Mudanças climáticas, eventos extremos, escassez hídrica e saneamento básico estão entre os desafios que exigem soluções técnicas cada vez mais qualificadas. Celebrado em 5 de junho e instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1972, durante a Conferência de Estocolmo, o Dia Mundial do Meio Ambiente reforça a importância de ampliar o debate sobre sustentabilidade e preservação dos recursos naturais.
A relevância dos debates sobre o tema também se reflete na criação de espaços de representação dedicados ao segmento. Foi o que fez o Crea-SP, em 2026, quando instalou a Câmara Especializada de Engenharia Ambiental e Sanitária (CEEAS), tornando-se o segundo Conselho do Sistema Confea/Crea a contar com uma estrutura dedicada à área.
A coordenação do colegiado é feita pelo engenheiro ambiental Euzebio Beli, conselheiro do Crea-SP e professor do Centro Regional Universitário de Espírito Santo do Pinhal (UniPinhal). Para ele, a data é um momento de reflexão. “O Dia Mundial do Meio Ambiente é uma oportunidade estratégica para reforçarmos que as questões ambientais influenciam diretamente na economia, saúde pública, segurança hídrica, produção de alimentos e qualidade de vida da população”, afirma.
Para Euzebio, a nova Câmara demonstra o quanto a modalidade contribui para o desenvolvimento sustentável. “A criação da CEEAS representa um marco histórico para a valorização profissional e para o fortalecimento da atuação técnica em uma área cada vez mais estratégica para o país”, destaca.
Desde a instalação do colegiado, alguns avanços foram observados, especialmente no que diz respeito às diligências realizadas pela área. “Foi dado um passo muito importante com a criação de um plano de fiscalização para o Estado de São Paulo. Antes, as ações da especialidade eram executadas em conjunto com o plano da Engenharia Civil. Agora, teremos um planejamento específico”, pontua.
Além das questões relacionadas ao exercício profissional, a Câmara também acompanha debates ligados aos principais desafios ambientais da atualidade. Em São Paulo, temas como segurança hídrica, universalização do saneamento básico, gestão adequada de resíduos, controle da poluição atmosférica, recuperação de áreas degradadas e adaptação às mudanças climáticas exigem planejamento de longo prazo e soluções integradas. Os profissionais atuam na elaboração de planos de contingência, drenagem urbana, sistemas de alerta, gestão de riscos, proteção de recursos hídricos e aumento da resiliência das cidades frente a enchentes, secas prolongadas e ondas de calor.
Segundo o engenheiro, os impactos da atuação dos profissionais da área vão além das questões ambientais e podem ser percebidos em diferentes aspectos da vida da população. “Os benefícios se refletem na redução de riscos ambientais, na melhoria da saúde pública, no aumento da qualidade de vida, na valorização dos recursos naturais e no fortalecimento do desenvolvimento sustentável”, ressalta.
Por fim, Euzebio acredita que a construção de um futuro mais sustentável depende das decisões tomadas no presente. “O meio ambiente não é uma pauta do futuro, mas uma necessidade do presente. Somente haverá desenvolvimento verdadeiro quando ele estiver fundamentado na sustentabilidade, na responsabilidade técnica e no respeito aos limites ambientais do planeta”, conclui.
Produzido pela CDI Comunicação

