Engenheiro de Minas: o pilar do desenvolvimento industrial

Data homenageia profissionais que estão na base da cadeia produtiva e atuam no aproveitamento sustentável dos recursos minerais
9 de julho de 2026, às 08h00 –
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Celebrado em 10 de julho, o Dia do Engenheiro de Minas homenageia os profissionais responsáveis por uma área extremamente estratégica da Engenharia. Muito além da extração de minerais, a atividade está na origem de praticamente toda a cadeia industrial, fornecendo as matérias-primas que tornam possível a fabricação de produtos utilizados diariamente pela sociedade.

A profissão foi regulamentada no Brasil pelo Decreto nº 23.569, de 1933, durante o primeiro governo de Getúlio Vargas. Sua história, no entanto, é ainda mais antiga. O segundo curso de Engenharia criado no país foi o de Engenharia de Minas, instituído em 12 de outubro de 1876 pela Escola de Minas de Ouro Preto, atualmente vinculada à Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Atualmente, há cerca de 400 engenheiros de minas registrados no Crea-SP.

Para o engenheiro de minas e de segurança do trabalho Ricardo Guimarães de Paula, conselheiro da Câmara Especializada de Geologia e Engenharia de Minas (CAGE) do Conselho, a carreira ocupa uma posição essencial no desenvolvimento econômico e tecnológico. “A nossa modalidade é como a raiz de uma grande árvore, que possui múltiplos galhos e gera uma gama de frutos aproveitados pela humanidade”, compara.

A data também presta homenagem ao engenheiro de minas Pedro Demóstenes Rache, reconhecido por idealizar e ser o primeiro a presidir o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), deixando um legado para a entidade e para o fortalecimento da profissão no país. O dia 10 de julho foi escolhido por marcar a data de seu nascimento.

Ao mesmo tempo em que desempenha um papel indispensável, a mineração exige elevada responsabilidade técnica. Como os recursos minerais são resultado de processos geológicos que levaram milhões de anos para se formar, sua exploração precisa ser conduzida de maneira planejada, conciliando eficiência, segurança e sustentabilidade. Segundo Ricardo, cabe ao engenheiro de minas buscar o melhor aproveitamento desses recursos, reduzindo ao máximo os impactos ambientais e sociais por meio das melhores técnicas disponíveis.

O especialista comenta que a mineração costuma ganhar espaço na mídia principalmente em momentos de acidentes ou crises, enquanto sua contribuição para o desenvolvimento do país nem sempre recebe a mesma visibilidade. Por isso, considera importante a atuação de entidades representativas, empresas e instituições do setor na divulgação de informações técnicas e na aproximação com a população.

“Há a atuação de entidades como a Associação Paulista de Engenheiros de Minas (APEMI), da qual faço parte e cuja diretoria vem empreendendo esforços nesse sentido, incluindo a realização de reuniões e seminários com trocas de experiências entre os associados, bem como campanhas institucionais do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) e de empresas privadas de reconhecida atuação na área”, diz.

Outro aspecto mencionado pelo especialista é a relevância do Sistema Confea/Crea na valorização e na fiscalização do exercício da profissão. Por se tratar de uma especialidade que pode gerar impactos significativos ao meio ambiente e à sociedade, a atuação do Sistema é considerada fundamental para garantir que as atividades sejam exercidas por profissionais legalmente habilitados e comprometidos com as normas técnicas.

Com relação à velocidade das transformações tecnológicas e seus impactos na Engenharia de Minas, ele acredita ser imprescindível que os profissionais acompanhem os avanços por meio da constante atualização técnica e para o exercício da resiliência e da capacidade de adaptação. “Mencionaria ainda a questão do mercado de trabalho, também em constante mudança e que exige do profissional uma postura adequada, tanto do ponto de vista técnico quanto ético, em relação às empresas e aos demais profissionais”, reforça.

Como representante da chamada Geração X, ou seja, daqueles nascidos entre 1965 e 1981, o especialista viveu a transição do mundo analógico para o digital e acompanhou o surgimento de ferramentas que transformaram o aprendizado e as formas de trabalho. “Os jovens de hoje terão como principal desafio a adaptação a este ‘novo mundo’, no qual muitas rotinas e atividades desaparecerão e outras tantas surgirão. Mas no fundo permanecem os ensinamentos que eu sempre tive: estudem e se atualizem sempre, pois o maior patrimônio do ser humano é e sempre será o conhecimento”, finaliza.

Produzido pela CDI Comunicação

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