Encontro estadual vai debater soluções climáticas e qualidade de vida nas cidades nos dias 16 e 17

Coordenadoras de comitê especializado do Crea-SP integram comissão científica do evento, que acontece em Ribeirão Preto
16 de junho de 2026, às 12h02 –
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Nos dias 16 e 17 de junho, a Associação de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Ribeirão Preto (AEAARP) será sede do I Encontro Paulista de Silvicultura Urbana, que reunirá especialistas para debater soluções técnicas e estratégicas voltadas à construção de cidades mais resilientes, humanas e ambientalmente equilibradas.

O encontro propõe enfatizar que a arborização urbana passou a ser estratégia essencial de saúde pública, enfrentamento das mudanças climáticas e melhoria da qualidade de vida nas cidades.

“A floresta urbana deixou de ser um tema secundário e passou a ser uma ferramenta estratégica. As cidades que não investirem imediatamente em arborização planejada terão enormes prejuízos sociais, ambientais e econômicos nos próximos anos”, ressalta o engenheiro agrônomo José Walter Figueiredo Silva, idealizador do evento, que recentemente falou sobre o assunto no quadro “Engenharia na Real”, realizado pelo programa Balanço Geral, da TV Record, em parceria com o Crea-SP.

Um dos diferenciais do encontro será a realização de aulas práticas em uma praça, onde ocorrerão demonstrações técnicas de manejo, poda, segurança, escalada em árvores, avaliação de risco e compostagem de resíduos da arborização urbana.

O encontro também abordará os desafios legais e técnicos relacionados ao manejo de árvores urbanas, incluindo discussões sobre legislação ambiental. Segundo a organização do encontro, uma das palestras mais aguardadas é a que vai destacar o desempenho das atividades técnicas para fins de aplicação da Lei Federal nº 15.299/2025, que será ministrada pelas engenheiras agrônomas Gisele Herbst Vazquez e Marilia Gregolin, que coordenam o Comitê Técnico de Normatização e Manejo Arbóreo do Crea-SP.

“Precisamos orientar os municípios e dar segurança à sociedade, sem corte desnecessário de árvores, evidenciando a importância de contar sempre com engenheiros agrônomos e engenheiros florestais, ou seja, os profissionais qualificados para esse diagnóstico. Para isso, estamos trabalhando em uma nota técnica, para orientar as administrações municipais, e colaborando na confecção de uma decisão normativa do Confea, que trará, inclusive, um modelo de laudo para avaliação de riscos”, conclui Gisele, diretora técnica do Crea-SP.

Reportagem: Jornalista Perácio de Melo – SUPCOR

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