No segundo dia da 74ª SOEA a palestra sobre “Inserção Internacional do Sistema Confea/Crea – Avanços e Perspectivas”, ministrada pelo presidente da Fédération Mondiale des Organisations d'Ingénieurs – FMOI, Jorge Spitalnik, e pela presidente da Unión Panamericana de Asociaciones de Ingenieros – UPADI, Maria Tereza Dalenz Zapata, com participações da presidente eleita da UPADI, Maria Teresa Pino, e dos vice-presidentes da entidade para o Caribe, Região Bolivariana, América Central, Cone Sul e América do Norte, respectivamente Benjamin Colucci, Diana Spinoza, Lucas Blasina e Raymond Issa, além de Aridai Herrera, secretário da UPADI, trouxe à baila um assunto de grande interesse para os profissionais que enxergam possibilidades de trabalho em outros países e também para empresas que optam pela contratação de estrangeiros: a mobilidade internacional das pessoas físicas que atuam nas diversas profissões do Sistema Confea/Crea.
Segundo Spitalnik, “a união dessas entidades para discussão da causa comum em eventos como a SOEA é de crucial importância na busca pela uniformização de conteúdos acadêmicos, com uma qualidade de formação educacional que possa levar os profissionais a práticas compatíveis com as exigências de outros países”. O presidente da FMOI afirmou em sua apresentação que “a FMOI, a UPADI, o CONFEA e a FEBRAE, juntos com outros organismos internacionais, têm construído acordos binacionais e até mesmo multilaterais que possibilitarão a tão desejada mobilidade internacional”.
Maria Teresa Dalenz informou que a UPADI, criada em 1949 com 16 países, conta hoje com 29 membros, e resumiu as funções legislativa e técnica do órgão, afirmando que sua principal missão é fomentar a atualização e a capacitação profissional por meio de congressos e eventos do gênero. Quanto à inserção da mulher nas Engenharias, a palestrante disse que as novas gerações têm lutado mais pela equidade de gênero, “mas ainda encontramos problemas gerados por preconceito nos campos laboral, acadêmico, social, político, cultural e de comunicação. Os estereótipos ainda prevalecem, quando alegam que nossas atividades não são carreira de mulher”. Maria Teresa finalizou sua participação apresentando resumos biográficos de várias profissionais que passaram para a história por conta de feitos tecnológicos inspiradores.
Maria Teresa Pino falou sobre a complexidade da padronização dos perfis profissionais. “Os currículos são diferentes em cada país, os modelos de regulação profissional também, pois cada região tem as suas particularidades, mas só os tratados e protocolos comuns podem levar os profissionais a uma circulação internacional”. Segundo a presidente eleita da UPADI, “o trabalho das nossas instituições vem progredindo com a elaboração de documentos como o Acordo Marco e o Código de Ética, além da prescrição de Soluções para Controvérsias”. “Na verdade – frisou – já somos reconhecidos como assessores dos governos para o projeto de livre circulação internacional de profissionais”.
Benjamin Colucci falou sobre Segurança Rodoviária, “a prioridade nº 1 na Costa Rica”, salientando que os países pan-americanos precisam se aprimorar no quesito educação e prevenção de acidentes de trânsito. Para Diana Spinoza, “o desenvolvimento da construção civil e das infraestruturas requer a concepção de um engenheiro universal, mas à medida em que o certificamos, certamente encontraremos problemas de corrupção, o que temos de combater veementemente”. Lucas Blasina reforçou a necessidade de enfrentar o desafio da união pan-americana, Raymond Issa conclamou os profissionais à tarefa de incentivar as novas gerações para as carreiras da Engenharia e Aridai Herrera adotou a mesma linha de pensamento, afirmando que “é necessário que a juventude se enamore pela profissão”.
Neste link, leia a matéria da cerimônia de abertura do evento.
Neste link, leia a matéria "Agricultura na Amazônia".
Produzido pelo Departamento de Comunicação do Crea-SP
Reportagem: Jorn. Guilherme Monteiro – DCO/SUPCEV
Foto: Dimitri Casimiro Lambert
Colaboração: Jane Tanan – Estagiária de Jornalismo
