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Acesso em 17/04/2024 às 03h41.

Área Tecnológica na Mídia – 1 a 5/04/2024

Confira as notícias da semana

5 de abril de 2024, às 8h04 - Tempo de leitura aproximado: 25 minutos

 

Com o objetivo de diminuir o uso de antibióticos na agricultura, um grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) trabalha em uma estratégia de controle biológico contra uma bactéria gram-positiva denominada Bacillus cereus, que pode causar intoxicação alimentar e está muito presente em vegetais de folhas verdes e na indústria de laticínios. De acordo com Fernanda Coelho, pós-doutoranda no Instituto de Física de São Carlos (IFSC-USP) e primeira autora do artigo, o trabalho se baseia em um conceito conhecido como terapia fágica, isto é, no uso de vírus capazes de infectar bactérias (conhecidos como bacteriófagos ou apenas fagos) para tratar infecções em seres humanos, animais ou plantas. Esses fagos produzem a endolisina, uma enzima capaz de reconhecer e romper a parede celular das bactérias. No estudo, foi usada uma endolisina específica, produzida por meio de biotecnologia, associada a nanopartículas de prata, que também possuem efeito antimicrobiano. Esse sistema mostrou atividade contra cepas de Bacillus cereus, algo que foi verificado tanto por meio de ensaios in vitro como em imagens de microscopia eletrônica de transmissão e de varredura. Com o pedido de patente já encaminhado, Coelho e sua equipe acreditam que esse é um sistema que pode ser utilizado na agricultura, por meio de um processo de pulverização em hortaliças, ou adicionado em amostras de leite durante o processo de pasteurização, com o intuito de reduzir a contaminação pela B. cereus, explica o gizmodo.

 


Um jato de aparência futurista poderá em breve substituir a problemática frota da Boeing. A Federação de Aviação Americana (FAA) aprovou os voos de teste do Pathfinder, que acomoda 250 passageiros dentro de uma aeronave modelada a partir do bombardeiro Stealth B-2, da Força Aérea dos EUA. A JetZero pretende ser a ‘SpaceX da aviação’, reduzindo o uso de combustível e as emissões em 50% em comparação com outras companhias aéreas. A aprovação da FAA considera que os planos da JetZero são seguros o suficiente para permitir que a empresa comece a fabricar um modelo Pathfinder em tamanho real, para então começar os testes. A aeronave tem envergadura de asa mais estreita e não tem cauda, o que diminui a quantidade de arrasto e o torna mais leve do que outros aviões comerciais. Embora o protótipo atual seja menor do que os atuais aviões comerciais, a versão final provavelmente será idêntica – apresentando o corpo de asa combinada de aparência futurista. Mas, ao contrário do Bombardeiro B-2, o Pathfinder tem um corpo principal maior e pode atingir altitudes mais elevadas com menos combustível. A empresa também estendeu as asas do jato e eliminou a cauda dos aviões padrão, para criar uma aeronave mais leve e reduzir o arrasto. A empresa diz que, por causa de seu formato inovador, pode acomodar o mesmo número de pessoas de um avião comercial normal, mas sem comprometer o espaço para as pernas, relata a Época.

 


Um grupo de pesquisadores da Universidade de Aston, na Inglaterra, estabeleceu um novo recorde mundial de velocidade de internet. Usando uma fibra ótica padrão, os cientistas registraram a velocidade de 301 Tbps — isto é, 301.000.000 Mb/s. Para os padrões atuais, 301 Tb equivalem a baixar cerca de 9 mil filmes em alta definição em um segundo. Nessa velocidade, é possível fazer download de todos os filmes listados no Internet Movie Database (IMDb) em apenas um minuto, por exemplo. No experimento, os pesquisadores utilizaram um sistema de fibra ótica tradicional, capaz de alcançar bandas específicas, com comprimento de onda diferenciado. Assim, a velocidade da internet ficou 4,5 milhões de vezes mais rápida que a conexão média no Reino Unido. Em comparação, a velocidade média das conexões no país é de 69,4 Mbps, segundo o relatório mais recente da Ofcom — agência do governo responsável por regulamentar os serviços de comunicação. Já no Brasil, de acordo com dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a velocidade média registrada era de 415 Mbps, em junho de 2023. Para alcançar a velocidade recorde, os cientistas apostaram na capacidade da fibra ótica de transmitir informações pela luz que percorre tubos de vidro quase tão finos quanto fios de cabelo. Como a fibra ótica utiliza luz, foi necessário abrir novas faixas de comprimento de onda. Com isso, os pesquisadores conseguiram transmitir outros tipos de luz pelos cabos. A fim de acessar as faixas inativas, a dupla utilizou dispositivos chamados amplificadores ópticos e equalizadores de ganho óptico, explica o gizmodo.

 


A unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) realizou, no dia 26 de março, uma visita técnica à fábrica da Asta, em Cerquilho. A empresa produz fios e cabos destinados a enrolamentos de motores, transformadores e geradores, e sua qualidade é reconhecida internacionalmente. A equipe da Embrapii-UFSCar-Materiais que visitou as instalações da fábrica vai propor um projeto que envolve a adequação da destinação dos resíduos da produção, tratamento e descontaminação do solo. A unidade da Asta possui três estágios: trefilação (tração das peças e estiramento do material); esmaltagem (isolamento térmico e elétrico dos fios) horizontal e vertical; e laminação (operação para enrolar o fio e passar uma camada de papel). A empresa constatou um rompimento, que gerou a contaminação do solo por óleo, entre as trefilações 2 e 3. O objetivo da parceria entre a Asta e a Embrapii-UFSCar é promover o destino correto do solo contaminado, buscando viabilidade técnica e econômica. Atualmente, a Asta tem um plano de tratamento que consiste na desativação temporária de algumas máquinas da fábrica para tratamento do solo contaminado e reposição de solo novo. Além dos custos desse processo, a desativação temporária das máquinas preocupa a Diretoria de Operações. O projeto da Embrapii-UFSCar vai elaborar uma proposta que garanta a qualidade das operações, a preservação do solo e o descarte correto dos resíduos gerados na produção. A unidade Embrapii UFSCar-Materiais é vinculada ao Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia do Campus São Carlos.

 


Cientistas desenvolveram um sistema de dessalinização movido a energia solar. O novo sistema foi desenvolvido por pesquisadores do King’s College London em parceria com o MIT e o Instituto Helmhotz, informa Olhar Digital. O sistema usa membranas especializadas para canalizar íons de sal em um fluxo de salmoura, para ser separado da água, deixando-a fresca e potável. A equipe de pesquisadores desenvolveu uma maneira de ajustar flexivelmente a voltagem e a taxa com que a água salgada flui pelo sistema. Isso permitiu ajustar a quantidade de luz solar disponível sem comprometer a quantidade total de água potável produzida. A equipe inicialmente coletou informações na vila de Chelleru, perto de Hyderabad, na Índia (onde 60% da terra contém água salgada). Eles usaram essas informações para recriar as mesmas condições em uma vila no Novo México, nos EUA. Lá, converteram com sucesso até dez metros cúbicos de água doce – o suficiente para abastecer três mil pessoas por dia. O processo continuou independentemente de o Sol estar obscurecido por nuvens ou chuva. A tecnologia pode expandir as fontes de água disponíveis para as comunidades além das tradicionais. Ao fornecer água de fontes salinas não contaminadas, também pode ajudar a combater a escassez de água ou emergências inesperadas, quando os suprimentos de água convencionais são interrompidos, como os recentes surtos de cólera na Zâmbia. Esse sistema de baixo custo é ‘semelhante a uma bateria’ e oferece novas maneiras de dessalinizar água. “Ao eliminar a necessidade de um sistema de rede, e cortar a dependência da tecnologia de bateria em 92%, nosso sistema pode fornecer acesso confiável a água potável segura, totalmente livre de emissões e com um desconto de 22% em comparação com os métodos tradicionais”, afirma Wei He, professor sênior de Engenharia no King’s College London.

 


A expertise tecnológica de Taiwan não apenas desempenhou um papel vital na mitigação dos danos causados pelo terremoto, mas também foi fundamental na resposta rápida e eficaz à emergência. Além do sistema sofisticado de resposta a desastres, a ilha tem aproveitado tecnologias avançadas para monitorar e avaliar danos, ressalta o Invest News. Por exemplo, sistemas de sensoriamento remoto e georreferenciamento foram empregados para mapear áreas afetadas e direcionar equipes de resgate de forma precisa e eficiente. Além disso, algoritmos de análise de dados foram utilizados para processar informações em tempo real, permitindo uma tomada de decisão mais ágil por parte das autoridades. O uso de drones equipados com câmeras de alta resolução também auxiliou na inspeção de infraestruturas danificadas, fornecendo imagens detalhadas para avaliação de danos estruturais. Essas tecnologias não apenas demonstram a vantagem competitiva de Taiwan em semicondutores, mas também destacam sua capacidade de inovação e adaptação em situações de emergência. 

 


O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) informou que no mês em que se comemorou o Dia Mundial da Meteorologia, em 23 de março, que o Centro Integrado de Meteorologia Aeronáutica (CIMAER) concluiu a absorção integral do serviço VOLMET, que permite o acesso direto pelas aeronaves em voo, por meio de ‘data link’, das informações meteorológicas operacionais disponíveis no banco de dados do DECEA. A interface de acesso é pelo ‘Multifunction Control Display Unit’ (MCDU), disponível no painel das aeronaves. Até então, o serviço era prestado pelos Centros Meteorológicos de Vigilância, localizados no Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Espaço Aéreo (CINDACTA), com sedes em Brasília, Curitiba, Recife e Manaus, reporta Aeroin. Para que o serviço fosse concentrado integralmente pelo CIMAER, foram ativadas as Células Regionais de Meteorologia nos CINDACTA, o que proporcionou a transferência de forma gradual e ininterrupta. De acordo com o comandante da unidade, Coronel Especialista em Meteorologia José Messias Rocha Mendonça, o apoio do DECEA foi fundamental para a finalização do processo. O VOLMET disponibiliza a transmissão de informações meteorológicas em tempo real durante o voo, contribuindo para rotas mais seguras e eficientes. Os operadores fornecem aos pilotos dados sobre ventos, visibilidade, nuvens, temperatura, pressão atmosférica e outros fatores meteorológicos que podem afetar as operações aéreas. O CIMAER presta o Serviço Meteorológico Aeronáutico de Vigilância e Previsão e contribui com a segurança e a eficiência do tráfego aéreo.

 


Com o objetivo de diminuir o uso de antibióticos na agricultura, pesquisadores da USP trabalham em uma estratégia de controle biológico contra uma bactéria denominada Bacillus cereus, que pode causar intoxicação alimentar e está presente em vegetais de folhas verdes e na indústria de laticínios. Resultados do projeto foram publicados na revista Biocatalysis and Agricultural Biotechnology, relata a Agência Fapesp. Segundo a pesquisadora Fernanda Coelho, o trabalho se baseia em um conceito conhecido como terapia fágica ― uso de vírus capazes de infectar bactérias (conhecidos como bacteriófagos ou apenas fagos) para tratar infecções em seres humanos, animais ou plantas. Esses fagos produzem a endolisina, uma enzima capaz de reconhecer e romper a parede celular das bactérias. No estudo, foi usada uma endolisina específica, produzida por meio de biotecnologia, associada a nanopartículas de prata, que também possuem efeito antimicrobiano. Esse sistema mostrou atividade contra cepas de Bacillus cereus, que foi verificado tanto por meio de ensaios in vitro quanto em imagens de microscopia eletrônica de transmissão e de varredura. A terapia fágica é muito empregada nos EUA e na Europa, tanto na área da saúde quanto na agricultura. Há vários estudos que comprovam que há vírus altamente seletivos para bactérias específicas, justamente por causa dessa proteína chamada endolisina. “O vírus usa essa enzima para entrar na bactéria, tornando lisa a parede celular bacteriana e causando sua morte”, explica a pesquisadora. Com o pedido de patente já encaminhado, os pesquisadores acreditam que o sistema pode ser utilizado na agricultura, por meio de um processo de pulverização em hortaliças, ou adicionado em amostras de leite durante o processo de pasteurização, para reduzir a contaminação pela Bacillus cereus.

 


O Programa de Melhoramento Genético da Raça Girolando (PMGG) está focado na questão da tolerância dos bovinos às condições climáticas, especialmente em relação ao calor, que impacta diretamente na produção leiteira. O estudo utiliza o Índice de Temperatura e Umidade (ITU) para prever os valores genômicos dos touros da raça, uma vez que esse índice compreende tanto a temperatura quanto a umidade relativa do ar, oferecendo uma medida mais abrangente das condições ambientais que afetam o bem-estar dos animais. A análise revelou que animais com maior resistência ao calor possuem valores genômicos mais altos para essa característica. Esse enfoque é crucial devido ao aumento das ondas de calor, impulsionadas pelas mudanças climáticas e eventos como o El Niño, que têm sido frequentes em diversas regiões do Brasil, especialmente na região Centro-Sul, onde está concentrada a maior parte da produção leiteira do país. A pesquisa que resultou no Índice de Eficiência Tropical, utilizado para seleção genética, analisou dados de cerca de 650 mil controles leiteiros, correlacionando a produção de leite com o ITU, obtido por meio de estações meteorológicas nas propriedades participantes. Essa abordagem estatística permite identificar as diferenças genéticas na resposta dos animais às variações de temperatura e umidade, contribuindo para a seleção de animais mais resistentes. Além disso, o programa classifica os touros de acordo com sua sensibilidade ambiental, dividindo-os em categorias como sensíveis positivos, sensíveis negativos e robustos. Essa classificação ajuda os criadores a escolherem os animais mais adequados para suas condições climáticas específicas, visando obter uma progênie mais tolerante ao estresse térmico e reduzindo as perdas produtivas causadas pelos fatores climáticos, reporta o Embrapa.

 


Um estudo realizado pela Universidade Tecnológica de Nanyang de Singapura descobriu que o uso de tinta fria pode ser uma solução eficaz para reduzir a temperatura ambiente em áreas urbanas e combater o fenômeno da “ilha de calor urbana”. Segundo a Agência Brasil, a equipe de pesquisa selecionou duas áreas na cidade de Singapura para o estudo. Em uma dessas áreas, quatro edifícios retangulares foram revestidos com tinta fria em telhados, paredes e pavimentos das ruas, enquanto a área adjacente permaneceu sem o revestimento. Sensores ambientais foram utilizados para monitorar diferentes variáveis, como temperatura do ar e da superfície, umidade e radiação solar, ao longo de dois meses. Os resultados mostraram uma redução significativa na quantidade de calor liberado pelas superfícies revestidas com tinta fria, com uma diminuição de até 30% em comparação com as áreas não revestidas. Durante o período mais quente do dia, a diferença de temperatura chegou a 2°C entre as áreas revestidas e não revestidas. A tinta fria possui aditivos que refletem o calor do sol, o que reduz a absorção e emissão de calor pelas superfícies tratadas. Os telhados revestidos com tinta fria refletiram 50% mais luz solar e absorveram 40% menos calor do que os telhados convencionais durante os períodos mais quentes do dia.

 


Pesquisadores da Petrobras, do Serviço Geológico do Brasil (SGB) e de dez universidades de estados da região geográfica da Margem Equatorial, além de duas instituições de pesquisa do Sudeste, embarcaram no dia 30 de março numa expedição científica a bordo de um navio de pesquisa operado pela Marinha do Brasil. Durante 30 dias, cientistas se concentrarão em estudos sobre a geologia marinha da região, que se estende do Rio Grande do Norte ao Amapá ― é a mais promissora nova fronteira exploratória em águas profundas, registra o Agora RN. “Será nossa segunda expedição na área. Pretendemos intensificar os estudos e atualizar dados. No futuro, planejamos aplicar tecnologias semelhantes às utilizadas na Bacia de Santos, como inteligência artificial, drones e sensoriamento remoto”, disse o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates. O número de cientistas na expedição aumentou de oito para 28 e o de universidades participantes, de duas para 12. “Grande parte do conhecimento sobre os ecossistemas marinhos das bacias de Campos e de Santos foi possibilitado pela Petrobras. Agora, buscamos fazer o mesmo na Margem Equatorial”, explica Carlos Travassos, diretor de Engenharia, Tecnologia e Inovação. A expedição fornecerá informações à comunidade científica e permitirá o monitoramento dos componentes ambientais relevantes da Margem Equatorial, como habitats e grupos biológicos sensíveis, etapa crucial para futuros programas ambientais que visem à biodiversidade nas áreas de atuação da Petrobras. Os estudos serão conduzidos com a coleta de material entre 130 e 800 metros de profundidade, a 150 km da costa, na parte marítima do Amapá.

 


O setor de construção foi apontado por muito tempo como um dos mais atrasados na adoção de tecnologias, mas atualmente é possível ver grandes avanços. A tecnologia tem sido aliada para transformar esse cenário. Para promover esse debate, o Ecossistema Tecnológico da Softplan para a Indústria da Construção ― formado por Sienge, Construmarket, CV CRM, Prevision, eCustos e GO Gestor Obras ― organizará a palestra ‘A revolução dos dados: uma nova realidade para alcançar alta performance na indústria da construção’, quarta-feira (3), na FEICON 2024, reporta a Agência CBIC. O foco é mostrar como a tecnologia promove a eficiência operacional na indústria da construção. “Todos os dias os canteiros de obras geram enorme quantidade de dados. Essas informações são praticamente impossíveis de serem analisadas manualmente, mas podem ser trabalhadas e visualizadas com soluções por especialistas. É fundamental que os gestores da construção civil promovam uma mudança de mindset e reconheçam o ganho direto na eficiência operacional da cadeia que a tecnologia oferece”, afirma Guilherme Quandt, diretor de Estratégia da Softplan. É comum canteiros de obra pouco conectados ao escritório. A integração de softwares de gestão permite que todos os envolvidos consigam trocar informações. “O resultado é um ganho em governança, que gera previsibilidade ao setor, evitando desperdícios, auxiliando a manter os prazos e trazendo uma gestão mais assertiva”, destaca Quandt. A Inteligência Artificial será o destaque das novidades do CV CRM, que desenvolveu uma tecnologia para agilizar a digitalização de documentos. Independentemente do formato do arquivo, a IA identifica os dados e exporta para o software, evitando erros de digitação e descartando ações manuais. E permite buscas por informações mediante comandos de voz, como nos assistentes pessoais Alexa e Siri, por exemplo.

 


Muitas empresas de importação e exportação estão enfrentando a questão da pegada de carbono associada ao transporte marítimo de carga. Os navios de carga representam 2,9% das emissões globais de CO2, e a União Europeia está implementando medidas para tornar os combustíveis fósseis menos atrativos para os navios cargueiros. Uma das alternativas mais promissoras é o metanol verde, que não emite poluentes e é produzido a partir de fontes renováveis. A Maersk, uma das principais operadoras de cargueiros, foi a primeira a adotar uma embarcação movida a metanol verde, a Laura Maersk, e planeja encomendar mais 24 navios do tipo até 2028. Determinada a atingir a neutralidade de carbono até 2040, a Maersk também fundou a C2X, uma empresa especializada na produção de metanol verde. Outra empresa que está investindo em combustíveis alternativos é a Cosco, que anunciou um projeto de cooperação para desenvolver o uso de metanol verde em sua frota. Além do metanol verde, a amônia verde também é considerada uma alternativa promissora aos combustíveis fósseis. Empresas como a Fortescue, uma mineradora australiana, estão planejando usar amônia verde para abastecer seus cargueiros e reduzir suas emissões de carbono. Essas iniciativas refletem um movimento crescente em direção a soluções mais sustentáveis no transporte marítimo de carga, em resposta às preocupações ambientais e às regulamentações cada vez mais rígidas. A demanda global por metanol, principalmente pela variedade verde, deverá atingir a marca de 300 milhões de toneladas por ano em 2050, o triplo do tamanho desse mercado hoje. Para atender a essa demanda, a família que controla a Maersk montou uma segunda empresa, a C2X, especializada na produção de metanol verde, com a meta de produzir 3 milhões de toneladas por ano até 2030. Esses esforços indicam uma mudança significativa em direção a um transporte marítimo mais sustentável e com menores impactos ambientais, reporta a Época.

 


Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) analisaram o Plano de Desenvolvimento e Proteção Ambiental da bacia hidrográfica Billings, de 2017, com o objetivo de identificar suas limitações e potenciais oportunidades, especialmente no que diz respeito à inclusão da pesca artesanal como atividade econômica e ao manejo sustentável dos recursos hídricos. A Represa Billings, localizada na Região Metropolitana de São Paulo, abastece cerca de 1,5 milhão de pessoas em diversos municípios, incluindo a capital. No entanto, o reservatório está em estado de degradação devido à ocupação irregular da área desde a década de 1980, resultando em problemas ambientais, como a poluição, e sociais, com mais da metade da população local em situação de vulnerabilidade, descreve o gizmodo. O estudo destaca a importância de se considerar os efeitos das mudanças climáticas no planejamento dos recursos hídricos da região, especialmente para garantir o abastecimento de água a longo prazo. Além disso, ressalta a necessidade de estratégias de recuperação das bacias hidrográficas já existentes na região, em vez de investir em obras de transposição de águas de outras bacias, como tem sido comum. A pesquisadora Larissa Ribeiro Souza, autora do estudo, enfatiza que o Plano de Desenvolvimento e Proteção Ambiental da Billings poderia oferecer soluções significativas se fosse aprimorado para incorporar estratégias mais sustentáveis e de longo prazo. Ela sugere que a inclusão da pesca artesanal e o manejo adequado dos recursos hídricos poderiam não apenas impulsionar a economia local, mas também contribuir para a preservação ambiental e a melhoria das condições de vida da população da região.

 


As lajes de EPS, também conhecidas como ‘lajes de isopor’, têm feito cada vez mais parte da construção civil, por causa da economia de materiais e da sustentabilidade ambiental, destaca Engenharia 360. É um sistema construtivo pré-moldado que utiliza placas de poliestireno expandido ou EPS como elemento principal. Essas placas possuem características únicas de leveza e resistência. Já a superfície da laje é revestida com concreto, garantindo resistência estrutural. Armações de aço são distribuídas na forma, garantindo mais segurança. A montagem começa com a instalação do escoramento (pilares, vigas e tábuas de madeira, dimensionadas segundo o projeto estrutural), dando suporte à laje durante a concretagem. Depois, são posicionadas as vigotas treliçadas, devidamente espaçadas e formando a estrutura interna da laje. As placas de EPS são instaladas entre as vigotas, posicionadas com cuidado para evitar folgas ou sobreposições. A concretagem é feita via bombeamento, preenchendo a superfície. Depois a laje deve ser protegida e curada. Durante a cura, é importante manter a laje úmida para evitar fissuras. Depois de 28 dias, o escoramento pode ser removido e a laje EPS está pronta para receber acabamento, como revestimento de piso e pintura. A laje EPS oferece um espaço adequado para a instalação de sistemas hidráulicos e elétricos. O corte preciso das placas facilita a passagem e fixação de tubulações e conduítes, evitando desperdício de material. É 40% mais leve em comparação às lajes tradicionais de concreto ou lajotas cerâmicas. Mesmo leve, a laje EPS é capaz de suportar cargas elevadas. Estudos realizados na Engenharia comprovam que esse modelo de laje atende plenamente aos requisitos técnicos de resistência. O sistema diminui a passagem de sons entre pavimentos e oferece mais conforto térmico.

 


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) gerencia três estações meteorológicas em Sorocaba. Há outra estação na cidade, que também coleta os dados climatológicos. O equipamento fica no campus Sorocaba da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). A estação automática modelo Davis, instalada em 2021, coleta dados sobre precipitação de chuva, velocidade e direção de vento, temperatura e umidade do ar, temperatura do solo, radiação ultravioleta (UV) e raio ultravioleta A (UVA), reporta o Cruzeiro do Sul. Apesar de realizar praticamente as mesmas medições que as das estações existentes na Faculdade de Tecnologia (Fatec) e na Floresta Nacional de Ipanema (Flona), a estação da universidade federal não faz parte do radar do Inmet. A situação deve ser regularizada pela responsável pela estação, a engenheira florestal Kelly Tonello. Segundo ela, estudos anteriores apresentaram diferenças climatológicas entre as três estações. Por isso, é importante que Sorocaba passe a usar também a da UFSCar. “Os ambientes são completamente diferentes. Já verificamos que os dados medidos por elas [estações] apresentavam diferenças em diversos elementos. A Fatec fica em uma área mais urbanizada; a Flona é um espaço de preservação; e aqui é o meio termo, uma área suburbana”, explicou. A estação está programada para fazer leituras em um intervalo pré-programado e enviá-las ao sistema. “Para conseguir ver os dados da estação, preciso fazer o download. Então, precisa ter uma pessoa lá para descarregar os dados diários. Ela é automática, mas não 100%. Ela não disponibiliza os dados full time no sistema”, explicou Kelly. A leitura é feita a cada 10 minutos. A engenheira recebe os dados pelo dispositivo chamado Datalogger. Em seguida, os dados vão para o sistema. Antes,eram mensurados a cada hora, mas com a demanda de universitários e docentes de áreas que usam a climatologia o intervalo foi diminuído.

 


Os maiores inimigos dos painéis solares são as nuvens. Para resolver esse problema, a Agência Espacial Europeia propôs instalar placas fotovoltaicas no espaço. O projeto Solaris vai investigar se é economicamente viável ― e tecnologicamente possível ― colocar estruturas solares em órbita, utilizá-las para captar a energia solar e enviá-la à Terra. A iniciativa poderia ajudar a suprir a demanda terrestre na próxima década. E representar de 10% a 15% do consumo energético da União Europeia, contribuindo com a meta do bloco de atingir a neutralidade de carbono até 2050, relata Um Só Planeta. No topo da atmosfera, uma altitude de mais de 35 mil km, daria para capturar os raios solares continuamente. E direcionar a energia capturada para a nossa rede elétrica. A ideia em discussão é transmiti-la na forma de radiação de micro-ondas para estações receptoras, que precisariam ser construídas no solo terrestre. Elas converteriam a energia novamente em eletricidade e alimentariam nossas tomadas. O equipamento lá de cima precisaria ter 1,7 km de comprimento. Para efeito de comparação, o edifício mais alto do mundo, o Burj Khalifa, em Dubai, tem 828 metros de altura. A Estação Espacial Internacional tem 109 metros de comprimento. “Seria a maior estrutura colocada em órbita pela humanidade”, declarou Sanjay Vijendran, que chefia o programa Solaris. Ele está incumbido de comprovar a viabilidade do projeto até 2025. Caso a União Europeia dê aval para o programa avançar, a equipe de Vijendran estaria liberada para demonstrar em órbita o funcionamento da tecnologia – o lançamento é estimado para meados de 2030. “A ideia da energia solar baseada no espaço não é mais ficção científica”, afirmou Vijendran  à rede BBC. “O potencial existe, agora precisamos entender os caminhos tecnológicos possíveis antes que uma decisão relacionada à construção de algo no espaço possa ser tomada”, frisou. Um único satélite de energia solar na escala planejada geraria cerca de 2 gigawatts, o equivalente a uma central nuclear convencional. São necessários mais de 6 milhões de painéis solares na superfície da Terra para gerar essa mesma quantidade.

 


Um financiamento de R$ 729,7 milhões para a Be8, líder nacional na produção de biodiesel, foi aprovado pelo BNDES para a construção de fábrica de etanol e farelo a partir do processamento de cereais (trigo, triticale e milho) em Passo Fundo (RS). A usina será flexível para a produção de etanol anidro, que pode ser adicionado na gasolina, ou hidratado para o consumo direto, e terá capacidade de 209 milhões de litros/ano, o que equivale a 20% da demanda do Rio Grande do Sul, que importa o produto de outros estados. A nova fábrica vai processar 525 mil toneladas por ano de cereais para produção de etanol e farelo, relata a Exame. Para o diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, José Luis Gordon, “o projeto reúne diversos elementos de inovação e bioeconomia que constam da nova política industrial do presidente Lula: a produção nacional de biocombustível, a utilização de novas matérias-primas, como o trigo, e a consequente redução na emissão de poluentes na atmosfera”, avaliou. Segundo o diretor, o projeto inclui o reuso de resíduos e a eliminação do lançamento de efluentes líquidos. O presidente da Be8, Erasmo Carlos Batistella, disse que o investimento promove o desenvolvimento de uma tecnologia genética para produção de trigo específico para matéria-prima de etanol. Terá também autoprodução de energia elétrica com cogeração a partir de biomassa e a oferta de energia excedente será disponibilizada na rede de distribuição do município. Não haverá lançamento de efluentes líquidos, que serão utilizados para produção de vapor no processo de produção.

 

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