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Acesso em 04/03/2026 às 19h42.

O Dia Mundial da Engenharia para o Desenvolvimento Sustentável na prática

Crea-SP transforma o 4 de março e sua agenda global em ações e diretrizes sociais, econômicas e ambientais

4 de março de 2026, às 15h00 - Tempo de leitura aproximado: 3 minutos

A celebração do Dia Mundial da Engenharia para o Desenvolvimento Sustentável neste 4 de março reforça o papel estratégico da Engenharia no cumprimento dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas. A data, criada pela Unesco, chama a atenção para soluções que envolvem inovação tecnológica, infraestrutura resiliente, energia limpa e inclusão social, agenda que se materializa no Crea-SP por meio de ações de fomento alinhadas às dimensões ambiental, social e econômica propostas. 

Para a presidente do Crea-SP, engenheira Lígia Mackey, a atuação do Conselho está afinada com o 4 de março e as ODSs que a precederam. “A Engenharia está no centro das soluções para os grandes desafios contemporâneos. Quando incentivamos projetos sustentáveis e fortalecemos nossas entidades de classe, estamos contribuindo diretamente para cidades mais resilientes e para uma sociedade mais segura em acordo com o que a data estabelece”, explicou. 

No âmbito social e econômico, como aponta Ana Carolina Moreira, chefe da Unidade de Parcerias e Relações Institucionais (URI) do Crea-SP, existem investimentos do Conselho em curso que respondem a muitas questões dos Objetivos da ONU. O maior exemplo é a primeira edição do termo de fomento voltado à sustentabilidade da autarquia, que recebeu 101 inscrições, com 33 projetos contemplados. “O número de propostas demonstra o quanto as entidades estão mobilizadas e comprometidas com soluções técnicas aplicáveis em seus municípios. Quando oferecemos critérios claros e apoio institucional, a resposta é expressiva”, destaca. 

Entre as entregas previstas estão novas unidades do CreaLab Coworking, a implementação de energia fotovoltaica em sedes de entidades e em instituições filantrópicas, além da instalação de uma ecobarreira para retenção de resíduos em um rio (acima) e um barco-escola – entregue em Porto Ferreira (na foto abaixo) -, entre outros ao longo do ano. “Priorizamos propostas com viabilidade técnica, impacto mensurável e potencial de replicação. Não são projetos isolados, mas respostas estruturadas a desafios locais, que fortalecem as entidades de classe como polos de inovação e desenvolvimento regional”, explicou. Ela aponta ainda que tudo é acompanhado tecnicamente, o que garante que os recursos investidos se revertam em benefícios concretos para a população. 

O coordenador da Câmara Especializada de Engenharia Ambiental e Sanitária (CEEAS) do Crea-SP, Eng. Amb. Euzebio Beli enfatiza que as iniciativas apoiadas pelo fomento, como a ecobarreira instalada em Guaratinguetá e as instalações de energia solar, conectam o local ao global. “Existe um custo para melhorar o ambiente, porém é um investimento necessário. Quando o Conselho articula parcerias e incentiva boas práticas, mostra que a Engenharia atravessa e dialoga com todas as dimensões do desenvolvimento sustentável”, adianta.  

No eixo ambiental, Beli avalia que o maior desafio mundial está na adaptação climática e na construção de cidades mais resilientes. “A Engenharia é aliada fundamental na busca por equilíbrio entre desenvolvimento e preservação. Energia limpa, construções sustentáveis e gestão adequada de resíduos são caminhos essenciais para atender aos Objetivos”, explica.  

Ele destaca que o estado de São Paulo tem avançado em políticas públicas, mas ainda enfrenta desafios complexos em planejamento urbano, segurança hídrica e ampliação do corpo técnico especializado nos municípios. Portanto, fortalecer a relação entre profissionais, poder público e sociedade será decisivo para transformar vulnerabilidades em oportunidades e consolidar a Engenharia como protagonista na construção de um futuro mais sustentável. 

 

Produzido pela CDI Comunicação