Desde a época do Descobrimento a cartografia brasileira está representada em trabalhos pioneiros. Em 1519 cartógrafos a serviço da Coroa elaboraram uma carta que indicava os primeiros desmatamentos no Brasil. A luta, portanto, é antiga e os profissionais da área devem se orgulhar de sua longa história.
Depois de uma trajetória, iniciada no Brasil Imperial, com a criação da primeira organização oficial de Cartografia no Brasil, passando por experiências do pós 1ª Guerra Mundial, em que os paulistas despontam como importantes colaboradores da cartografia brasileira ao publicar mapas de regiões do Estado elaborados de 1612 a 1837, seguindo com a criação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Era Vargas e as duras conquistas obtidas durante o regime militar, com as várias Comissões de Cartografia sendo instaladas e desativadas, o sucesso dos congressos e seminários que ganhavam regularidade pelo Brasil afora, a tecnologia do sensoriamento remoto em início de carreira, até o ano de 1970, quando o então Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia fixa atribuições profissionais dos Engenheiros Cartógrafos, colocando em vigor sua Resolução nº 197, esses profissionais, às vésperas de completar meio século de regulamentação de suas atividades, ainda reconhecem, ao lado de estudiosos, as lacunas e a falta de cobertura em escala topográfica de grandes extensões.
Mas, apesar dos problemas enfrentados pelas instituições públicas, a Engenharia Cartográfica evolui a passos largos, graças ao crescente desenvolvimento tecnológico e a aquisição de uma cultura de precisão nas informações e na agilidade do seu processamento. Os computadores e o georreferenciamento são hoje uma realidade no dia a dia dessa profissão que só tende a crescer no Brasil e seus maiores representantes se esforçam para torná-la cada vez mais dinâmica e popular em nosso país.
Parabéns, Engenheiros Cartógrafos!
