O Crea-SP consolida seu papel como um hub de inovação para profissionais das Engenharias, Agronomia e Geociências, ao conectar soluções tecnológicas, startups e mercado em um mesmo ambiente. Esse posicionamento ganhou forma concreta no Fórum de Infraestrutura e Políticas Públicas e Colégio de Inspetores 2026, realizados nos dias 27 e 28 de março. No evento, foram apresentadas iniciativas brasileiras voltadas à transformação do setor por meio de um Palco de Inovação, que atraiu uma plateia interessada em conhecer soluções já aplicadas no mercado.
Ao reunir 12 startups brasileiras com propostas aplicadas a desafios reais da infraestrutura, o Conselho fortaleceu sua atuação como agente de conexão entre inovação e exercício profissional. “O Palco de Inovação provou que a criatividade das startups brasileiras, quando aliada à regularidade profissional, é o motor que acelera a infraestrutura do país. Não se trata apenas de novas ideias, mas de soluções tecnicamente seguras para o mercado”, afirma o vice-presidente no exercício da Presidência do Crea-SP, engenheiro Fernando Pedro Rosa.
Inovação aplicada com dados
O Palco de Inovação refletiu uma agenda abrangente de transformação digital e tecnológica, com aplicações diretas sobre os principais desafios das Engenharias, Agronomia e Geociências. No eixo Datatech & AI Tech: Inteligência e Gestão de Dados, o foco esteve na capacidade de transformar informação em tomada de decisão.
No campo da análise estratégica, a Hyper Data Studio destacou-se pela especialização na lapidação de dados para lideranças. A startup utiliza uma metodologia de três etapas que transforma indicadores brutos em suporte à decisão em tempo real, integrando ferramentas de social listening e BI para oferecer alertas preditivos via aplicativos de mensagem.
A interação entre humanos e sistemas foi o foco da New X, que desenvolve agentes virtuais capazes de processar linguagem natural para otimizar processos públicos e privados. Na prática, a tecnologia permite que cidadãos reportem falhas de infraestrutura urbana de forma intuitiva, humanizando o atendimento técnico. Na mesma linha, a MyContentGPT apresentou uma solução voltada à organização de grandes acervos de documentos técnicos. O diferencial está na criação de chats consultivos baseados exclusivamente no banco de dados privado do cliente, garantindo exatidão e segurança da informação técnica.
Fechando o setor de dados, a Vitamina Web reforçou o conceito de “Humano + Máquina” por meio de seu modelo de desenvolvimento ágil. A empresa foca na criação de ecossistemas digitais e agentes autônomos de Inteligência Artificial (IA) que amplificam a capacidade de análise dos profissionais, ao mesmo tempo em que garantem escala e resultados mensuráveis em ciclos curtos de entrega.
Engenharia aplicada às cidades
Já no eixo Construtech: Engenharia e Cidades Inteligentes, o uso de tecnologia ampliou o controle, eficiência e sustentabilidade. A gestão de ativos invisíveis foi o tema central da Otoh Monitoramento Sonoro, que utiliza Internet das Coisas (IoT) e IA para o monitoramento acústico 24h em obras e indústrias. A tecnologia identifica a fonte exata de ruídos e gera documentação em tempo real, assegurando a conformidade legal e evitando o embargo de operações. “Na Engenharia, o que não é visto, não é gerenciado”, ressaltou Carolina Monteiro, CEO da Otoh.
A sustentabilidade foi representada pela Umbloco, que desenvolve um sistema modular fabricado com 100% de plástico reciclado utilizando energia solar. Para Lucas Lopes, cofundador da startup, o objetivo é transformar o passivo ambiental em ativo estrutural. “Queremos provar que a Engenharia sustentável é viável e reduz drasticamente o desperdício”, afirmou.
Complementando o setor de serviços, a startup Indiquei apresentou um marketplace gratuito que conecta clientes a prestadores por meio de um rigoroso sistema de validação e indicações orgânicas, fortalecendo a segurança nas contratações e combatendo o exercício ilegal das profissões tecnológicas.
Agronegócio e biotecnologia
As Agtechs evidenciaram o avanço da digitalização e da biotecnologia no campo. No agronegócio, a Allure Agrosoluções apresentou uma plataforma que integra imagens de satélite e inteligência de campo para otimizar a gestão agrícola. A solução transforma a rotina do consultor técnico ao eliminar burocracias e gerar relatórios estratégicos instantâneos que conectam a produção à indústria.
Já a bioHUB demonstrou o potencial do controle biológico de pragas via drones. Com tecnologia patenteada no Brasil e nos EUA, a startup realiza o Manejo Integrado de Pragas (MIP) com alta precisão e rastreabilidade via nuvem, focando na redução do uso de químicos e no aumento da eficiência produtiva.
Geotech, logtech & gestão: resiliência e governança
Encerrando a programação, o eixo trouxe recursos voltados à inteligência territorial, logística e gestão estruturada da inovação. A inteligência espacial foi o destaque da Inspectral, que utiliza IA para monitorar recursos hídricos e áreas de risco de forma remota. A plataforma entrega uma densidade de informações 54 vezes superior aos métodos tradicionais, sendo fundamental para a resiliência climática de grandes corporações e municípios.
No setor logístico, a Marelo Logística Internacional demonstrou que a eficiência do transporte depende de um planejamento de Engenharia rigoroso. A solução estrutura processos antecipadamente para eliminar variações de custo e garantir governança em cargas internacionais complexas.
Por fim, a Criative Pack (Horda) apresentou seus programas de inovação estruturada. Por meio de mentoria com inteligência de dados e agentes de IA personalizados, a empresa ajuda gestores a transformarem novas ideias em processos rastreáveis, garantindo que a inovação seja executada com previsibilidade e inteligência de mercado.
Produzido pela CDI Comunicação


