A Sede Angélica do Crea-SP, em São Paulo, foi palco da reunião sobre a Certificação Fitossanitária de Origem (CFO) e a responsabilidade técnica no campo, na última quinta-feira (06/08). Promovido em parceria com a Coordenadoria de Defesa Agropecuária da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (CDA/SAA-SP), o encontro teve como destaque a implementação do novo Sistema Nacional de Certificação Fitossanitária (SINFITO).

A iniciativa faz parte das ações do Conselho para manter os profissionais atualizados frente às novas regulamentações e políticas públicas do setor agropecuário. A apresentação intitulada “Principais mudanças e inovações no método de Certificação Fitossanitária de Origem” detalhou as diretrizes da Portaria SDA/MAPA nº 1.578, de 2 de abril de 2026. A norma institui o SINFITO e unifica a legislação aplicável.
“Esse documento trouxe modernidade à rede, agregando assuntos de certificação, trânsito e manejo de riscos de pragas em um único marco legal. Na prática, para os responsáveis técnicos habilitados, ele vai facilitar o armazenamento e o fluxo de informações, além de dar mais autonomia na gestão de arquivos”, explicou a engenheira agrônoma Cristina Lost, diretora técnica de Serviço da Defesa Agropecuária.
O curso reuniu especialistas para debater legislação e fluxos práticos, abordando com o público temas como a Defesa Sanitária Vegetal e o Decreto Estadual nº 45.211/00, ministrados pela engenheira agrônoma Cecilia Khusala Verardi, da Coordenadoria de Defesa Agropecuária. Na sequência, o engenheiro agrônomo Marlon Peres da Silva, da mesma pasta, falou sobre as especificidades da certificação fitossanitária.
Para o engenheiro agrônomo José Luiz de Oliveira, coordenador do Comitê de Agricultura e Abastecimento do Crea-SP, a capacitação é essencial para garantir a segurança alimentar da população e a valorização do trabalho dos profissionais da área. “A atualização acerca da CFO em parceria com a Defesa Agropecuária é um marco muito importante. Isso leva qualidade para todos e garante o rastreamento do produto. O Conselho atua junto às políticas públicas para qualificar, renovar e levar o especialista ao seu nível máximo de excelência”, completou.
O encontro também proporcionou momentos de integração. A engenheira agrônoma Rosângela de Carvalho, responsável técnica por estufas e pela exportação de citros para a União Europeia, destacou o impacto do evento em sua rotina. “É de extrema relevância para recordarmos pontos fundamentais do processo de certificação. Mesmo formada há 30 anos, obtive muitas informações novas e recursos que podemos utilizar no site e na sede do Crea-SP. Precisamos explorar cada vez mais essa instituição para fortalecer a nossa classe”, pontuou.
Produzido pela CDI Comunicação

