Cadeia produtiva do lúpulo em Araraquara é destaque na série “Onde tem Engenharia”

Campanha institucional mostra como suporte técnico especializado permitiu que cidade ganhasse relevância no mercado de cultivo da planta
14 de maio de 2026, às 18h05 –
Tempo de leitura aproximado: 4 minutos

O segundo episódio da nova campanha de comunicação institucional do Crea-SP, intitulada “Onde tem Engenharia, o desenvolvimento acontece”, foi ao ar nesta quinta-feira (14).

Desta vez, o foco é a cidade de Araraquara, no interior paulista, e a produção de lúpulo, que exige técnica e inovação e está transformando o cenário da agricultura local. Atualmente, o município já concentra cerca de 30% da produção estadual, consolidando-se como um importante polo produtivo no Brasil.

Cientificamente chamado de Humulus lupulus, o lúpulo é uma espécie de trepadeira cujas flores são essenciais na fabricação de cerveja, dando amargor e aroma à bebida.

Apesar de se desenvolver em lugares mais frios, especialmente em regiões da Europa, Ásia e América do Norte, a planta adaptou-se ao clima tropical graças à Engenharia, que desenvolveu técnicas para viabilizar o cultivo e garantir o sucesso da produção em solo brasileiro.

Graduada em publicidade, Luciana Andréa Pereira é hoje produtora rural de lúpulo guarani. Ela foi para a terra do sol forte e de tradição no agronegócio em busca de uma vida mais simples e com a ideia de empreender e começar algum cultivo.

Inspirada pelo conselho do tio, fitopatologista e pesquisador que defendia que o projeto deveria unir inovação, tecnologia e sustentabilidade, ela percebeu que a vontade, sozinha, não bastava. Era necessário conhecimento técnico para transformar a ideia em um negócio viável.

“O lúpulo é uma cultura incipiente; o Brasil ainda importa 99% do que consome. Iniciar um cultivo do zero exige pesquisa, inovação e muita Engenharia”, comenta. Ela ressalta a necessidade da Agronomia no campo, mas também da Engenharia Mecânica para o desenvolvimento de maquinários e da Engenharia de Alimentos para o processamento.

“O lúpulo exige uma precisão cirúrgica. A Engenharia e a pesquisa são fundamentais para sairmos desse 1% em uma cultura tão delicada, sutil e exigente”, acrescenta.

O mercado cervejeiro global movimenta mais de R$ 200 bilhões, sendo o Brasil o terceiro maior produtor mundial, com um setor que vai de grandes conglomerados a cervejarias artesanais. E, para as flores de lúpulo saírem do campo e virarem cerveja de qualidade, várias Engenharias entram em cena.

O engenheiro de produção Marcelo Rubino, sócio-proprietário da Cervejaria Opera, explica que é preciso manter o rigor e seguir controles para garantir o padrão de exigência de uma cervejaria.

Segundo ele, o público está cada vez mais instruído sobre o universo das cervejas, e o conhecimento de novos estilos faz com que os consumidores cobrem mais sabor e aroma, características que dependem diretamente da qualidade do lúpulo transferido para a bebida.

“Por isso, o armazenamento e o controle de processos são tão importantes. Evitam que o lúpulo oxide, evapore ou volatilize, preservando suas propriedades”, pontua.

Esse cuidado começa no campo e se estende até o estabelecimento, assegurando que o padrão de qualidade chegue intacto ao cliente.

Com tecnologia e adaptação ao clima, o lúpulo ganhou força em Araraquara, alavancando uma nova cadeia produtiva que estimula não só os produtores e a indústria, como também o mercado global – cenário esse que virou celebração com a Festa da Colheita, que chega à sua 4ª edição no final de julho.

Assista ao segundo episódio de “Onde tem Engenharia, o desenvolvimento acontece”.

 

Sobre a campanha

O “Onde tem Engenharia, o desenvolvimento acontece ” é uma iniciativa que tem como objetivo mostrar como o trabalho técnico e especializado faz a economia do Estado girar. Além disso, revela como a Engenharia, a Agronomia e as Geociências estão presentes no nosso dia a dia.

A série com seis capítulos ilustrará ainda a aplicação da Engenharia, Agronomia e Geociências nas cidades de Barra do Turvo (Vale do Ribeira), Tatuí, Holambra e na região do Sudoeste Paulista. Os episódios serão veiculados nas redes sociais do Crea-SP e no YouTube, reforçando a presença do Conselho no ecossistema digital.

 

Produzido pela CDI Comunicação

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