Sudoeste Paulista se consolida como a capital da grama cultivada no Brasil

Episódio 6 do “Onde tem Engenharia, o desenvolvimento acontece” destaca como a Engenharia Agronômica sustenta o polo que abastece 70% do mercado nacional
15 de julho de 2026, às 13h24 –
Tempo de leitura aproximado: 3 minutos

Jardins urbanos, rodovias, aeroportos e os principais gramados esportivos do Brasil compartilham uma mesma origem: as terras do Sudoeste Paulista. O sexto episódio da campanha institucional “Onde tem Engenharia, o desenvolvimento acontece”, promovida pelo Crea-SP, viaja pela região compreendida entre os municípios de Itapetininga, Quadra, Tatuí e Angatuba para mostrar os bastidores de um setor que movimenta a economia e fornece cerca de 70% da grama produzida no Brasil.

O desenvolvimento desse mercado na “capital da grama” é fruto de um trabalho pautado em qualidade, sustentabilidade e inovação tecnológica no agronegócio. Embora a grama esmeralda domine 90% da produção nacional devido à sua resistência e apelo estético, retirá-la perfeitamente do solo e garantir que suporte longas viagens exige alto rigor científico.

A história desse centro de produção cruza com a trajetória do engenheiro agrônomo Ernesto Henriques, que atua há mais de 44 anos na área. Pioneiro ao buscar capacitação em eventos técnicos internacionais quando o acesso à informação era restrito, ele participou da estruturação de importantes campos esportivos brasileiros, como o Maracanã e o Mineirão. Henriques relembra que o avanço tecnológico foi o divisor de águas para consolidar o polo produtor. “A grama cultivada no Brasil começou em Itapetininga e dali foi se estendendo para Tatuí, Quadra e Angatuba. São Paulo é o maior mercado consumidor, e essa região, a maior produtora. O pessoal acha que é tudo igual, mas não é. Você não imagina a tecnologia que tem em um pedacinho de grama”, conta.

A Engenharia Agronômica atua muito antes da colheita. Para garantir densidade e pureza genética, as equipes analisam a aptidão de cada área, o nível de fertilidade, a microbiologia do solo e as correções necessárias. Quem acompanha de perto todo esse processo é o engenheiro agrônomo Carlos Michetti, diretor executivo da fazenda visitada no episódio, que destaca que a precisão vista nos campos é resultado de um trabalho multidisciplinar. Segundo ele, o nivelamento perfeito das áreas e os caimentos estruturados dependem diretamente do trabalho da equipe de topografia para viabilizar as redes de drenagem e de irrigação. Na fazenda apresentada no episódio, o monitoramento hídrico ocorre por meio de pivôs centrais e mecanismos de propulsão própria.

“Antes de fazer a implantação e chegar nesse gramado que vemos verdinho, denso e bonito, existe muita técnica. Fizemos toda a parte de nivelamento, sistematização da área, preparo do solo, nutrientes e corretivos necessários, além de definir o tipo de grama que vai multiplicar dentro da fazenda. É uma cultura perene”, detalha Carlos.

A dedicação profissional estende-se desde o planejamento orçamentário e a regularização dos projetos até a escolha de materiais genéticos desenvolvidos por pesquisas acadêmicas. A infraestrutura tecnológica montada no interior paulista evidencia como a presença de especialistas cumpre um papel direto na rentabilidade do campo e no desenvolvimento dos municípios.

Para conferir o episódio completo e acompanhar as histórias anteriores da série pelo Estado, acesse a playlist oficial da campanha no YouTube.

Produzido pela CDI Comunicação

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