Saiba quais são as medidas preventivas para evitar queimadas

27 de agosto de 2024, às 13h03 –
Tempo de leitura aproximado: 3 minutos

O estado de São Paulo está em alerta: são mais de 16 regiões sob o risco de incêndios florestais, de acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), da Defesa Civil. Em todo o País, o número de incêndios florestais praticamente dobrou se comparado com o mesmo período do mês de agosto de 2023. Em São Paulo, as áreas de maior risco são: capital paulista, Região Metropolitana (incluindo a Capital), Araçatuba, Araraquara, Barretos, Bauru, Campinas, Franca, Itapeva, Marília, Presidente Prudente, Registro, Ribeirão Preto, São José dos Campos, São José do Rio Preto e Sorocaba.

Para orientar a população sobre quais medidas devem ser tomadas neste período de seca intensa, a engenheira agrônoma Marília Gregolin, diretora do Crea-SP, elenca as principais prevenções a serem adotadas tanto nas áreas urbanas quanto nas rurais.

“Estamos em uma situação difícil com altas temperaturas e umidade relativa do ar muito baixa, o que cria ambientes propícios a incêndios, que ocorrem com maior frequência nesta época do ano. Uma das principais medidas a serem tomadas é com relação ao descarte inapropriado de bitucas de cigarro. Muitas vezes o descarte pela janela do veículo, por exemplo, pode causar um princípio de queimada. Além disso, não se deve jogar lixo ou entulhos em terrenos baldios ou à margem de rodovias. Não utilizar o fogo para limpeza de terrenos e optar pela roçagem ou a capina. E, claro, também não optar pela queima de resíduos”, complementa.

Sobre as queimadas em áreas agrícolas, a engenheira ressalta que a vegetação seca facilita a expansão do fogo, pois as faíscas se espalham rapidamente. “O solo precisa de matéria orgânica para manter a sua umidade, sendo uma forma de evitar incêndio e queimada em áreas agrícolas. Também é preciso evitar o fogo para a formação ou renovação de pasto”, recomenda. Outro ponto elencado pela engenheira é com relação aos aceiros, que são faixas de terra sem vegetação, que geralmente ficam próximas às cercas. “Quanto mais larga for a faixa de terra sem vegetação, melhor, porque evita que o fogo se alastre”, observa Marília.

Reduzir a presença de materiais inflamáveis próximos às áreas de cultivo, como gasolina, álcool, tintas vernizes e solventes, e substâncias removedoras, também é outra recomendação da engenheira. “É importante prevenir incêndios e queimadas na agricultura ou próximo às áreas cultivadas porque, além de destruir toda a lavoura, causando prejuízo enorme ao produtor rural, também reduz a qualidade do solo. Outros fatores preocupantes são o aumento no número de mortes de animais, impacto na saúde humana, ocasionando problemas respiratórios, principalmente em crianças e idosos. Há ainda a preocupação com o efeito estufa e o impacto direto no agravamento da crise climática”, relata.

Os incêndios e queimadas próximos às rodovias trazem riscos para os usuários das estradas, afetando a visibilidade dos motoristas, o que pode causar acidentes. “Ações de conscientização e campanhas de sensibilização são fundamentais para evitar queimadas”, finaliza a engenheira.

Produzido pela CDI Comunicação

Outras notícias

freepik_engenheiro-agronomo-cacau-walking-between-rows-of-cacao-trees-carrying-clipboard_0001

A Engenharia por trás da Páscoa: do cacau ao chocolate

Leia a notícia
AdobeStock_1872582843_Preview

Dia das Telecomunicações exalta evolução e o papel da Engenharia

Leia a notícia
260219_CREASP_Dir-16-scaled-e1775076482174

Vice-presidente Fernando Rosa assume exercício da presidência do Crea-SP

Leia a notícia
1001222147

Crea-SP chega ao marco de 50 unidades do CreaLab Coworking com inauguração em Vargem Grande Paulista

Leia a notícia

Acesse nossos serviços ou entre em contato com o Crea-SP para orientações.