaginável. A economia global está cada vez mais ciente do valor das tecnologias quânticas, com estimativas indicando um mercado de U$1 trilhão. Tal crescimento robusto realça como a engenharia biomimética quântica pode ser um veículo para inovação. Os últimos anos testemunharam uma crescente integração dos princípios biológicos e quânticos. A fusão desses conceitos ainda é nova, mas os avanços em materiais inteligentes e nanotecnologia estão pavimentando o caminho para aplicações práticas. Os spin-offs tecnológicos são evidentes, embora ainda não totalmente explorados no campo específico da engenharia biomimética quântica. Muitos especialistas veem a década de 2030 como um ponto crucial para a incorporação significativa destes princípios em tecnologias correntes.
TECNOLOGIA
Construção civil pode passar por revolução e o motivo é inusitado: uma nova madeira dura como o aço
Pesquisadores da Florida Atlantic University (FAU) desenvolveram uma técnica inovadora que promete transformar a indústria da construção civil. Essa novidade está relacionada ao uso de madeira reforçada, que se torna tão resistente quanto o aço. Ao incorporar nanopartículas de ferro na estrutura da madeira, os cientistas conseguiram aumentar sua rigidez em mais de 260%. Esse avanço coloca a madeira em uma posição competitiva em relação aos materiais tradicionais, como o concreto e o próprio aço, que há muito dominam o setor. A pesquisa destaca a madeira como uma solução sustentável e eficiente para as construções do futuro, com benefícios significativos tanto em termos de durabilidade quanto de impacto ambiental, informa o Click Petróleo e Gás. A descoberta oferece um novo horizonte para a indústria da construção, que constantemente busca alternativas para reduzir os custos e os danos ambientais provocados pelos materiais tradicionais.
05/05
AGRICULTURA
Dados, conectividade, sensores: o que é agricultura inteligente e quais são as novas aplicações no campo?
A agricultura do futuro já é uma realidade bem palpável. Assim como celulares e veículos estão cada vez mais tecnológicos, o ecossistema agrícola também está em constante evolução. O que até pouco tempo parecia ficção científica – máquinas que tomam decisões, robôs autônomos no campo, sensores que leem o solo sem precisar tocá-lo – é agora parte da realidade de muitas lavouras brasileiras. É o que se convencionou chamar de agricultura inteligente: um sistema de produção que se baseia na coleta e análise de dados para otimizar recursos, reduzir perdas e aumentar a produtividade. Essa inteligência é viabilizada por uma série de tecnologias integradas: desde sensores de solo e clima, até softwares de gestão, pulverizadores seletivos, robôs autônomos e estações de controle conectadas à nuvem. A agricultura inteligente permite, por exemplo, que um robô detecte uma planta daninha e aplique o defensivo somente naquele ponto, sem desperdício, informa o G1. Ou que o dosador de fertilizante ajuste automaticamente a quantidade de insumo conforme a necessidade do solo em cada metro quadrado da lavoura. Os impactos da agricultura inteligente são concretos no bolso e na rotina do produtor. A economia de insumos como sementes, defensivos e água é imediata. A precisão no plantio e na pulverização reduz falhas e aumenta o potencial produtivo.
EQUIDADE DE GÊNERO
Mulher Rural: Protagonismo e Transformação no Agronegócio Brasileiro
O agronegócio brasileiro e mundial passa por transformações profundas, e uma das mais significativas tem sido a ascensão das mulheres como protagonistas no meio rural. Segundo análise de José Zeferino Pedrozo, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC), as mulheres têm assumido papéis de liderança e gestão em diversas etapas da cadeia produtiva, além de operar maquinários agrícolas com excelência. Este movimento não apenas redefine a estrutura do campo, mas também contribui para o desenvolvimento social e econômico das comunidades rurais. Durante muitos anos, o meio rural foi caracterizado pela divisão de tarefas e pela predominância masculina nas atividades produtivas. No entanto, a realidade atual é outra. As mulheres rurais têm demonstrado uma notável capacidade de adaptação, inovação e liderança, conquistando seu espaço com competência e determinação, informa o Portal do Agronegócio. O acesso crescente à educação e à formação técnica tem ampliado as oportunidades para que as mulheres desempenhem funções mais estratégicas no agronegócio, fortalecendo a sustentabilidade e a inovação no setor. O fortalecimento da presença feminina no campo também gera uma transformação cultural significativa. Com sua ascensão, as mulheres rompem estereótipos, inspiram novas gerações e contribuem para a construção de um campo mais inclusivo, diverso e cheio de possibilidades. A mulher rural contemporânea é, assim, uma verdadeira agente de mudanças sociais, econômicas e ambientais, promovendo uma nova visão sobre o desenvolvimento rural.
ENGENHARIA
Nanobioengenharia Computacional: Quando Algoritmos Reprogramam a Matéria Viva
A Nanobioengenharia Computacional tem emergido como uma área revolucionária onde a convergência entre biotecnologia e computação está transformando nossa capacidade de projetar sistemas biológicos. Este campo integra modelagem computacional, inteligência artificial (IA) e biologia molecular, oferecendo novas oportunidades para personalizar terapias genéticas e desenvolver biossensores. A inovação impulsionada pela nanobioengenharia está rapidamente avançando, alimentada pela crescente participação de grandes players no mercado e expectativas de crescimento expressivo nos próximos anos. A nanobioengenharia tem experimentado um crescimento significativo desde a década de 2000, quando as nanopartículas começaram a ser utilizadas para a entrega de fármacos, informa o Blog da Engenharia. Recentemente, o uso de simulações quânticas e machine learning para prever interações biomoleculares ampliou ainda mais o campo. Grandes empresas como Alza Corp, Genentech e Bayer têm liderado inovações em sistemas de liberação controlada e aplicações em terapia gênica, colocando a nanobiotecnologia em destaque no cenário global. O mercado global de nanotecnologia está projetado para ultrapassar US$ 125 bilhões até 2024, com a nanobiotecnologia ganhando um espaço considerável, representado por patenteamentos e parcerias estratégicas. A personalização de nanomedicamentos para oncologia e o desenvolvimento de biossensores nanométricos estão entre as tendências mais promissoras. Especialistas estão otimistas quanto às capacidades únicas que a nanobiotecnologia poderá oferecer até 2030, incluindo terapias de precisão adaptadas a cada paciente. No entanto, as controvérsias éticas e os riscos de nanorrobôs autônomos precisam ser abordados, assim como o impacto ambiental dos nanomateriais. Além disso, a previsão acadêmica sugere que o uso de algoritmos de IA será cada vez mais comum para prever as interações entre nanopartículas e células, o que requer atenção contínua e inovações para garantir processos seguros e eficazes.
TECNOLOGIA
Robôs voadores abrem novos horizontes na construção civil
Braços robóticos e pórticos de impressão 3D já podem ser encontrados em alguns canteiros de obras, mas tipicamente são sistemas pesados, que precisam ser cuidadosamente instalados no solo, o que significa que eles não são úteis ainda em terrenos acidentados ou em grandes alturas, como na construção de edifícios. Mas Yusuf Kaya e colegas dos institutos EMPA e EPFL, na Suíça, acreditam que os robôs aéreos, uma espécie de drones operários, logo poderão ser usados como plataformas de construção autônomas, cobrindo justamente os pontos fracos dos robôs atuais. A vantagem é óbvia: Drones de construção podem alcançar locais inacessíveis a máquinas convencionais, seja em edifícios, em telhados, em áreas de desastre, nas montanhas ou mesmo em planetas distantes. Eles também não exigem um canteiro de obras fixo e podem ser postos para operar em enxames, trazendo um alto grau de flexibilidade e escalabilidade. Ao mesmo tempo, ao encurtar as rotas de transporte, os robôs podem reduzir os custos, o consumo de materiais, tornar os canteiros de obras mais seguros e diminuir os prazos na construção civil, informa o Inovação Tecnológica. Segundo a equipe, esses experimentos já conseguiram demonstrar que o potencial dos drones na construção civil é disruptivo: Eles podem voar e construir em qualquer lugar, desde que o fornecimento de energia e o transporte de materiais estejam garantidos. E são facilmente escaláveis: Em caso de desastre, centenas de robôs aéreos poderiam imediatamente montar infraestrutura temporária em áreas remotas. “Os sistemas robóticos existentes em terra costumam pesar várias toneladas, levar muito tempo para serem montados e ter um raio de ação limitado,” explica Kaya. “Os drones de construção, por outro lado, são leves, móveis e flexíveis – mas, até o momento, existem apenas com baixo nível de prontidão tecnológica. Eles ainda não foram utilizados para fins industriais”. E finaliza: “Nosso objetivo é ter robôs aéreos que entendam com qual material estão construindo e em qual ambiente, e otimizem de forma inteligente a estrutura resultante durante a construção”.
Curadoria: Superintendência de Relações Institucionais e Comunicação do Crea-SP