Área Tecnológica na Mídia – 02 a 06/10/2023

2 de outubro de 2023, às 14h50 –
Tempo de leitura aproximado: 22 minutos

Área Tecnológica na Mídia


06/10/2023: Crescimento de Startups / Impressão 3D / Arena MSG Sphere / Emissores de CO2 / Peixes 3D / Brasileiro no Topo


Uma pesquisa realizada pela Mckinsey & Company mostrou que o ciclo de desenvolvimento de uma startup está cada vez mais rápido na América Latina. O tempo mínimo para uma dessas empresas virar unicórnio — quando seu valor é avaliado em mais de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5 bilhões) — passou de cinco anos, em 2019, para um, em 2021. O tempo para essas empresas de tecnologia atingir um milhão de clientes também mudou, passando de 40 meses, em 2014, para 6 meses, em 2019. O fluxo de capital que gira em torno desse segmento na América Latina também apresentou um salto. O montante de investimento nas startups, o chamado venture capital (VC), registrou um aumento de 500% de 2018 a 2021. Em 2018, o valor investido para este fim foi de US$ 3 bilhões (R$ 15 bilhões), já em 2021 disparou para R$ 18 bilhões (R$ 90 bilhões). Um dos motivos levantados pelo estudo que explica esse boom nas empresas de tecnologia foi a mudança de mentalidade dos novos talentos, destaca a CNN. Os dados mostram que dos estudantes brasileiros recém-formados em cursos de ciências da computação, engenharia da computação, informática e outros cursos tecnológicos, 87% gostariam de trabalhar para uma startup.   Pesquisadores da Universidade de Oxford (Reino Unido) desenvolveram um método revolucionário de impressão 3D que pode ser utilizado para o reparo de lesões cerebrais graves. Em estudo publicado na revista Nature Communications, a equipe descreveu a criação de tecido cerebral projetado a partir de células-tronco humanas capaz de representar com precisão o córtex cerebral. Esse avanço tem o potencial de oferecer esperança para os muitos pacientes que sofrem com danos significativos no córtex, afetando a cognição, movimento e comunicação. O tecido cerebral impresso em 3D foi construído utilizando células-tronco pluripotentes induzidas por humanos, explica o Olhar Digital. A ideia é que essas células sejam coletadas dos próprios pacientes, o que evitaria possíveis reações imunológicas.

 

A arena multimídia MSG Sphere, inaugurada no dia 29 de setembro, em Las Vegas, com show da banda U2, é uma das maiores conquistas da Engenharia. A volumetria da edificação mede 111 metros de altura e 157 metros de largura. A parte interna é envolvida por uma tela de LED de 16K x 16K. O exterior apresenta a Exosphere, uma tela programável de LED que projeta exibições coloridas, destaca Engenharia 360. O sistema de áudio desenvolvido em parceria com a empresa Holoplot utiliza um modelo via síntese de campo de onda e formação de feixe de áudio 3D. São cerca de 1.600 caixas permanentemente instaladas e 300 caixas móveis. Algoritmos criam ondas sonoras controladas, garantindo qualidade de áudio consistente em toda a arena, independentemente da distância das caixas. A estrutura que oferece experiências multissensoriais inclui assentos hápticos, efeitos climáticos como brisas e mudanças de temperatura. A arena possui 10 mil assentos com tecnologia 4D, proporcionando feedback tátil e efeitos ambientais, e um sistema de câmera que captura imagens em 18K a 120 quadros por segundo, fornecendo conteúdo para experiências imersivas.

 

Um estudo de pesquisadores da Universidade de Oxford derruba a ideia de que o intemperismo sobre as rochas ou alterações físicas e químicas causadas pela exposição a agentes do meio ambiente fazem com que elas sirvam como sumidouros de carbono. Tais fenômenos fazem com que as rochas atuem como fonte de dióxido de carbono (CO²), em uma quantidade comparável àquela lançada no ambiente por vulcões. Publicado na revista Nature, o estudo tem implicações importantes para o estabelecimento de cenários de mudanças climáticas, destaca Um Só Planeta. As rochas contêm estoque de carbono de restos de plantas e animais que viveram há milhões de anos. Por meio do intemperismo químico, elas podem absorver CO² quando certos minerais são atacados pelo ácido contido na água da chuva. Com isso, os principais modelos de ciclo do carbono consideram que as rochas atuam como sumidouros do elemento. No entanto, pela primeira vez, o estudo identificou um processo natural adicional de libertação de CO² das rochas para a atmosfera quando interage com a água, descobrindo que tal processo é tão significativo como o CO² libertado por vulcões.

 

Por meio de impressoras 3D, pesquisadores da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (DF) desenvolveram estruturas análogas a filés de peixe, utilizando ingredientes vegetais. Os protótipos fabricados digitalmente foram desenvolvidos no Laboratório de Nanobiotecnologia, no âmbito do projeto 3DPulSeaFood, informa o site da Embrapa. Segundo o pesquisador Luciano Paulino da Silva, a impressão 3D de alimentos é uma opção inovadora, pois há um limitado número de processos industriais de produção dos ‘plant-based’, os alimentos à base de vegetais. “É mais comum a disponibilidade de processos para produção de nuggets e hambúrgueres que, em geral, empregam outras técnicas de fabricação que não possibilitam a obtenção do nível de complexidade necessário para mimetizar o alimento de origem animal”, detalha Silva. Os cortes de análogos de pescados, como os filés, e de frutos do mar, semelhantes a caviar e lula, são produzidos principalmente à base de farinhas de pulses (leguminosas alimentícias secas e moídas). Os protótipos foram feitos à base de farinhas de soja, grão de bico e uma série de feijões fava.

 

research.com ― site acadêmico sobre os melhores cientistas, universidades, periódicos e conferências ao redor do mundo ― publicou em setembro a segunda edição do ranking dos melhores cientistas da área de Ciências Ambientais do Brasil. Com 59 cientistas reconhecidos, o Brasil chega à 20ª posição na área de Ciências Ambientais no mundo, informa o portal do governo federal. Paulo Artaxo, professor da USP e bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq, encabeça a lista: é o 62º cientista no ranking dos melhores pesquisadores em Ciências Ambientais do Mundo. José Antonio Marengo, pesquisador do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta aos Desastres Naturais e bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq, é o segundo no ranking dos melhores cientistas do Brasil na área de Ciências Ambientais. “A ciência não é algo que se desenvolve em horário de expediente e não se faz em dias de feriados e em dias de final de semana. A pesquisa acontece a qualquer momento”, ressalta Marengo.  


05/10/2023: Mulheres no Comando / Monitoração de Antibiótico / Sustentabilidade em Aviões / Eventos de Construção / Concreto Inovador


O Complexo Eólico Tucano, localizado nos municípios de Tucano, Biritinga e Araci, foi inaugurado oficialmente terça-feira (3), em cerimônia realizada em Salvador. Segundo o governo baiano, é o primeiro do País a ter uma equipe de operação e manutenção 100% composta por mulheres, relata o g1. Uma das metas é reduzir os gases de efeito estufa em 57,6 mil toneladas por ano. O começo das operações conta com 52 aerogeradores, que representam ganho de 322 MW de energia renovável para a matriz energética brasileira. A capacidade é de abastecer quase 800 mil casas. Atuarão na operação e manutenção do complexo uma coordenadora da usina; quatro mantenedoras operadoras; uma técnica de planejamento de manutenção; uma técnica de edificação; uma almoxarife; uma analista de gestão de ativos; uma analista de meio ambiente e uma analista patrimonial. Na Bahia, além do Complexo Eólico Tucano, a AES Brasil é responsável pelo Complexo Eólico Alto Sertão II, na região sudoeste, nas cidades de Caetité, Guanambi, Igaporã e Pindaí, que tem parques com 230 torres eólicas e capacidade instalada para gerar 386,1 MW de energia.

 

Pesquisadores do Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF) descreveram no Journal of Molecular Liquids o desenvolvimento de um sensor capaz de detectar o antibiótico metronidazol, usado na medicina humana e veterinária, no organismo ou em amostras ambientais. O acúmulo dessa substância no corpo ou em alimentos pode resultar em diferentes problemas para a saúde, destaca a Agência Fapesp. O sensor desenvolvido combina o uso de nanopartículas magnéticas e polímeros fluorescentes com impressão molecular. O dispositivo foi testado em amostras de água e apresentou boa sensibilidade e vantagens práticas, incluindo possibilidade de análise em tempo real e facilidade de manuseio. O CDMF é um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

 

A Zurich Airport Brasil passa a oferecer energia renovável nos aeroportos de Florianópolis e Vitória para aeronaves em solo. Azul, Gol e Latam firmaram contrato com a administradora aeroportuária para usar o serviço, reporta Aeroin. O grupo suíço investiu R$ 17 milhões em equipamentos e sistemas para o programa. Os equipamentos garantem que a parte elétrica e o ar-condicionado das aeronaves em solo funcionem apenas com a energia renovável gerada pelo aeroporto, adquirida no Mercado Livre de Energia e certificada com o I-REC (Certificado Internacional de Energia Renovável). A solução fornece os 400Hz de energia elétrica necessários e ar pré-condicionado (PCA) para os aviões. Atualmente, é necessário usar geradores externos a diesel ou acionar a turbina a querosene do próprio avião para manter o funcionamento. Estima-se reduzir a emissão de cerca de 1.300 toneladas de CO² por ano no terminal de Florianópolis e 1.200 toneladas anuais no aeroporto de Vitória.

  No dia 17 de outubro (terça-feira), a cidade de São Paulo recebe a segunda edição do Construção Brasil, informa o Estadão Imóveis. Reunindo profissionais, executivos e empresas do setor, o evento gratuito vai debater transformação digital, inovação e tendências para o segmento em quatro horas de painéis e apresentações. Entre os participantes confirmados, estão Juliana Cardoso, secretária Executiva de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, Wanderson Lourenço, gerente Nacional na Direcional Engenharia, Marlon Machado, superintendente Nacional de Operações Imobiliárias na Caixa Econômica Federal, e Gustavo Cambauva, sócio na BTG Pactual.  

Quando os astronautas estiverem em Marte ou na Lua será essencial construir suas bases usando os recursos disponíveis nesses locais, e um grupo de engenheiros da University of Manchester encontrou uma solução inovadora: concreto resistente feito de poeira espacial, complementado com substâncias presentes no corpo humano, como sangue e suor. Essa descoberta tem o potencial de tornar a construção de estruturas autossuficientes no espaço mais viável. Na pesquisa, os cientistas mostram que a albumina, uma proteína presente no plasma sanguíneo, pode ser utilizada como aglutinante para o regolito lunar ou marciano, resultando na criação de um concreto mais resistente denominado AstroCrete, com resistência à compressão de até 25 MPa. Isso supera a média de resistência de 20 a 32 MPa de um concreto convencional. Além disso, a equipe de pesquisa descobriu que ao incorporar ureia, um produto residual biológico presente na urina, suor e lágrimas, pode aumentar a resistência do AstroCrete em mais de 300%. O material mais resistente suportou uma compressão de quase 40 MPa, superando os concretos convencionais. Os cientistas calcularam que, ao longo de uma missão de dois anos na superfície de Marte com seis astronautas, seria possível fabricar mais de 500 kg de AstroCrete. Cada membro da tripulação poderia produzir material suficiente para expandir a base e acomodar mais membros adicionais, dobrando o alojamento a cada missão subsequente, explica o Engenharia É.  


04/10/2023: Submarino / Energia Solar / Bioplástico / Núcleo de Evolução Tecnológica


A Diretoria-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha realiza nesta quarta-feira (4) uma cerimônia de qualificação do submarino convencionalmente armado com propulsão nuclear, conhecido como SCPN. Segundo a Marinha, essa seção de qualificação permitirá aferir a capacidade, única no hemisfério sul, de construção desse modelo de embarcação. O corte da primeira chapa, marco significativo do processo construtivo do submarino, representa o início da confecção da estrutura que compõe a chamada Seção de Qualificação, etapa responsável por garantir que engenheiros e operários possam realizar suas atividades em fase de testes. Ela certifica que todos os processos atendem às especificações e possuem o nível de qualidade necessário para a homologação e autorização para o início da construção do casco do submarino, explica a CNN. A Marinha afirma que as características desse modelo de submarino elevam a capacidade do Brasil de proteger e patrulhar suas vastas reservas marítimas.

 

Três amigos húngaros com formações em Engenharia Química, Engenharia Mecânica e Paisagismo fundaram a Platio Solar, empresa que transforma resíduos plásticos em pavimentos sustentáveis, adequados para praças, calçadas públicas e obras que demandam concreto. Esses pavimentos de plástico também incorporam células fotovoltaicas para gerar energia solar, aproveitando as superfícies urbanas, destaca Engenharia é. A Platio Solar transformou 32 toneladas de resíduos plásticos em pavimentos que geraram 440 mil kWh de energia limpa em 37 países diferentes em apenas cinco anos. O uso de fontes de energia verde é uma importante estratégia para o desenvolvimento sustentável, contribui para a melhoria da qualidade do ar e do meio ambiente, a redução da dependência de combustíveis fósseis e o aumento da segurança energética.

 

Pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) testaram bioplásticos que se biodegradam rapidamente. Em um relatório divulgado no dia 29 de setembro, os cientistas descrevem um filme compostável que pode ser completamente degradado em até quatro meses, gerando nutrientes para o solo, reporta o Zero Hora. Os resultados foram obtidos a partir da análise dos processos de biodegradação de cinco amostras de matérias-primas de plástico certificadas como seguras. As amostras com diferentes espessuras e formulações foram observadas durante seis meses. Duas foram 100% decompostas por micro-organismos do solo em quatro meses; outras três apresentaram percentual de biodegradação de 30%, 60% e 50% em seis meses. Bioplásticos feitos com poliácido lático (PLA) demoram de 20 a 30 anos para biodegradarem. A degradação nas amostras acontece porque esse tipo de plástico, que contém poliéster alifático, tem uma estrutura molecular fraca o suficiente para ser quebrada em estruturas menores quando exposto à umidade e ao calor. Como resultado, são produzidos dióxido de carbono (CO²), água, biomassa e minerais, que podem ser consumidos com mais facilidade por micro-organismos e servem de nutrientes para o solo.

 

O CPQD, um dos maiores centros de pesquisa e desenvolvimento do Brasil, inaugurou na segunda-feira (2) um Núcleo de Evolução Tecnológica para pesquisa, desenvolvimento e inovação nas áreas de conectividade e energias renováveis, em Campinas. O CPQD espera ampliar a oferta de produtos, serviços, consultorias e ensaios laboratoriais para os segmentos público e privado, relata o Teletime. Na área de telecom, comunicações ópticas e sem fio devem ser trabalhadas. Um dos destaques será o desenvolvimento de tecnologias para Open RAN (redes de acesso em rádio abertas e interoperáveis). Outros recursos que devem ser trabalhados incluem chip fotônico para comunicações ópticas na casa do terabit por segundo (Tbps), uso de IoT como plataformas de gestão, conexão de drones e telemetria em veículos e o desenvolvimento de equipamentos sem fio para a área de Defesa. Na área de mobilidade elétrica, o trabalho para viabilização de eletropostos está sendo conduzido com concessionárias de energia elétrica.    


03/10/2023: Supercomputador Brasileiro / Produção do Espaço / Rastreabilidade Rural / Congresso de Tecnologia / Drone Naval


Em 2020, quando a pandemia da Covid-19 assombrou o mundo, cientistas do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) em parceria com pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) anunciaram o sequenciamento de 19 genomas do coronavírus em apenas 48 horas – um recorde. Isso só foi possível por causa do supercomputador ‘Santos Dumont’, instalado no LNCC, em Petrópolis (RJ). Hoje, 256 projetos utilizam a máquina para o desenvolvimento de pesquisas. Mais de 2 mil usuários ativos executam uma média diária de 200 aplicações simultaneamente. São estudos sobre exploração de petróleo e gás, energias renováveis, novos fármacos, fenômenos climáticos e indústria aeroespacial, destaca o portal do governo federal. O ‘Santos Dumont’ está entre os 500 supercomputadores mais rápidos do mundo. Possui capacidade para processar em 1 segundo 5,1 quatrilhões de operações matemáticas. Para executar esse volume, seriam necessários 5 milhões de laptops trabalhando em conjunto. A supermáquina recebeu um upgrade em 2019: a capacidade de processamento foi ampliada para 5,1 petaflops. A nova atualização será em 2024: passará a ter 23 petaflops.   A startup Space Forge, do Reino Unido, vai enviar ao espaço um satélite que fabricará novos materiais semicondutores para serem usados em dispositivos eletrônicos na Terra. Chamado ForgeStar-1, o equipamento está prestes a ser enviado aos EUA para um lançamento no fim deste ano ou no início de 2024, de acordo com Josh Western, fundador da empresa, reporta o Olhar Digital. A startup fechou contrato com a aeroespacial Northrop Grumman para fornecer semicondutores feitos no espaço. As condições de vácuo e microgravidade do espaço podem permitir que materiais semicondutores completamente novos sejam desenvolvidos com mais eficiência. O espaço fornece um vácuo perfeito para proteger o material sensível da contaminação. Na Terra, esse vácuo tem de ser criado por máquinas industriais. “A combinação da microgravidade e do vácuo do espaço pode permitir que os pesquisadores criem semicondutores que são 10 a 100 vezes mais eficientes do que temos na Terra”, disse Western. Com o tamanho de um micro-ondas, o satélite contém um laboratório de química automatizado que permitirá misturar remotamente vários compostos químicos e desenvolver novas ligas semicondutoras.   Uma parceria entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Associação Brasileira de Automação (GS1 Brasil) pode ser a chave para o país comprovar a origem legal e a qualidade da sua produção rural e cumprir exigências de alguns mercados, como a lei antidesmatamento da União Europeia, reporta o Globo Rural. O Sistema Brasileiro de Agrorrastreabilidade (Sibraar), desenvolvido pela Embrapa para rastrear produtos agroindustriais desde o campo até a prateleira com a tecnologia blockchain, poderá operar internacionalmente a partir da adaptação feita pela GS1 Brasil para padrões globais aceitos em mais de 150 países. A tecnologia está apta a atender empresas que exportam produtos do agronegócio. O Sibraar foi lançado em 2022 e já faz o rastreamento do açúcar mascavo da Usina Granelli, de São Paulo. Com a tecnologia blockchain, ferramentas criptográficas gravam as informações em uma cadeia de blocos e criam uma trilha para que os dados sejam auditados. É o que garante a segurança e a integridade das informações, que são disponibilizadas para a leitura de qualquer pessoa por meio de códigos QR.

 

Até sábado (7), a Faculdade de Tecnologia de São Paulo (Fatec), no Bom Retiro, recebe a 24ª edição do Congresso de Tecnologia, que reúne estudantes, professores, pesquisadores, empresários e profissionais de diversas áreas. Estão programadas 200 atividades, incluindo apresentações culturais, palestras, oficinas, minicursos, workshops, mesas redondas, entre outras atrações, relata o portal do governo paulista. Durante o Congresso, serão realizados o 25º Simpósio de Iniciação Científica e Tecnológica da Fatec São Paulo e a 3ª edição do Encontro de Sustentabilidade, no dia 6, que abordará a gestão de resíduos e o monitoramento de ambientes via satélite. “Esperamos a participação de mais de cinco mil pessoas. Reunimos grandes nomes de diversas áreas, promovendo espaços para debates, apresentações de tendências da tecnologia, lançamentos de renomados autores, espaços para aprendizagem e troca de experiências”, informa o presidente do Congresso, Antonio Celso Duarte.

 

Um exercício militar conjunto realizado pelos países integrantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) chamou a atenção pelo teste de uma nova tecnologia de drones navais. Desenvolvido pela BAE Systems e pela Malloy Aeronautics, o T-600 foi apresentado na costa de Portugal, informa o Olhar Digital.  O T-600 é uma aeronave movida a eletricidade capaz de decolar e pousar verticalmente, pode transportar uma carga útil de 200 quilos, além de viajar a até 140 quilômetros por hora. A tecnologia tem um alcance de até 80 km, dependendo da carga útil instalada. O drone marítimo mede, em torno, o tamanho de um carro pequeno e é projetado para ser facilmente desmontado para o transporte. O objetivo do teste não era apenas mostrar as capacidades de guerra do T600, mas também seu potencial para logística automatizada, reabastecimento, evacuação de vítimas e outras tarefas, com uma pegada ambiental relativamente leve, mas sem a necessidade de pilotos humanos. De acordo com a BAE Systems, o T-600 será a base para um novo T-650 totalmente elétrico com capacidades de reconfiguração rápida para os mercados militar, comercial e humanitário.  


02/10/2023: eVTOL no Brasil / Motor Quântico / Microplásticos em Nuvens / Tecnologia na Indústria


A fabricante alemã Lilium começou a montagem das primeiras fuselagens do seu eVTOL, que deverá ser operado pela Azul no Brasil. Início da produção da aeronave marca mais um passo rumo ao início de seus voos comerciais. As entregas para o começo da operação no Brasil devem começar em 2025, segundo a fabricante, relata o UOL. A Lilium irá montar, inicialmente, sete fuselagens do seu carro voador. O objetivo é dar início ao processo de certificação, indo além dos protótipos utilizados para testes. O passo é necessário para ter voos liberados. Com as aeronaves montadas, a fabricante poderá obter autorização para voar comercialmente. A produção será feita pela empresa parceira Aciturri. O grupo espanhol é responsável por fornecer partes da fuselagem de aviões como o Airbus A350, Boeing 787 e Embraer KC-390. Em setembro, o sistema de propulsão elétrico começou a ser montado. Testes com protótipos foram concluídos em julho na Alemanha.   Uma equipe composta por cientistas da Alemanha, Finlândia e Japão desenvolveu um motor que diverge da abordagem tradicional de queimar combustível e utiliza os princípios da mecânica quântica para gerar energia. No motor convencional, a combustão acontece quando uma mistura de ar e combustível é inflamada por uma vela. A explosão resulta no aquecimento do gás na câmara do motor, o qual movimenta um pistão. No motor quântico o calor é substituído por uma alteração na natureza quântica das partículas presentes no gás, reporta Engenharia é. Todas as partículas podem ser classificadas em duas categorias principais: bósons (incluindo fótons, glúons, mésons) e férmions (como elétrons, prótons, quarks e neutrinos), com base nas características quânticas. Em temperaturas baixas, na qual os efeitos quânticos se manifestam de forma significativa, os bósons possuem um estado de energia inferior ao dos férmions. Essa diferença energética pode ser explorada para alimentar um motor. No lugar do processo de aquecimento e resfriamento cíclico nos motores de combustão, o motor quântico opera transformando bósons em férmions e vice-versa. Segundo Thomas Busch, do Instituto de Ciência e Tecnologia de Okinawa, “ao repetir esse processo ciclicamente, é possível alimentar o motor sem a necessidade de calor”.

 

A ciência já sabe que os microplásticos — partículas de polímeros com menos de 5 milímetros — estão nos oceanos, na água que bebemos e até no organismo humano. Um estudo conduzido por pesquisadores do Japão indicam que eles também podem estar nas nuvens, destaca a Galileu. Liderados por Hiroshi Okochi, professor na Universidade Waseda, os cientistas japoneses traçaram o caminho dos microplásticos atmosféricos enquanto circulam na biosfera. O trabalho foi publicado no periódico Environmental Chemistry Letters. “Microplásticos na troposfera livre são transportados e contribuem para a poluição global. Se o problema da ‘poluição do ar por plásticos’ não for abordado de forma proativa, as mudanças climáticas e os riscos ecológicos podem se tornar uma realidade, causando danos ambientais irreversíveis no futuro”, alerta Okochi. Segundo os autores, 10 milhões de toneladas desses fragmentos acabam no oceano e encontram seu caminho na atmosfera. Isso significa que os microplásticos podem ter se tornado um componente essencial das nuvens, contaminando praticamente tudo o que comemos e bebemos através da ‘chuva de plástico’.

 

Uma nova pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mapeia o uso no país de tecnologias digitais avançadas por empresas industriais de médio e grande porte em 2022: 84,9% utilizaram pelo menos uma das seis seguintes ferramentas: análise de Big Data, computação em nuvem, inteligência artificial, internet das coisas, manufatura aditiva ou robótica. A Pesquisa de Inovação (Pintec) Semestral 2022: Tecnologias Digitais Avançadas, Teletrabalho e Cibersegurança aponta que a computação em nuvem é a mais disseminada: foi mencionada por 73,6% das empresas. Em seguida vem a internet das coisas – que conecta objetos do dia a dia à rede mundial de computadores -, quase metade (48,6%) das companhias, detalha a Gazeta do Povo. A robótica foi adotada, no ano passado, por quase 30% (27,7%) das indústrias, seguida pela análise de Big Data (23,4%) e pela manufatura aditiva (19,2%), que é a impressão 3D. Das seis tecnologias investigadas a de menor adesão é a inteligência artificial, citada por 16,9% das empresas investigadas.  

 

Produzido pela CDI Comunicação Edição: SUPRICOM

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