Projeções para o futuro do trabalho

10 de dezembro de 2021, às 12h55 –
Tempo de leitura aproximado: 3 minutos

As mudanças tecnológicas exponenciais têm impactado o mercado de trabalho e os profissionais, que precisam se adaptar às novas exigências e configurações de um mundo em constante evolução. Para fornecer uma visão ampla acerca dessas transformações, o Conselho incentivou o debate sobre inovação e empreendedorismo durante o XII Encontro Crea-SP Jovem, realizado na Sede Angélica no dia 04/12. Entre os expositores, estiveram presentes o CEO da Inova Business School, Mkt. Luis Rasquilha e o CEO na Regus e na Spaces Brasil, empresas de coworking, Eng. Tiago Angelo Alves.

Estudo elaborado pelo Instituto For The Future (IFTF), “Projetando 2030: uma visão dividida do futuro encomendado”, que foi destaque no evento, estima que 85% dos trabalhos que existirão em 2030 ainda não foram criados. São projeções que apontam para uma velocidade ainda maior de transformações no mercado de trabalho e nas profissões.

Outro ponto de atenção foi com relação à adaptação ao modelo de trabalho remoto, que se tornou urgente com a necessidade de isolamento social em razão da pandemia de coronavírus. Empresas em países como o Brasil, que ainda não possuíam essa cultura, precisaram acelerar processos de transformação digital para garantir a continuidade das atividades.

Alves pontuou que até 2030 boa parte dos ambientes de trabalho serão flexíveis. “O trabalho flexível não será apenas com relação ao horário, mas também sobre o local e a performance dos profissionais”, disse. O engenheiro observou, ainda, que o modelo de economia compartilhada é uma realidade cada vez mais presente no cotidiano, com o compartilhamento de transportes, espaços, bens, corridas, dinheiro e serviços. Todas essas funcionalidades estão disponíveis em aplicativos e podem ser acessadas por smartphones, por exemplo.

Já Rasquilha ressaltou que as grandes forças que moldarão o futuro dos negócios são os breakthroughts tecnológicos, como automação, robótica e inteligência artificial, que promovem avanços na tecnologia de informação; as mudanças demográficas; a urbanização rápida, com aumento significativo da população morando em cidades; mudanças no poder econômico, que reconfiguram as relações entre os países; escassez de recursos e mudanças climáticas, com o esgotamento dos combustíveis fósseis, condições climáticas extremas, aumento do nível do mar e escassez da água.

São fatores que já tem influenciado diretamente o modo de vida e consumo das pessoas, e exigem mais flexibilidade, criatividade, empatia e pensamento crítico dos profissionais, a fim de perpassar pelos múltiplos desafios que se impõem para o futuro.

Para Rasquilha, a adaptabilidade é fundamental para navegar no que acontece atualmente, com a confrontação de novas habilidades e modelos econômicos. “As necessidades básicas da humanidade hoje são internet e bateria. Não é a tecnologia que é importante, é a mudança comportamental”, concluiu.

Confira aqui as palestras na íntegra.

Saiba mais sobre o encontro em https://www.creasp.org.br/site/encontro-crea-sp-jovem-fomenta-inovacao-e-empreendedorismo/ e https://www.creasp.org.br/site/empreender-e-inovar-para-mudar-vidas/

 

Produzido pela CDI Comunicação

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