O segundo episódio da nova campanha de comunicação institucional do Crea-SP, intitulada “Onde tem Engenharia, o desenvolvimento acontece”, foi ao ar nesta quinta-feira (14).
Desta vez, o foco é a cidade de Araraquara, no interior paulista, e a produção de lúpulo, que exige técnica e inovação e está transformando o cenário da agricultura local. Atualmente, o município já concentra cerca de 30% da produção estadual, consolidando-se como um importante polo produtivo no Brasil.
Cientificamente chamado de Humulus lupulus, o lúpulo é uma espécie de trepadeira cujas flores são essenciais na fabricação de cerveja, dando amargor e aroma à bebida.
Apesar de se desenvolver em lugares mais frios, especialmente em regiões da Europa, Ásia e América do Norte, a planta adaptou-se ao clima tropical graças à Engenharia, que desenvolveu técnicas para viabilizar o cultivo e garantir o sucesso da produção em solo brasileiro.
Graduada em publicidade, Luciana Andréa Pereira é hoje produtora rural de lúpulo guarani. Ela foi para a terra do sol forte e de tradição no agronegócio em busca de uma vida mais simples e com a ideia de empreender e começar algum cultivo.
Inspirada pelo conselho do tio, fitopatologista e pesquisador que defendia que o projeto deveria unir inovação, tecnologia e sustentabilidade, ela percebeu que a vontade, sozinha, não bastava. Era necessário conhecimento técnico para transformar a ideia em um negócio viável.
“O lúpulo é uma cultura incipiente; o Brasil ainda importa 99% do que consome. Iniciar um cultivo do zero exige pesquisa, inovação e muita Engenharia”, comenta. Ela ressalta a necessidade da Agronomia no campo, mas também da Engenharia Mecânica para o desenvolvimento de maquinários e da Engenharia de Alimentos para o processamento.
“O lúpulo exige uma precisão cirúrgica. A Engenharia e a pesquisa são fundamentais para sairmos desse 1% em uma cultura tão delicada, sutil e exigente”, acrescenta.
O mercado cervejeiro global movimenta mais de R$ 200 bilhões, sendo o Brasil o terceiro maior produtor mundial, com um setor que vai de grandes conglomerados a cervejarias artesanais. E, para as flores de lúpulo saírem do campo e virarem cerveja de qualidade, várias Engenharias entram em cena.
O engenheiro de produção Marcelo Rubino, sócio-proprietário da Cervejaria Opera, explica que é preciso manter o rigor e seguir controles para garantir o padrão de exigência de uma cervejaria.
Segundo ele, o público está cada vez mais instruído sobre o universo das cervejas, e o conhecimento de novos estilos faz com que os consumidores cobrem mais sabor e aroma, características que dependem diretamente da qualidade do lúpulo transferido para a bebida.
“Por isso, o armazenamento e o controle de processos são tão importantes. Evitam que o lúpulo oxide, evapore ou volatilize, preservando suas propriedades”, pontua.
Esse cuidado começa no campo e se estende até o estabelecimento, assegurando que o padrão de qualidade chegue intacto ao cliente.
Com tecnologia e adaptação ao clima, o lúpulo ganhou força em Araraquara, alavancando uma nova cadeia produtiva que estimula não só os produtores e a indústria, como também o mercado global – cenário esse que virou celebração com a Festa da Colheita, que chega à sua 4ª edição no final de julho.
Assista ao segundo episódio de “Onde tem Engenharia, o desenvolvimento acontece”.
Sobre a campanha
O “Onde tem Engenharia, o desenvolvimento acontece ” é uma iniciativa que tem como objetivo mostrar como o trabalho técnico e especializado faz a economia do Estado girar. Além disso, revela como a Engenharia, a Agronomia e as Geociências estão presentes no nosso dia a dia.
A série com seis capítulos ilustrará ainda a aplicação da Engenharia, Agronomia e Geociências nas cidades de Barra do Turvo (Vale do Ribeira), Tatuí, Holambra e na região do Sudoeste Paulista. Os episódios serão veiculados nas redes sociais do Crea-SP e no YouTube, reforçando a presença do Conselho no ecossistema digital.
Produzido pela CDI Comunicação