Como o planejamento dita o ritmo e a fluidez das grandes cidades

“Engenharia na Real” mostra como decisões técnicas invisíveis organizam o fluxo de veículos e pedestres em São Paulo
10 de junho de 2026, às 13h38 –
Tempo de leitura aproximado: 3 minutos

Quem circula pelas ruas de uma metrópole como São Paulo costuma notar a dinâmica do trânsito apenas diante de um semáforo quebrado ou de um congestionamento repentino. No entanto, o funcionamento das vias expressas, corredores de ônibus e faixas de pedestres depende diretamente de um planejamento técnico minucioso. Esse é o tema central do novo episódio do quadro “Engenharia na Real”, veiculado no programa Balanço Geral, exibido pela RecordTV.

A reportagem explica que em uma capital com 9,6 milhões de veículos, a maior frota automotiva do país, a sincronização dos semáforos não ocorre por acaso. Cada intervalo entre o verde e o vermelho é calculado de forma minuciosa para controlar o volume de tráfego e eliminar pontos de retenção que impactam diretamente a rotina dos cidadãos.

A reportagem detalhou de forma didática que a organização das vias exige análises complexas baseadas na Engenharia de Tráfego, um trabalho especializado que se torna fundamental para evitar o colapso do sistema viário, embora muitas vezes permaneça invisível para quem cumpre seus trajetos cotidianos.

Para o engenheiro civil Rodolfo Szmidke, conselheiro do Crea-SP na Câmara Especializada em Engenharia Civil – CEEC e vice-presidente de assuntos técnicos da Associação de Engenheiros e Arquitetos de Metrô (AEAMESP), profissional com mais de 15 anos de atuação na área de mobilidade urbana, a aplicação de soluções técnicas integradas e a manutenção de diretrizes estruturadas, como o próprio sistema de rodízio municipal, são indispensáveis para a dinâmica das cidades. “Não é possível a gente andar na cidade sem o rodízio. Ele foi pensado lá atrás por engenheiros de tráfego para garantir uma melhor fluidez na cidade. Se a gente traz todo esse fluxo de volta, a cidade pode parar”, alertou o especialista.

Szmidke complementa que a escolha dos equipamentos adequados passa por critérios rigorosos de segurança e estudos de volume antes de qualquer intervenção em campo. “Por exemplo, se você tem um grande volume de tráfego, é perigoso eventualmente implantar uma faixa de pedestres ou um semáforo, então uma passarela pode ser a melhor alternativa nessa questão”.

Além das intervenções na capital, a reportagem apresentou projetos de infraestrutura de grande porte que pretendem redefinir o transporte regional, como o futuro túnel submerso que será construído entre Santos e Guarujá, no litoral paulista. A implantação reduzirá o tempo de deslocamento atual das balsas, que leva entre 20 e 30 minutos, para apenas 5 minutos, exigindo o envolvimento de equipes multidisciplinares. “Vai ser uma obra de bastante complexidade, desde a área Civil, Geologia, e a parte Naval também. Precisa ter uma profundidade mínima para que esse túnel possa ser implantado sem afetar o porto de Santos”, detalhou o engenheiro.

A matéria feita em parceria com o Crea-SP apresenta a Engenharia como uma ferramenta essencial de utilidade pública, conscientizando a sociedade sobre como a atuação de profissionais registrados e habilitados contribui para garantir o funcionamento das cidades e a qualidade de vida da população.

Produzido pela CDI Comunicação

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