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Acesso em 27/02/2026 às 02h32.

Futuro semeado: agrônomos de SP lideram ranking de satisfação no trabalho de Engenharia

Pesquisa inédita do Crea-SP mostra salários, empregabilidade e novos indicadores sobre os engenheiros que atuam na interface de tecnologia, produtividade e recursos naturais.

26 de fevereiro de 2026, às 12h10 - Tempo de leitura aproximado: 3 minutos

Os engenheiros por trás da alta performance do agronegócio no estado de São Paulo estão entre os mais satisfeitos entre todas as áreas do ecossistema de engenharias. Ao todo, 77% dos entrevistados avaliam positivamente a evolução da carreira. O levantamento é uma parceria entre o Confea e o Crea-SP. A Quaest assina a metodologia e a apuração dos dados.

A Engenharia Agronômica é a quarta colocada na lista geral de profissões representadas no Conselho em São Paulo, atrás apenas da Engenharia Civil (1ª do ranking) Elétrica e Mecânica. Para chegar aos indicadores que revelam o índice de satisfação dos engenheiros agrônomos, a pesquisa percorreu os seguintes tópicos: renda familiar, empregabilidade, oportunidades e tipo de atuação. Ao todo, foram entrevistados mais de 16 mil profissionais em São Paulo – dos quais 983 são agrônomos (6% do total) – das áreas de Engenharias, Agronomia e Geociências – ecossistema completo.  

Os fatores que fazem a diferença nesta escolha são: mercado aquecido (rápida recolocação), salários atrativos e boas condições de trabalho (a soma de ambiente, relacionamento interpessoal e segurança). O Crea-SP tem em sua base mais de 37 mil engenheiros agrônomos atuando em território paulista, o maior quadro do país.  

O nível de satisfação exclusivamente com as condições de trabalho chega a 69% no estado de São Paulo. E atinge 85% em aspectos mais gerais da vida – considerando fatores subjetivos como bom ambiente de trabalho e longevidade, aliás, 55% dos que estão trabalhando neste momento, estão há mais de 10 anos no mercado. 

“O agro paulista representa quase 24% da atividade do setor, o que expressa 18% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual e cerca de 5,6% do PIB nacional, em ambos os casos, considerando todas as categorias econômicas. O faturamento total do agronegócio paulista vem superando a casa de R$ 600 bilhões ao ano, desde 2023”, comenta a engenheira Lígia Mackey, presidente do Crea-SP.  

A taxa de empregabilidade dos engenheiros em São Paulo é de 91% – uma das mais altas do país. Esse dinamismo confirma a alta absorção de profissionais em diferentes estágios da carreira: de jovens (a partir de 20 anos), até profissionais sêniores, de 40 anos em diante.  

Na apuração geral, os engenheiros que atuam há mais de cinco anos no mercado têm média salarial superior a 10 salários mínimos. Para quem está há mais de 10 anos no mercado, a média salarial salta para 15 salários mínimos. A maior transição de renda ocorre na faixa etária entre 30 e 34 anos, a fase em que a maioria dos profissionais ultrapassa a barreira dos 10 anos de mercado.  

“A pesquisa mostra a força do Agro na nova configuração econômica do Brasil, que vai demandar cada vez mais sustentabilidade e rigor técnico para lidar com os recursos da natureza, demandas urgentes da atualidade. E vale dizer que boa parte deste desafio estará nas mãos dos engenheiros”, explica o engenheiro Vinicius Marchese, presidente do Confea.  

Engenheiros do Agronegócio: atividades, mentalidade e função social 

Confira quais as etapas do mercado mais demandam por profissionais técnicos  e quais são as habilidades necessárias para os diferentes contextos. 

Produção de Alimentos: planejam os sistemas de produção agrícola e pecuária, sempre orientados à produtividade.  

Gestão de Recursos Naturais: atuam na preservação do solo e da água, no manejo integrado de pragas e doenças e na recomendação de práticas agrícolas sustentáveis. 

Pesquisa, Inovação e Tecnologia: desenvolvem e aplicam novas técnicas, cultivares, insumos e tecnologias (como agricultura de precisão, bioinsumos e biotecnologia), para aumentar a eficiência e a resiliência do setor. 

Certificação Técnica e Inspeção: garantem a rastreabilidade, a aplicação de normas técnicas e a qualidade dos produtos, atendendo aos mercados interno e externo. 

Cadeia de Suprimentos: contribuem para a organização de cadeias produtivas, assistência técnica e extensão rural.  

Produzido pela CDI Comunicação