Segurança habitacional e soluções contra inundações

Especialistas apontam a Engenharia como pilar para a resiliência urbana ao integrar soluções de habitação social e grandes obras estruturantes
15 de maio de 2026, às 15h55 –
Tempo de leitura aproximado: 3 minutos

O debate sobre desenvolvimento e planejamento urbano ganhou destaque no Fórum de Infraestrutura e Políticas Públicas e Colégio de Inspetores 2026. Assuntos como a requalificação habitacional da Favela do Moinho, regularização fundiária e urbanização sustentável, além do Plano Geral de Drenagem Lisboa (PGDL), movimentaram as discussões do palco sobre “Desenvolvimento e Planejamento Urbano”  durante o evento.

No primeiro painel, a engenheira civil Ticiane D’áloia, diretora de atendimento habitacional da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU) apresentou o plano de requalificação urbana e habitação social, realizado na Favela do Moinho.

Durante a palestra, foi apresentado o contexto geográfico da Favela, localizada na Av. Rio Branco, sob o viaduto Eng. Orlando Miguel, no centro da capital e, com uma área ocupada de 26 mil m², localizada entre as Linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda do trem, a comunidade tinha cerca de 931 moradias e mais de 1600 moradores.

Ticiane apontou alguns riscos voltados à Engenharia encontrados no local. “Encontramos uma precariedade nas construções, como esgoto a céu aberto, fiação exposta e propensa para incêndio, ausência de ventilação nos domicílios, presença de lixo e entulho e compartilhamento de banheiros”, disse.

Em sua apresentação, a engenheira ressaltou a importância da parceria entre o Crea-SP, Confea e a CDHU, firmada em 2025. “Foi por meio de um termo de cooperação com o Sistema Confea/Crea que viabilizamos uma análise das edificações. O parecer técnico consolidou os apontamentos feitos pela equipe do CDHU e identificou riscos à segurança e à habitabilidade da área, o que nos respaldou para a remoção”, complementou.

Na sequência, o painel “Regularização Fundiária e Urbanização Sustentável”, mediado pela engenheira Caroline Macedo, teve a participação do coordenador de regularização fundiária do município de São Paulo, advogado Eric Rodrigues Vieira, além do arquiteto urbanista e especialista em Planejamento Urbano, Silvio Figueiredo.

No debate, foi contextualizado como as faculdades podem colaborar na formação dos alunos. “Existe uma deficiência técnica, não temos uma disciplina específica de regularização fundiária nas faculdades de Engenharia, Arquitetura e Direito. É necessário que as instituições de ensino invistam neste segmento”, afirmou o advogado.

Ainda sobre o tema, Silvio apontou a necessidade do envolvimento de diversos  setores. “A regularização fundiária é multidisciplinar, envolve desde a Assistência Social, Direito, até diversas áreas da Engenharia, com estudo ambiental, de risco, entre outros”, finalizou.

 

Por fim, foi a vez do engenheiro eletrotécnico, membro sênior da Ordem dos Engenheiros e coordenador do PGDL, José Fernando da Silva Ferreira explicar sobre o assunto. Lisboa, a capital portuguesa, tem um grave problema de inundações há décadas, e este Plano de Engenharia foi elaborado para resolver essa situação.

Com a intervenção, prevista ainda para esta década, a água da chuva que desce de zonas mais altas será recolhida por grandes poços, entrando em túneis gigantes e levada diretamente para o rio, numa zona onde a descarga não prejudica o município.

José apresentou a estimativa de efetividade do projeto. “Entre 70% e 80% dos problemas de inundações em Lisboa provocadas por chuvas serão reduzidos, com uma vida útil de 100 anos”, relatou.

 

Produzido pela CDI Comunicação

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