A recente aliança firmada entre o Confea e o Consejo Profesional de Ingeniería Civil (CPIC), da Argentina, para reconhecimento recíproco da habilitação profissional estabelece um novo patamar de integração para o Mercosul e projeta reflexos diretos na Engenharia nacional. Nesse sentido, o estado de São Paulo é um dos principais centros para projetos e infraestrutura do país. Com isso, a medida deve catalisar a troca de conhecimento especializado e expandir o horizonte de atuação para os profissionais registrados junto ao país vizinho.
Para o Crea-SP, o convênio fortalece o ecossistema técnico e eleva o prestígio da categoria em solo internacional. A presidente do Conselho, engenheira Lígia Mackey, reforçou que a autarquia paulista terá papel ativo na viabilização dessa mobilidade. “Apoiamos essa iniciativa por entender que ela valoriza o talento brasileiro. Nosso papel será orientar e acompanhar os registros para que esse intercâmbio ocorra com total segurança técnica, beneficiando tanto os engenheiros quanto o mercado de serviços em São Paulo”, destacou.

O presidente do Confea, Eng. Vinicius Marchese, classificou o momento como um marco histórico para o Sistema. “A Sessão Plenária nº 1742 ficará registrada na história dos quase 100 anos do Confea/Crea pela celebração deste acordo com o CPIC”, pontuou, ressaltando a agilidade em responder às demandas de integração governamental. Marchese lembrou que este é o segundo instrumento firmado nesse sentido, fazendo referência ao Termo de Reciprocidade celebrado entre o Confea e a Ordem dos Engenheiros de Portugal (OEP).
O instrumento estabelece a reciprocidade do reconhecimento profissional para engenheiros civis de ambas as nações. Na prática, isso permite que brasileiros e argentinos atuem temporariamente no país parceiro em obras, projetos ou serviços específicos. Uma estratégia que segue as diretrizes do bloco econômico do Mercosul para reduzir entraves burocráticos e facilitar a circulação de mão de obra qualificada.
Com validade inicial de cinco anos e renovação automática, o convênio está vinculado a acordos-quadro de cooperação regional. Vale notar que a aplicação plena do documento ainda aguarda as etapas finais de validação no âmbito do Governo Federal brasileiro.

A expectativa é de que a mobilidade profissional promova, sobretudo, o compartilhamento de experiências, metodologias e soluções de engenharia entre os países, impulsionando a inovação e o desenvolvimento tecnológico. No cenário paulista, onde a complexidade dos projetos exige constante atualização, o acordo tende a dinamizar o setor e criar conexões internacionais estratégicas para novos investimentos.
Produzido pela CDI Comunicação