Licenciamento ambiental abre nova etapa da Trilha de Gestão Pública em Bragança Paulista

Primeiro encontro itinerante do programa discutiu os desafios do desenvolvimento urbano sustentável
11 de junho de 2026, às 18h27 –
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A relação entre desenvolvimento urbano, preservação ambiental e planejamento territorial esteve no centro das discussões do primeiro módulo itinerante da Trilha de Gestão Pública do Crea-SP Capacita. Realizado em Bragança Paulista, o encontro reuniu profissionais da área tecnológica, representantes do poder público e especialistas para debater os desafios de licenciamento e do parcelamento do solo, temas estratégicos para municípios que buscam crescer de forma organizada e sustentável.

A abertura da palestra foi conduzida pelo gerente regional do Crea-SP, engenheiro ambiental e sanitarista Guilherme Fiorellini, que destacou a relevância do tema para a região bragantina e a importância de aproximar a capacitação das demandas locais. “Quando falamos em parcelamento do solo em Bragança Paulista e em licenciamento ambiental, tratamos de temas diretamente ligados à realidade dos profissionais e das prefeituras da região. É um momento para refletir e aprofundar conhecimentos sobre assuntos fundamentais para o desenvolvimento dos municípios”, afirmou.

Na sequência, o advogado e urbanista Wilson Levy, idealizador da trilha que também mediou o debate, ressaltou a proposta prática da formação e a decisão de levar os debates para diferentes regiões do estado. “Os temas selecionados dizem respeito ao cotidiano de trabalho dos profissionais registrados no Crea-SP. A oportunidade de ouvir especialistas que atuam diretamente na resolução de problemas concretos qualifica o debate e fortalece a atuação técnica”, disse.

O vice-presidente no exercício da Presidência do Conselho, engenheiro civil Fernando Pedro Rosa, destacou o papel da qualificação contínua diante dos desafios enfrentados pelas administrações municipais. “As prefeituras lidam diariamente com questões que exigem planejamento, responsabilidade técnica e execução. Capacitar também é uma forma de valorizar a profissão, fortalecer a atuação especializada e contribuir para cidades mais eficientes, preparadas e humanas”, concluiu.

A programação técnica teve início com a palestra da arquiteta e urbanista, mestre em Engenharia Urbana pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e especialista em Desenvolvimento Urbano, Luciane Mota Virgílio, que apresentou os principais aspectos relacionados ao parcelamento do solo e à integração entre planejamento urbano e licenciamento ambiental. Ela destacou a importância do diagnóstico prévio das áreas em desenvolvimento para a elaboração de projetos mais compatíveis com a realidade do território.

“Com essas informações, a gente consegue fazer um plano urbanístico bem pé no chão”, explicou ao abordar a análise da vegetação, dos corredores ecológicos, dos recursos hídricos e das características do terreno. A especialista também chamou atenção para a necessidade de soluções adaptadas à realidade local. “Cada município possui particularidades ambientais, urbanísticas e sociais. Por isso, soluções padronizadas nem sempre funcionam. É preciso olhar para o território e compreender suas especificidades”, afirmou a profissional com três décadas de atuação.

Complementando a programação, o engenheiro agrônomo Igor Morais Liu, da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), apresentou os procedimentos e critérios adotados nos processos de licenciamento ambiental. Durante a exposição, Liu destacou a necessidade de compreender as particularidades de cada território para garantir segurança jurídica e efetividade às intervenções. “A fragmentação dessa legislação faz com que cada local tenha uma realidade e um critério diferente”, afirmou ao comentar as exigências relacionadas às compensações ambientais e às áreas protegidas.

O especialista também reforçou a necessidade de equilibrar crescimento urbano e preservação de recursos naturais. “A gente verifica sempre o licenciamento integrado ao desenvolvimento sustentável”, destacou.

O encontro contou ainda com ampla participação do público presencial e on-line, que aproveitou o espaço para esclarecer dúvidas e compartilhar experiências. Para a engenheira e gestora ambiental Carla Jean Francisco Falasco, que atua com consultoria ambiental e mineração e também leciona em cursos de Engenharia Ambiental, a formação se destacou pela abordagem multidisciplinar dos temas. “Eu adorei. O assunto foi muito bom e os profissionais são excelentes. Parcelamento do solo e licenciamento ambiental são temas correlatos que dependem de diferentes especialidades atuando juntas, e isso ficou muito claro durante o encontro”, avaliou.

Já o tecnólogo em Gestão Ambiental e Segurança do Trabalho e gestor da UGI Guarulhos do Crea-SP, Rubens Roque Moraes, destacou a aplicabilidade dos conteúdos apresentados. “É um assunto multidisciplinar e sempre traz novidades. A qualidade das palestras vai contribuir bastante para o nosso trabalho no dia a dia, e o conhecimento adquirido aqui pode ser compartilhado com outros profissionais da região”, afirmou.

O módulo marcou o início da nova fase itinerante da Trilha de Gestão Pública, iniciativa do Crea-SP Capacita que busca aproximar a formação continuada da realidade dos municípios paulistas. Ao longo do ano, novos encontros vão percorrer diferentes regiões do Estado, promovendo debates técnicos alinhados aos desafios locais e fortalecendo a atuação dos profissionais na construção de políticas públicas e soluções para o desenvolvimento sustentável das cidades.

 

Produzido pela CDI Comunicação

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