Universalização do saneamento exige ampliar investimentos e integração entre setores

Evento debate os caminhos para ampliar o acesso aos serviços e cumprir as metas estabelecidas pelo Marco Legal até 2033
31 de julho de 2026, às 05h00 –
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O painel “Universalização do Saneamento: Desafios Pós-Marco Legal”, parte da programação do palco “Governança, Saneamento e Meio Ambiente”, do Fórum de Infraestrutura e Políticas Públicas e Colégio de Inspetores 2026 do Crea-SP, trouxe o conjunto de serviços essenciais de água, esgoto e limpeza para o centro do debate. O engenheiro civil Sérgio Gonçalves, diretor executivo da Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento (Aesbe) apresentou um panorama do setor com os principais desafios e as perspectivas para a expansão no Brasil.

Ao analisar o cenário nacional, Gonçalves, que também é mestre em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), chamou a atenção para os avanços registrados nas últimas décadas, mas ponderou que o país ainda enfrenta um déficit, especialmente no esgotamento sanitário. Segundo ele, a distribuição desigual dos serviços e as características territoriais impõem desafios adicionais ao cumprimento das metas estabelecidas.

“Saneamento básico é um bem público, e atender quem ainda não tem acesso é também uma questão de quebrar paradigmas da forma de gestão, mas, sobretudo, de humanidade”, afirmou. O palestrante destacou que, em áreas rurais e comunidades urbanas vulneráveis, a implementação das redes tradicionais demanda medidas específicas e maior articulação entre diferentes atores sociais e governamentais.

Outra questão apresentada foi a necessidade de ampliar os investimentos na área para viabilizar a universalização até 2033. Na avaliação do engenheiro, o volume atual ainda está aquém do necessário, o que exige o fortalecimento de políticas, segurança regulatória e a atração de novos recursos. “A expansão tem grande impacto na produtividade da economia e precisa ser tratada como uma agenda estratégica. Os efeitos positivos disso são a geração de empregos, o aumento da renda e a melhoria das condições de saúde da população”, pontuou.

Ao encerrar a apresentação, Gonçalves defendeu uma atuação integrada entre planejamento, regulação, gestão e prestação dos serviços como forma de acelerar a difusão do saneamento. Para ele, a articulação entre diferentes áreas e instituições é um dos principais caminhos para evolução do setor.

Produzido pela CDI Comunicação

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