Responsabilidade técnica

28 de agosto de 2020, às 13h38 –
Tempo de leitura aproximado: 3 minutos

No último final de semana, aconteceram dois acidentes graves na região metropolitana de São Paulo. No sábado (22), em Mauá, uma casa desabou sobre outras duas residências. Já no domingo (23), em Diadema, uma caixa d’água, que passava por um processo de demolição, caiu e rolou por cima de vários carros estacionados em frente a um condomínio residencial. Felizmente, não houve vítimas, mas os dois casos ilustram a importância de se ter um responsável técnico à frente das atividades de engenharia (projeto de construção, reforma ou demolição).

Na avaliação da Engenheira Lenita Secco Brandão, vice-presidente em exercício da Presidência do Crea-SP, infelizmente ainda existe a percepção de que ter um engenheiro responsável pelo projeto significará um custo a mais, se tornará caro, colocando em dúvida a sua necessidade.

“É uma cultura enraizada e não condiz com a realidade. Um desrespeito com os prestadores de serviços. Não é possível descartar o trabalho do profissional habilitado. Lembro que o projeto completo elaborado por engenheiros custa, em média, 5% do valor total da obra”.

Lenita afirma que a contratação de profissional habilitado representa segurança para os trabalhadores que estão na obra e para a sociedade, além  de direcionar o investimento de forma adequada. “Uma obra mal dimensionada implica em custos extras. Sem um profissional à frente do projeto, o proprietário aplica seus recursos de forma incorreta, acima do que deveria e coloca em risco a segurança de todos”.



O engenheiro Joni Matos Incheglu, diretor administrativo do Crea-SP, explica que o engenheiro deve estar envolvido no projeto até mesmo antes da aquisição do terreno, por exemplo. “Assim, o profissional poderá avaliar todas as possibilidades e necessidades de execução do futuro projeto. Depois, durante a execução, a atuação do engenheiro continua sendo fundamental. Ele vai garantir que problemas surgidos nessa etapa sejam resolvidos de maneira imediata, evitando uma potencialização da situação”.

Fiscalização

Matos esclarece que, em relação aos dois acidentes do final de semana, as equipes de fiscalização do Crea-SP colheram todos os dados possíveis e apuram o que ocasionou os acidentes e as devidas responsabilidades. “Foram abertos processos específicos para análise das informações e, se for o caso, a Comissão de Ética do Crea-SP será acionada para determinar as sanções previstas”.

“Toda vez que uma pessoa detectar na sua vizinhança uma obra sem placa de identificação que, aparentemente, não tenha a participação de um profissional habilitado, ela pode fazer uma denúncia pelo site do Crea-SP, pelos canais digitais, APPs, na prefeitura municipal ou até mesmo nas associações de engenheiros de sua cidade”, finaliza. 


*Imagens captadas da Internet

 

 

Produzido pela CDI Comunicação

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