Emitir a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) no Crea-SP vai ficar muito mais rápido, simples e intuitivo. O Conselho está desenvolvendo um projeto de modernização da plataforma que vai automatizar e personalizar o preenchimento da Tabela de Obras e Serviços (TOS).

A nova ferramenta inteligente fará um filtro automático, exibindo na tela apenas as opções que correspondem exatamente à titulação, às atribuições legais e à grade curricular de quem está emitindo o documento.

Segundo o superintendente de Tecnologia e Inovação do Crea-SP, Marcelo Pessoa, a otimização trará um grande ganho de eficiência para a rotina dos profissionais. “É uma etapa dentro da ART que leva cerca de 30% do tempo de preenchimento”, comenta. Além disso, personalizar esse atendimento para o estado de São Paulo é um marco tecnológico, já que o Crea-SP gerencia a maior massa de dados do país.
O trabalho vem ocorrendo em duas frentes para estruturar o projeto. Na primeira delas, a equipe está organizando o banco de dados para unificar mais de 5 mil atribuições cadastrais duplicadas, consolidando-as em um modelo estimado de cerca de 800 perfis precisos.
Na sequência, uma inteligência artificial analisa o histórico de milhares de ARTs emitidas ao longo dos anos e mapeia o que cada modalidade realiza no dia a dia. Com o auxílio da IA, a iniciativa busca identificar e descartar divergências de atuações fora das competências, além de cruzar esses dados com a tabela do Crea-PR, que implementou sistema semelhante.
Marcelo afirma que o apoio da tecnologia tem sido fundamental para seguir a implementação da ferramenta com máxima precisão. “Dentro de todos os projetos do Crea-SP, esse é o mais complexo que trabalhamos, o que justifica um tempo maior para consolidação”, diz.
A partir desse cruzamento realizado pela IA, os conselheiros de cada Câmara Especializada poderão fazer a validação final das atividades de cada categoria em uma plataforma exclusiva. Sobre o andamento dos trabalhos internos, a superintendente de Colegiados, arquiteta urbanista Dinah Sayuri Iwamizu, pontua que as equipes vêm trabalhando ativamente ao longo dos últimos meses.
Ela destaca ainda que o principal ganho da mudança será a facilidade no preenchimento da ART, especialmente para quem está em início de carreira. “A Engenharia é muito ampla e, nem sempre quando o recém-formado sai da faculdade, sabe exatamente o que pode ou não fazer”, completa.
A ferramenta também será flexível em caso de formações específicas ou complementares na grade curricular, permitindo no futuro a solicitação da inclusão de atividades fora do pacote padrão de maneira simples e digital no mesmo ambiente virtual.
O coordenador da Câmara Especializada de Agronomia (CEA), engenheiro agrônomo André Luís Paradela, ressalta que o trabalho de análise da Tabela de Obras e Serviços exige rigor técnico e cautela por parte das equipes. “É um assunto complexo que leva tempo. Estamos avaliando as atribuições e cruzando a TOS com o histórico de ARTs emitidas para entender o que deve ser mantido ou retirado. Como existem muitos decretos e profissionais que obtiveram habilitações específicas ao longo do tempo, é um tema que precisa ser tratado com atenção”, observa.
Produzido pela CDI Comunicação

