Dia do Engenheiro de Aquicultura reforça o papel técnico no desenvolvimento sustentável

Profissionais da área são essenciais para garantir a segurança alimentar e o respeito aos limites ambientais
14 de julho de 2026, às 05h00 –
Tempo de leitura aproximado: 3 minutos

Celebrado em 14 de julho, o Dia do Engenheiro de Aquicultura marca a data em que a graduação da profissão foi oficialmente reconhecida e autorizada pelo Ministério da Educação (MEC), em 2006, conforme publicação no Diário Oficial da União. Desde então, a carreira tem consolidado sua importância diante dos desafios relacionados à produção sustentável de alimentos, à preservação ambiental e ao uso consciente dos recursos naturais.

Responsável pelo planejamento, implantação e monitoramento de sistemas de cultivo de organismos aquáticos, como peixes, camarões, moluscos e algas, o engenheiro de aquicultura contribui diretamente para o fortalecimento da produção de pescado, para a segurança alimentar e para o desenvolvimento da atividade aliado à sustentabilidade.

Nos últimos anos, a produção de organismos aquáticos se tornou uma alternativa para aumentar a oferta de pescado, reduzir a pressão sobre os estoques naturais e impulsionar a evolução da economia de diferentes regiões do Brasil. Nesse cenário, a atuação do profissional torna-se cada vez mais estratégica.

O engenheiro de aquicultura, Evandro Figueiredo Sebastiani, participou de projetos de pesquisa em piscicultura marinha, presidiu a Associação dos Maricultores do Estado de São Paulo (AMESP), foi diretor de Pesca e Aquicultura da Prefeitura de São Sebastião (SP), e hoje presta consultoria em processos de legalização e implantação de empreendimentos aquícolas nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Para Sebastiani, a atuação técnica é fundamental para o crescimento do setor no Brasil. “O especialista é essencial para trazer novas técnicas, implantar boas práticas de manejo e garantir uma produção adequada, sem agredir a natureza. É esse acompanhamento que permite alcançar um resultado de qualidade e dentro das especificações de cada cultivo”, afirma.

A inovação também tem impulsionado o crescimento da área e ampliado as possibilidades de atuação. Entre os avanços mais recentes, Sebastiani destaca a expansão do cultivo de algas marinhas, utilizadas pela indústria e na produção de bioestimulantes para a agricultura, além da consolidação da piscicultura continental, especialmente da tilápia, que ampliou o consumo de pescado e fortaleceu a cadeia produtiva no País.

A expansão da carreira aumenta também a demanda por profissionais qualificados para atuar em todas as etapas da atividade, desde o planejamento até a regularização dos negócios.

Sebastiani considera indispensável essa habilitação para a garantia da qualidade e da conformidade técnica. “O produtor busca especialistas capacitados para melhorar a produtividade e fazer da forma certa. O Conselho é quem habilita e permite que ele trabalhe de forma legal e responsável. Para nós, estar junto ao Sistema Confea/Crea é fundamental para evoluir profissionalmente e garantir o desenvolvimento do exercício dentro das normas”, ressalta. Além disso, a correta aplicação da atividade contribui com a preservação ambiental, diminuindo a pressão sobre a pesca extrativista e colaborando para a conservação das espécies.

Para aqueles que pretendem ingressar na carreira, Sebastiani destaca que a diversidade de oportunidades é um dos principais atrativos. “A aquicultura tem vários caminhos, desde a produção de alimentos até pesquisas e novas tecnologias. O importante é identificar a área com a qual mais se identifica, buscar experiência desde cedo e construir uma trajetória sólida”, orienta.

Produzido pela CDI Comunicação

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