Cultivando um futuro mais sustentável com a Engenharia Florestal

Conheça a atuação que vai da segurança hídrica ao planejamento urbano e à conservação dos recursos naturais.
12 de julho de 2026, às 08h00 –
Tempo de leitura aproximado: 4 minutos

Rodovias conectam cidades. Pontes vencem distâncias. Já as florestas conectam processos naturais que garantem água, regulam o clima, protegem o solo e sustentam a biodiversidade. Neste 12 de julho, Dia do Engenheiro Florestal, a data destaca a importância dos profissionais que trabalham para conservar esse patrimônio e transformá-lo em aliado do desenvolvimento sustentável.

A carreira vem ampliando seu espaço em um cenário marcado pelas mudanças climáticas, pela necessidade de conservar os recursos naturais e pela busca por soluções sustentáveis. Em 2025, a profissão completou 65 anos no Brasil e hoje reúne conhecimentos técnicos que vão desde o manejo de matas e a recuperação de ecossistemas até o uso de tecnologias voltadas ao monitoramento ambiental e ao planejamento territorial.

“As florestas regulam o ciclo da água, protegem nascentes e mananciais, contribuem para a conservação dos solos, reduzem processos erosivos, capturam carbono da atmosfera, ajudam a regular o clima e mantêm a biodiversidade. Além disso, fornecem matérias-primas renováveis, alimentos, e são a base de diversos medicamentos e de inúmeros serviços que sustentam a qualidade de vida das pessoas”, explica a engenheira florestal Evandra Bussolo Barbin, presidente da Associação Paulista de Engenheiros Florestais (APAEF), ex-conselheira do Crea-SP e representante paulista na Coordenadoria Nacional de Câmaras Especializadas de Engenharia Florestal do Confea (CCEEF).

É nesse contexto que esse especialista atua para planejar, manejar e recuperar ecossistemas, conciliando desenvolvimento econômico, conservação ambiental e uso consciente dos recursos. Sua rotina envolve recuperação de áreas degradadas, a gestão de bacias, a preservação da biodiversidade, a pesquisa e a aplicação de tecnologias voltadas para uma economia de baixo carbono.

“O profissional é capaz de integrar produção, conservação e inovação. Também participa da elaboração de políticas públicas, do licenciamento ambiental e do desenvolvimento de soluções que permitem o uso racional dos recursos florestais, contribuindo para que o crescimento econômico ocorra de maneira responsável e assegure recursos para as futuras gerações”, afirma.

A importância dessa atuação se torna ainda mais evidente diante dos desafios ambientais atuais. De acordo com o artigo “65 anos de Engenharia Florestal no Brasil: histórico, atualidades e perspectivas”, publicado na edição especial da TreeDimensional Journal, com base em dados do IBGE, o país perdeu cerca de 513 mil km² de cobertura vegetal em duas décadas. O número equivale a aproximadamente 6% do território nacional, impactando diretamente os recursos hídricos, a biodiversidade e a regulação do clima.

Para Evandra, a profissão tem papel fundamental na construção de soluções para esse cenário. Entre os principais desafios estão a adaptação das florestas às mudanças climáticas, a restauração de ecossistemas degradados, a conservação da biodiversidade, a gestão dos mananciais e a necessidade de compatibilizar o crescimento das cidades, da agricultura e da infraestrutura com a proteção dos ecossistemas naturais.

“Também é necessário ampliar o uso de tecnologias, fortalecer o planejamento territorial e incentivar práticas produtivas sustentáveis que conciliem desenvolvimento econômico, segurança ambiental e qualidade de vida”, ressalta.

Essas tecnologias já fazem parte da rotina da área. Ferramentas como drones, geoprocessamento, sensoriamento remoto e inteligência artificial aumentam a precisão do monitoramento ambiental, dos inventários florestais e das estratégias de conservação e manejo, fortalecendo a capacidade de resposta da profissão diante dos desafios.

Embora discreta, a Engenharia Florestal está presente em diversas atividades do cotidiano. Em um país onde cerca de 84% da população vive em áreas urbanas, a profissão também aumentou sua presença nas cidades.

“O engenheiro florestal planeja e protege os recursos, promovendo o uso sustentável das matas. Nas cidades, contribui para a arborização, a melhoria da qualidade do ar e a redução dos impactos das mudanças climáticas. No campo, ajuda a conservar o solo, a água e a biodiversidade, além de incentivar a produção sustentável. Dessa forma, garante um ambiente mais equilibrado e recursos naturais preservados para as próximas gerações”, conclui Evandra.

 

Produzido pela CDI Comunicação

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