Com tecnologia assistiva, Crea-SP amplia o acesso das pessoas com deficiência

4 de dezembro de 2025, às 17h52 –
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Celebrados em 3 e 5 de dezembro, respectivamente, o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência e o Dia Nacional da Acessibilidade, são convites à reflexão sobre como construímos espaços acessíveis. As datas reforçam a importância de revisar práticas, ampliar diálogos e fortalecer políticas que garantam participação plena a todas as pessoas. Em um cenário onde a Engenharia molda não apenas estruturas, mas também oportunidades, a acessibilidade é atitude, responsabilidade coletiva e transformação contínua.

No Sistema Confea/Crea, esse movimento se traduz em iniciativas que combinam avanços estruturais e mudanças culturais. Por isso, o Crea-SP tem ampliado sua atenção em todos os âmbitos, desde o atendimento em Libras recém-implantado, que trouxe mais autonomia a pessoas surdas, à escolha dos espaços de eventos, das rotas de circulação, dos recursos digitais, bem como soluções inovadoras para melhorar o dia a dia de todos.

Presidente do Conselho, a engenheira Lígia Mackey reforça que a acessibilidade é parte indispensável da missão da instituição. “A área tecnológica existe para melhorar a vida das pessoas, e não há melhoria possível quando parte da sociedade permanece à margem. Investir em acessibilidade e tecnologia assistiva, revisar procedimentos e, acima de tudo, ouvir as necessidades de todos nos orienta na direção da equidade  que cada vez mais buscamos consolidar”.

Para o Eng. Yves Carbinatti, inspetor por Rio Claro e integrante do Comitê de Diversidade do Crea-SP, a pauta deixou de ser tratada à distância. “Quando olhamos para os últimos anos, percebemos que o Sistema passou da intenção para a prática. A inclusão e a conscientização são parte da rotina. Ainda há muito o que ser feito, mas já evoluímos bastante”, afirma.

No cenário atual, Carbinatti reforça que os avanços são significativos, impulsionados por capacitação, desenvolvimento de tecnologias acessíveis e normas que vêm atualizando o setor continuamente. Ele lembra que o País tem diretrizes, como os consolidados na Lei nº 10.098/2000 e na Norma Brasileira (NBR) 9050/2020, até orientações mais recentes sobre ambientes digitais descritos na NBR 17.225/2025. “Temos meios para transformar ambientes físicos e plataformas online. Falta incorporar esse olhar como eixo fundamental de qualquer obra, sistema ou serviço desde o princípio, e não como adequação. Acessibilidade é uma questão de saúde e segurança para todos”, destaca.

A vivência prática confirma esse potencial. Iniciativas como o projeto Mão3D, que desenvolve próteses personalizadas e de baixo custo, mostram como a Engenharia muda vidas de forma concreta e sensível. “Agora consigo realizar meu desejo de tocar violão, que não seria possível sem essa tecnologia. Eles fizeram especialmente para mim e pude participar da criação e personalização”, comenta a estudante de Ciência e Tecnologia, Maria Eduarda Venancio, que nasceu com má-formação congênita na mão direita e foi beneficiada pelo programa.

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