No Brasil 14 cursos de Engenharia de Agrimensura são ministrados em 9 instituições de ensino, preparando profissionais para atuar na implantação de redes de transmissão elétrica, em fábricas e indústrias, hidroelétricas e outras usinas, estradas, aeroportos, projetos de concepção cartográfica e outras grandes obras de infraestrutura, exigindo do Engenheiro Agrimensor enorme esforço de multidisciplinariedade e grande senso de precisão. Mas isso é suficiente no mundo cada vez mais globalizado?
Nesta época em que a palavra inglesa disruption vem – para o bem e para o mal – tirando o sono de muito profissional da área tecnológica, é imprescindível questionar: como a profissão de agrimensor está se preparando para integrar-se à nova Sociedade do Conhecimento? As profissões ligadas à Geomática continuarão sendo consideradas relevantes frente a outras mais atraentes? Será que, por tabela, os topógrafos compreendem o impacto – em sua profissão – da revolução que está em curso no setor geoespacial?
Quanto às respostas, já há um consenso de que a relevância da profissão está conectada a cinco características críticas:
Alcance: os jovens profissionais do setor precisam ser criativos também em Tecnologia da Informação. Eficácia: as soluções de nossos problemas globais só serão alcançadas mediante a colaboração multidisciplinar. Conectividade: no mundo das redes sociais, onde impera a desinformação, é fundamental transmitir nossa mensagem de forma clara e objetiva. Adequação: precisamos conhecer melhor as efetivas necessidades dos clientes, compreender melhor o contexto cultural e oferecer soluções aptas para o seu propósito. Resiliência: precisamos compreender o que está ocorrendo no mundo e nos adaptar rapidamente, mantendo nossos valores globais.
Esses não são meros conselhos. São, na verdade, princípios que devem ser adotados pelo Engenheiro Agrimensor na manutenção do status que hoje o obriga a estender-se muito além do seu tradicional campo de atuação.
Parabéns, Engenheiros Agrimensores!
