Entidades conhecem de perto operação do Porto de Santos

Atividade integrou agenda do CDER-SP e apresentou a relevância logística do complexo
28 de abril de 2026, às 13h44 –
Tempo de leitura aproximado: 3 minutos

A dimensão operacional e os projetos de melhorias em curso no Porto de Santos foram apresentados em visita técnica que integrou a programação do Colégio de Entidades Regionais de São Paulo (CDER-SP), realizado em 24 de abril, na Universidade Santa Cecília (Unisanta), em Santos. A atividade levou os representantes das associações parceiras do Conselho a áreas estratégicas do complexo, incluindo o trecho onde está prevista a implantação do túnel Santos-Guarujá, com detalhamento das soluções de Engenharia estudadas para viabilizar a ligação entre as duas margens. 

Para o vice-presidente no exercício da Presidência do Crea-SP, engenheiro Fernando Pedro Rosa, a visita revela a complexidade e o nível de exigência técnica envolvidos na operação portuária. “Estamos falando de uma estrutura que concentra volumes expressivos de carga, integra modais e exige soluções contínuas para manter eficiência e competitividade. Quando acompanhamos de perto projetos como o túnel e a organização logística dos terminais, fica claro que não há desenvolvimento sem planejamento técnico consistente”, afirmou. 

Ao longo da visita, foram apresentados dados que evidenciam a relevância do porto para a economia nacional. O Terminal XXXIX, por exemplo, concentra cerca de 70% da movimentação de soja do país, com aproximadamente 14 milhões de toneladas por ano. A diversidade de cargas inclui açúcar, fertilizantes, celulose e insumos importados, demonstrando a integração do complexo às cadeias globais. 

Também foram destacados aspectos logísticos que contribuem para a eficiência da operação, como a pera ferroviária, espaço que permite a circulação de trens sem necessidade de manobras, e a organização em clusters, modelo que agrupa cargas de mesma natureza para otimizar processos. Em alguns terminais, a área operacional ultrapassa 600 mil metros quadrados, consolidando o Porto de Santos como o maior da América Latina. 

“O complexo portuário opera como um sistema intermodal, integrando transporte marítimo, ferroviário e rodoviário em uma mesma cadeia logística. Essa integração é fundamental para dar vazão à produção nacional e reduzir custos”, explicou o superintendente de Desenvolvimento de Infraestrutura da Autoridade Portuária de Santos (APS), Eng. Felipe Távora. 

A Eng. Suellen Assunção de Oliveira, vice-presidente da Associação Regional dos Engenheiros de Ilha Solteira e Adjacências (AREIA), destacou o aspecto prático da experiência. “Foi uma vivência muito produtiva, que complementa as discussões do encontro. Conhecer de perto as operações e as obras previstas amplia a compreensão sobre a dimensão desses projetos e reforça a importância da Engenharia no planejamento e na execução de soluções que beneficiam diretamente a sociedade”, avaliou. 

 

Produzido pela CDI Comunicação 

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