Prevenção redefine atuação da Defesa Civil diante do aumento de eventos extremos

Estruturação dos municípios e gestão integrada de riscos são apontadas como prioridades para reduzir impactos das mudanças climáticas
28 de agosto de 2026, às 05h00 –
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A intensificação de fenômenos climáticos severos exige uma mudança de paradigma na forma como o poder público enfrenta desastres naturais. Além de atuar em situações de emergência, a Defesa Civil vem ampliando seu foco para ações permanentes de prevenção, integrando planejamento territorial, monitoramento e capacitação dos municípios. Esse foi o tema central da palestra do tenente Rodrigo Jordão, chefe de operações do Centro de Gerenciamento de Emergências da Defesa Civil do Estado de São Paulo, no palco Transição Energética e Climática do Fórum de Infraestrutura e Políticas Públicas e Colégio de Inspetores 2026, realizado pelo Crea-SP.

Ao apresentar a estrutura da Defesa Civil de São Paulo no painel “Estratégias urbanas diante de eventos extremos”, Jordão destacou que o Estado se tornou o primeiro do Brasil a contar com coordenadorias de proteção em todos os municípios. Segundo ele, a consolidação dessa rede fortalece a capacidade de resposta, mas, principalmente, permite que o trabalho preventivo seja desenvolvido de forma contínua e articulada em todo o território paulista.

“Quando falamos em Defesa Civil, muitas pessoas pensam apenas na resposta ao evento extremo. Mas nossa atuação começa muito antes. Trabalhamos com prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação. São etapas que precisam funcionar conjuntamente para reduzir perdas”, disse o tenente.

Durante a apresentação, o palestrante utilizou ocorrências registradas no litoral paulista, como os deslizamentos em São Sebastião em 2023 e as fortes chuvas em Ubatuba no início do ano, para demonstrar como essas situações evidenciam a necessidade de planejamento permanente e de decisões baseadas em informação técnica. Para ele, quanto maior a preparação das cidades, menor tende a ser o impacto provocado por fenômenos naturais.

Outro ponto enfatizado foi o papel dos profissionais da área tecnológica nesse processo. Estudos geológicos, mapeamento de áreas vulneráveis, redes de drenagem, obras de contenção e monitoramento são algumas das frentes que dependem diretamente da atuação da Engenharia, da Agronomia e das Geociências. “Não existe prevenção sem conhecimento técnico. Cada decisão tomada antes de um evento extremo, seja no planejamento urbano, nas obras de infraestrutura ou no monitoramento das áreas, representa vidas protegidas e prejuízos evitados”, concluiu.

Produzido pela CDI Comunicação

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