Soluções que garantem o destino sustentável de resíduos urbanos

Quadro “Engenharia na Real” mostra como transformar este material em biocombustível e evitar a contaminação na saúde pública e no meio ambiente
13 de julho de 2026, às 15h48 –
Tempo de leitura aproximado: 4 minutos

Todos os dias, a cidade de São Paulo produz mais de 12 mil toneladas de lixo. O desafio nessa enorme quantidade de resíduos não está apenas em recolhê-la, mas sim em evitar que se transforme em um grave problema para o meio ambiente e, principalmente, para a saúde pública. É aí que entra a Engenharia, desenvolvendo soluções que mudam a nossa vida para que essa montanha de materiais descartados não gere poluição ou problemas de saúde.

O quadro “Engenharia na Real”, exibido no programa Balanço Geral, da RecordTV, mostra que o destino do lixo que tiramos de casa e colocamos na rua não se encerra quando o caminhão da coleta passa; esse momento é apenas o começo de um trabalho pesado que envolve tecnologia e planejamento para garantir a destinação correta do que não tem mais utilidade.

Para que esse processo funcione perfeitamente, a conscientização começa em casa. Segundo a engenheira ambiental e sanitarista Marcellie Dessimoni, diretora de valorização profissional do Crea-SP, a população precisa fazer essa separação dos resíduos em casa. “O que deve vir para um aterro sanitário é o rejeito, é aquilo que não tem possibilidade alguma de recuperação, de reutilização ou mesmo da reciclagem”, explica.

Além da reciclagem, outra demanda de metrópoles como São Paulo é impedir que os resíduos urbanos ameacem a natureza e a saúde da população. Quem olha para um aterro sanitário de cima pode enxergar apenas um amontoado de toneladas de materiais compactados, mas, por baixo dele, há uma estrutura complexa cuidadosamente desenhada pela Engenharia.

Para proteger a natureza, uma manta impermeabilizante funciona como isolante, enquanto camadas de brita garantem a sustentação do solo e tubulações realizam a drenagem. Maysa Santaella, coordenadora responsável pelo Social Aterro, explica a dinâmica de armazenamento. “Forma-se uma pilha de 5 metros de altura de resíduo e, em seguida, o recobrimento sanitário. Isso é feito repetidamente, fazendo com que o aterro tenha esse aspecto de montanha”, esclarece.

A Engenharia Ambiental e Sanitária é a área responsável por estudar e prevenir esses impactos, permitindo que os aterros operem de forma adequada e em harmonia com a rotina urbana. O local é classificado como um serviço indispensável e essencial para a vida e o dia a dia, sendo muitas vezes invisível para a sociedade. Ele atende a todos os padrões estipulados pelos órgãos ambientais, o que facilita uma relação pacífica e equilibrada com a cidade.

O processo de decomposição dos materiais gera o chorume, um líquido altamente tóxico. Para evitar a contaminação da água e do solo, a Engenharia projeta sistemas para que ele seja coletado, encaminhado para uma estação de tratamento e, posteriormente, siga para uma companhia de tratamento de esgoto. Além do líquido, a compactação do lixo gera gases tóxicos que poderiam poluir o meio ambiente se fossem liberados livremente.

A Engenharia, contudo, transformou esse problema em oportunidade: debaixo do aterro, existe uma rede de tubos que capta o chamado biogás. Depois de passar por uma série de tratamentos, esse gás dá origem ao biometano, um combustível menos poluente que já é utilizado para abastecer os caminhões da coleta. Inclusive, mais da metade da frota de caminhões do depósito de resíduos já roda com ele.

No fim das contas, a função da Engenharia vai muito além de dar um destino aos materiais descartados; ela ajuda a proteger os recursos naturais, reduzir as emissões de poluentes e tornar a cidade mais sustentável, como resume a engenheira Marcellie. “O principal papel do engenheiro ambiental é garantir que esses resíduos sejam gerenciados de maneira segura, não trazendo problemas para as futuras gerações”.

O “Engenharia na Real” apresenta a profissão de forma direta para conscientizar a sociedade sobre como a presença de especialistas registrados e habilitados no Conselho protege vidas e preserva o patrimônio.

Produzido pela CDI Comunicação

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