
O Dia do Engenheiro Cartógrafo, comemorado em 6 de maio, resgata a histórica formação do Brasil. A data remete à primeira determinação de latitude em solo brasileiro, realizada no ano de 1500 por João Faras, que fazia parte da expedição de Pedro Álvares Cabral, utilizando um astrolábio de madeira para medir a altitude dos astros acima do horizonte. De lá para cá, o instrumento analógico deu lugar a sensores orbitais e lasers, mas o papel do engenheiro permanece vital: transformar o espaço físico em dado preciso e seguro.
O engenheiro cartógrafo Mauricio Galo, conselheiro do Crea-SP pela Câmara Especializada de Engenharia de Agrimensura (CEEA), representando a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Unesp de Presidente Prudente, vê na data um espaço para avaliar a evolução técnica da carreira. “É uma oportunidade de resgatarmos para a sociedade a origem da profissão, mas também de refletirmos sobre as mudanças tecnológicas que afetam o dia a dia e o mercado de trabalho”, pontua.
A atuação desse profissional é essencial para o sucesso de grandes obras de infraestrutura, públicas ou privadas, e para a gestão do espaço urbano. “O engenheiro cartógrafo é o responsável por garantir que o dado espacial seja confiável. O conhecimento da precisão de um produto cartográfico depende de equipamentos, técnicas selecionadas e do controle de qualidade”, explica Galo.
Atualmente, a facilidade do acesso a mapas digitais em dispositivos móveis pode gerar a falsa percepção de que a cartografia é uma tarefa simples. “O desafio é a capacidade de absorção das novas tecnologias. Isso requer aos profissionais e às instituições investimentos e atualização contínua. Além disso, o registro e a capacidade técnica são os diferenciais de um profissional habilitado. É o que garante que aquela informação não seja apenas uma imagem, mas um dado georreferenciado com validade jurídica e técnica”, afirma o conselheiro.
Para os jovens que ingressam no mercado, a dica é focar em fundamentos sólidos e na capacidade de atuar em equipes multidisciplinares. Galo destaca que o engenheiro cartógrafo moderno deve ser proativo, ético e capaz de interagir com diversas áreas para equacionar problemas complexos. “A formação sólida é essencial para ser um profissional ativo ao longo do tempo. Somada à ética, a preocupação com a atualização deve ser exercitada constantemente para que novos métodos e ferramentas sejam incorporados ao dia a dia”.
São cerca de 500 engenheiros cartógrafos registrados no Crea-SP, formando um corpo técnico especializado e indispensável para o desenvolvimento tecnológico. Neste 6 de maio, o Conselho reforça seu papel fundamental na fiscalização e valorização desses profissionais, assegurando que a sociedade conte com informações geoespaciais de excelência para o progresso de São Paulo e do Brasil.
Produzido por CDI Comunicação