Palestras simultâneas e espaços de coworking: como foi o Colégio de Inspetores 2026
1 de abril de 2026, às 15h54 - Tempo de leitura aproximado: 3 minutos
Quem entrava na Arca, em São Paulo, no dia 28 de março, não acreditava que ali estava acontecendo o Fórum de Infraestrutura e Políticas Públicas e Colégio de Inspetores 2026. Isso porque o silêncio era quase absoluto, apesar de todos os palestrantes e painelistas estarem nos palcos ao mesmo tempo. Os eventos adotaram o formato de “silent conference”, ou palestra silenciosa, em que os participantes utilizam fones de ouvido para ouvir as palestras, permitindo que várias apresentações ocorram no mesmo espaço sem interferências. Não era necessário se deslocar para mudar de palco, bastava trocar o canal de transmissão do aparelho.
Para a engenheira civil Laís Pavlu Zarpelon, inspetora em Paulínia, as palestras simultâneas tornaram os eventos mais dinâmicos. “Escolher o que ouvir fez toda a diferença. Além da facilidade de mudar a frequência e sentir como estavam os outros palcos, gostei muito das palestras silenciosas, porque deixam tudo mais organizado e ajudam a focar mais. Senti que dá até para se conectar mais com o palestrante, porque evita distrações”, afirmou.

E como a Engenharia não para, os cerca de 4 mil profissionais da área tecnológica dispuseram de coworkings da Rede CreaLab/Confea-X para trabalhar enquanto aproveitavam a programação dos eventos. “Existem obras e projetos em andamento com prazos curtos. Então, ter um espaço como esse é ótimo, porque a gente pode sentar aqui e discutir um projeto multidisciplinar, encontrar os colegas e tirar dúvidas, e atender a demanda a tempo”, elogiou o Eng. Amb. Rafael Henrique Gonçalves, de Espírito Santo do Pinhal.
Experiências imersivas
Além de debater o que sustenta o futuro das cidades, os engenheiros, agrônomos e geocientistas tiveram experiências memoráveis e engajadoras durante o Fórum de Infraestrutura e Políticas Públicas e Colégio de Inspetores 2026.

Os óculos de realidade virtual do estande do Confea chamaram a atenção dos visitantes. Por meio dos óculos, os profissionais simulavam a fiscalização de um apartamento, de uma obra e de uma lavoura, apontando os possíveis problemas daqueles cenários. Segundo o Eng. Seg. Trab. Rodrigo Marchini, inspetor em Piracicaba, o jogo facilita a constatação de interferências. “Normalmente, vemos tudo na planta, então visualizar em realidade virtual é muito diferente. Achei legal, porque ajuda a verificar problemas da parte hidráulica e elétrica, por exemplo”, comentou.
Informações e esclarecimentos
Enquanto discutiam propostas e soluções voltadas ao desenvolvimento da infraestrutura brasileira, os participantes do Fórum de Infraestrutura e Políticas Públicas e Colégio de Inspetores 2026 ainda puderam tirar dúvidas e receber orientações no estande do Crea-SP. Uma equipe do Conselho ficou à disposição do público para esclarecer questionamentos sobre regularização do registro profissional, atualização de dados cadastrais, emissão de boletos, programas do Crea-SP, entre outros.
A Eng. Agr. Vanda Bazzo, de Votuporanga, aproveitou a ocasião para se atualizar sobre os temas relacionados a Agricultura, Abastecimento e Bioeconomia. “Foi uma oportunidade ímpar para a gente se aprimorar, adquirir novos conhecimentos, fazer networking e trocar informações. O Crea-SP cumpre muito bem o seu papel nesse quesito”, afirmou.
Também foi possível conhecer os benefícios da Mútua, caixa de assistência dos profissionais do Crea.
Soluções inovadoras
Pensando no desenvolvimento sustentável e inovador dos municípios, o Fórum de Infraestrutura e Políticas Públicas e Colégio de Inspetores 2026 apresentou soluções criativas para o mercado das Engenharias, Agronomia e Geociências.
Um estande que fez sucesso entre os engenheiros, agrônomos e geocientistas foi o da Umbloco, que fabrica blocos de polipropileno reciclado. “Reduzimos o tempo de obra em até 80% e os custos, em até 30%, em comparação aos métodos convencionais de construção”, destacou Fábio Iori, cofundador da startup.
Outro estande que atraiu o público foi o da OTOH, que oferece monitoramento sonoro contínuo. “A OTOH identifica padrões, tendências e fontes responsáveis por ultrapassagens de limites legais. Isso permite decisões mais ágeis e fundamentadas, com menos surpresas e mais previsibilidade”, explicou Cecília Jardim, cofundadora da startup.
Produzido por CDI Comunicação