O Colégio de Instituições de Ensino Superior de São Paulo (CIES-SP) realizou, nesta quarta-feira (20/05), sua segunda reunião de 2026, na Sede Angélica do Crea-SP, em São Paulo. O encontro reuniu representantes de instituições de ensino, conselheiros federais e integrantes do Conselho para discutir temas ligados à formação profissional da Engenharia, Agronomia e Geociências, além dos desafios da atualização acadêmica diante das novas demandas do mercado.
O coordenador adjunto do CIES-SP, engenheiro geólogo Fernando Saraiva, destacou o que o colegiado tem buscado construir com as instituições. “O que a gente tem procurado fazer aqui em São Paulo é estreitar essa relação, para que os representantes que vêm ao CIES levem para as suas instituições as demandas do Crea-SP e tragam as necessidades dos estudantes para o Conselho, de forma que a gente consiga trabalhar junto na melhoria do Sistema e na valorização dos profissionais”, afirmou.
O conselheiro federal por Instituição de Ensino de Engenharia e engenheiro civil Osmar Barros Júnior, conduziu uma palestra sobre as relações entre o Sistema Confea/Crea, o Ministério da Educação (MEC) e o Conselho Nacional de Educação (CNE), além das ações da Comissão Permanente de Educação e Atribuição Profissional (CEAP) e da plataforma InfraBR.
Para Osmar, o CIES-SP representa um dos fóruns mais importantes do Sistema. “O que buscamos aqui é justamente alinhar essas discussões para melhorar a formação e o exercício profissional”, afirmou.
Sobre o InfraBR, o conselheiro destacou o papel da ferramenta para orientar decisões de gestores públicos. “O InfraBR apresenta indicadores sobre os serviços de infraestrutura no país e motiva profissionais, empresas e, principalmente, gestores a investir recursos em ações que o país realmente precisa”, disse.
A diretora técnica do Crea-SP, engenheira agrônoma Gisele Herbst Vasquez, professora da Universidade Brasil, ressaltou a importância da parceria entre o Conselho e as instituições de ensino superior para o futuro da Engenharia. “Trabalhamos em conjunto com as universidades porque as atribuições profissionais são definidas pelo Sistema Confea/Crea. Por isso, é importante que as matrizes curriculares acompanhem as exigências do MEC, as demandas do mercado e as funções que esse profissional vai exercer”, afirmou.
Para Gisele, o InfraBR também pode ajudar na compreensão das demandas locais. “Cada escola tem uma realidade diferente no Brasil, e o próprio MEC entende que cada instituição precisa atender às necessidades da sua região. Esses dados vão ser muito importantes para isso”, avaliou.
A conselheira federal suplente de Instituições de Ensino Superior de Agronomia por São Paulo e engenheira agrônoma Andrea Sanches apresentou o Projeto de Lei 626/2020, proposta relacionada ao exercício profissional e à regulamentação das carreiras abrangidas pelo Sistema.
Segundo Andrea, o projeto busca fortalecer a valorização profissional das carreiras tecnológicas e ampliar o debate sobre o reconhecimento das atribuições profissionais no mercado de trabalho. “A proposta trata da contratação de profissionais com a sua devida formação e busca fortalecer a valorização da categoria”, destacou.
Já a engenheira civil e professora Simone Caldato, representante do Centro Universitário de Lins (Unilins) e coordenadora do Comitê de Inteligência Artificial do Crea-SP, destacou o papel do CIES na aproximação com as instituições de ensino. “Essas reuniões ajudam a aproximar docentes e profissionais do que acontece dentro do Sistema. Muitos ainda não têm essa vivência com o Conselho, então fortalecer esse contato é fundamental”, disse.
O CIES-SP prevê a realização de seis encontros ao longo de 2026. A primeira reunião do ano, realizada em março, teve como foco a integração acadêmica com o Conselho. O próximo encontro será em 17 de junho, dando continuidade aos debates sobre formação, atualização acadêmica e exercício profissional no estado de São Paulo.
Produzido pela CDI Comunicação




