Comitê discute responsabilidade de engenheiros agrônomos e florestais no manejo arbóreo

Especialistas trabalham em nota técnica para orientar municípios sobre a segurança da vegetação urbana
11 de junho de 2026, às 13h27 –
Tempo de leitura aproximado: 3 minutos

O Comitê Técnico de Normatização e Manejo Arbóreo do Crea-SP realizou, na última segunda-feira (8/06), sua quarta reunião de trabalho. A sessão reuniu alguns convidados, incluindo representantes da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo (SVMA) e da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado (Semil).

O encontro aconteceu na Sede Angélica, em São Paulo, e foi conduzido pela engenheira agrônoma, diretora técnica do Conselho e coordenadora do comitê, Gisele Herbst Vazquez. Dentre os presentes, estava também o engenheiro ambiental e gerente de fiscalização do Crea-SP, Kleber Brunheira.

Gisele Herbst Vazquez

O comitê foi criado no início deste ano em resposta à Lei nº 15.299/2025, que alterou a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998) em dezembro de 2025. A nova regra estabelece que as prefeituras respondam no prazo de até 45 dias aos pedidos de poda ou corte de árvores em razão do risco de acidentes. Para que o processo seja aberto, o cidadão precisa apresentar um laudo técnico que comprove o risco de queda. O comitê foi estruturado para garantir o respaldo técnico e a segurança da vegetação urbana.

“Os engenheiros agrônomos e florestais são qualificados para esse diagnóstico. Precisamos orientar os municípios e dar segurança à sociedade, sem corte desnecessário de árvores”, explica Gisele.

O objetivo principal do comitê é padronizar os procedimentos. Para isso, os especialistas vêm trabalhando no desenvolvimento de uma nota técnica para orientar as administrações municipais. A ação resultará em um modelo padrão de laudo de avaliação de risco, que servirá como guia para os profissionais e para os órgãos públicos. A intenção é direcionar um comunicado oficial às prefeituras do Estado, reforçando a importância de contar com profissionais qualificados e registrados na condução desses laudos.

Teresa Mansor

Acompanhar esse tipo de discussão é primordial, segundo Teresa Mansor, uma das coordenadoras do Programa Município VerdeAzul (PMVA), iniciativa estadual coordenada pela Semil. Criado em 2007, o programa avalia e apoia a eficiência da gestão ambiental nos municípios paulistas, contribuindo para a formulação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável.

“O Programa Município VerdeAzul é dividido em dez diretivas, sendo uma delas a arborização urbana. Entender quais são os principais desafios enfrentados atualmente pelos municípios nessa área é fundamental para nós”, comenta Teresa.

Isabela Guardia

Compartilhando desse entendimento, a engenheira florestal e integrante do comitê, Isabela Guardia, diz que o manejo de árvores urbanas exige conhecimento técnico especializado e a nota técnica precisa ser elaborada para orientar profissionais habilitados na avaliação de risco, na elaboração de laudos e na definição das práticas mais adequadas para a conservação das árvores nas cidades.

“A intenção do comitê é ajudar a preservar o patrimônio ambiental das cidades, garantindo que os profissionais habilitados para a avaliação de risco tenham um direcionamento claro”, afirma.

Produzido pela CDI Comunicação

Outras notícias

thumbnail - 4 episódio

A Engenharia como ferramenta de transformação em Holambra

Leia a notícia
Screenshot

Como o planejamento dita o ritmo e a fluidez das grandes cidades

Leia a notícia
Confea X

Prazo de inscrições para Edital de Residência Confea-X é prorrogado

Leia a notícia
Seleção Na Mente do Fiscal CREA SP Mar2026 Victor Takayama-23

O que uma obra sem placa pode esconder?

Leia a notícia

Acesse nossos serviços ou entre em contato com o Crea-SP para orientações.