Da semente à prateleira, existe um caminho que passa por análises, previsões e decisões tomadas muito antes da colheita. No Cinturão Verde Paulista, região responsável por abastecer grande parte dos hortifrutigranjeiros consumidos na Grande São Paulo, a produção agrícola depende de um conjunto de práticas que ajudam produtores a lidar com as variações do clima, otimizar recursos e manter a regularidade das safras. A realidade desse trabalho foi apresentada pelo quadro Engenharia na Real, do programa Balanço Geral, da TV Record, produzido em parceria com o Crea-SP.
A reportagem percorreu uma das principais regiões produtoras do Estado para mostrar o que acontece antes que frutas, legumes e verduras cheguem aos mercados, feiras e centros de abastecimento. Formado por 78 municípios distribuídos ao redor da capital e do litoral paulista, o Cinturão Verde reúne condições naturais que favorecem a atividade agrícola e sustentam uma produção responsável por abastecer cerca de 80% dos produtos comercializados na Ceagesp.

O engenheiro agrônomo, presidente da Associação de Engenheiros Agrônomos do Estado de São Paulo (AEASP) e diretor de relações profissionais do Crea-SP, Glauco Cortez, explicou que a vocação produtiva está diretamente ligada às suas características geográficas e climáticas. “O Cinturão Verde nasceu com o objetivo de abastecer a cidade, considerando que é uma região propícia. Tem água, tem insolação, um relevo ondulado e uma menor oscilação de temperatura”, afirmou.
Em Mogi das Cruzes, município reconhecido pela força da agricultura na Região Metropolitana, foi possível acompanhar uma plantação de alface para ver que a produção começa muito antes da colheita. O desenvolvimento das verduras contempla etapas que incluem seleção de sementes, formação de mudas, preparo do solo e acompanhamento constante das condições de cultivo.
Além do manejo da lavoura, outro desafio permanente é a adaptação às condições climáticas. Temperaturas elevadas, períodos prolongados de estiagem e chuvas intensas podem comprometer o cultivo das plantas e aumentar as perdas na produção. Para enfrentar esse cenário, produtores utilizam irrigação, estruturas de proteção e ferramentas de monitoramento capazes de apoiar decisões mais rápidas e precisas.
A climatologia agrícola é uma das aliadas desse processo. Por meio da análise de imagens de satélite e previsões meteorológicas, é possível prever eventos que podem afetar as culturas e planejar ações preventivas no campo. “Hoje nós temos imagens de satélite e conseguimos ter uma previsão do que vai acontecer com algumas horas de antecedência”, destacou Cortez.
Ao revelar os bastidores da produção agrícola, o quadro evidenciou como conhecimento técnico, planejamento e inovação estão presentes em todo o processo, contribuindo para que os alimentos cheguem à mesa dos consumidores com qualidade, regularidade e menor desperdício.
“A sociedade cobra eficiência no processo, e isso só pode ser realizado com Engenharia. Os profissionais estudam detalhadamente cada etapa para que a produção seja mais eficiente, sustentável e capaz de atender às demandas da população”, conclui o engenheiro agrônomo.
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Produzido pela CDI Comunicação
