Comitês discutem valorização profissional e condução de obras em águas subterrâneas

Reuniões demarcam avanços importantes no exercício das Engenharias, Agronomia e Geociências
28 de setembro de 2026, às 13h50 –
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Nesta quinta-feira (24/09) os Comitês de Valorização Profissional e de Infraestrutura Hídrica e Drenagem Urbana, do Crea-SP, realizaram encontros, na Sede Angélica, para dar continuidade a sugestões e ações que apoiam a área tecnológica, municípios e cidadãos.

No Comitê de Valorização Profissional, um dos temas centrais foi o Projeto de Lei 5.346/2026, em tramitação no Senado Federal, que propõe mudanças na legislação sobre o piso salarial para a área tecnológica e estabelece critérios para sua atualização anual. O grupo também tratou de questões relacionadas à entrada de recém-formados no mercado. Na pauta de honorários, foi debatida a possibilidade de fixar referências para a remuneração dos serviços, tendo o custo por hora como um dos parâmetros em análise.

Para a coordenadora do grupo e diretora de Valorização Profissional do Crea-SP, engenheira sanitarista e ambiental Marcellie Dessimoni Giratola, as deliberações envolvem diferentes aspectos das relações de trabalho. “Precisamos olhar para as condições em que os especialistas exercem suas atividades e para os instrumentos que podem contribuir para o reconhecimento dessa atuação. Temos o papel de reunir múltiplas perspectivas e analisar propostas que possam avançar nessa direção”, afirmou.

A fiscalização também enriqueceu os debates a partir das situações identificadas em campo. Para o gerente de Planejamento e Fiscalização do Crea-SP e representante da área no Comitê, engenheiro ambiental Kleber de Jesus Brunheira, essa experiência ajuda a aproximar as discussões da realidade do setor. “Atuamos para que a legislação seja cumprida. Esse contato direto também permite trazer situações observadas no dia a dia e auxiliar na construção de iniciativas voltadas à valorização dos profissionais”, explicou.

Representante do Confea, o assessor da Presidência Alexandre Borsato destacou a importância de reunir informações para subsidiar o planejamento. Segundo ele, o cruzamento de dados sobre registros, remuneração e infraestrutura pode ajudar a compreender as conexões entre o prestígio da classe e o desenvolvimento dos municípios.

Já o Comitê de Infraestrutura Hídrica e Drenagem Urbana discutiu e consolidou sugestões de como melhor atuar na condução de obras em águas subterrâneas.

Coordenador do Comitê e do Colégio de Instituições de Ensino Superior de São Paulo (CIES-SP), além de presidente da Associação dos Geólogos da Região Metropolitana de São Paulo,  o engenheiro geólogo Fernando Augusto Saraiva destacou a atuação do grupo em parceria com as cidades paulistas. “As prefeituras precisam de poços tubulares profundos para abastecimento, mas muitas vezes não contam com apoio qualificado específico para isso. Estamos nos debruçando sobre a melhor técnica, quem são os responsáveis e de que maneira a administração municipal pode executar adequadamente esse trabalho”, disse.

Sobre a composição do comitê, Saraiva ressaltou as diversas frentes de atuação dos integrantes. “É importante sermos um grupo multidisciplinar para termos várias visões. Muitos membros fazem parte de prefeituras e órgãos públicos e agregam com expertise prática”, explicou.

A engenheira civil Dilene Vrech, integrante do Comitê e diretora de arte e cultura da Associação dos Engenheiros Arquitetos Agrônomos da Região Votuporanga (SEARVO), esteve presente durante toda a manhã na construção de uma nova cartilha. “Nos reunimos todos os meses para discutir e elaborar soluções para melhor apoiar as cidades, nossos profissionais e, especialmente, a população que depende da nossa atuação. Poder elaborar esse material amplia as possibilidades ao passo em que também aprendo muito com os colegas da Geologia e demais especialidades”, explicou.

Promover conhecimento para o manuseio adequado do solo e potencialização de resultados é o objetivo do Comitê. “Assim, garantimos que as perfurações não tenham intercorrências e não resultem em um poço seco ou de baixa vazão”, completou o coordenador.

Produzido pela CDI Comunicação

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