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Acesso em 21/04/2021 às 02h38.

Mulheres em altos cargos de comando no Crea-SP

Ocupando posições inéditas elas mostram que vieram para ficar

26 de março de 2021, às 11h00 - Tempo de leitura aproximado: 4 minutos

A presença feminina vem crescendo na Engenharia. Segundo dados do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, houve aumento de 42% no número de mulheres registradas nos Creas entre 2016 e 2018. Essa tendência também pode ser observada no Conselho paulista: pela primeira vez em seus 87 anos de história, duas mulheres ocupam a coordenação da Câmara Especializada de Agronomia (CEA) do Crea-SP, além da coordenadoria adjunta da Câmara Especializada de Engenharia Elétrica (CEEE) e um cargo na Diretoria.

No caso da CEA, a coordenação em 2021 está a cargo da Engª Agrônoma Andrea Cristiane Sanches (coordenadora) e da Engª Agrônoma Adriana Mascarette Labinas (adjunta). Na diretoria de Entidades de Classe o Crea-SP tem hoje a Engª Civil Ligia Marta Mackey; e na coordenação da CEEE, a Engª Eletricista Michele Carolina Morais Maia.


No Crea-SP elas comandam a Agronomia

Andrea se formou em 1995 pela Unesp de Jaboticabal e sua relação com a Agronomia vem da infância. De família de produtores rurais, escolheu a profissão por se tratar de um encontro entre Engenharia e Biologia.

Andrea Sanches, coordenadora da CEA

Em 1998, iniciou a carreira acadêmica e, em 2002, assumiu a coordenação do curso de Agronomia na Universidade Brasil. O interesse pelo Crea-SP surge nesse período, quando, com a anuência dos alunos, entendeu que tinha direito a um assento no Conselho. “Em 2006 fui eleita pelo colegiado para ser conselheira. Tive dois mandatos até 2011 e retornei em 2018”, compartilha.

Apesar de reconhecer que a mulher ainda está em desvantagem no mercado de trabalho em relação aos homens, Andrea vê que a situação melhorou. “Em 1995, ou você ia para a Academia, para uma iniciativa pessoal, ou estava fora. Não tinha outra possibilidade. Hoje as empresas têm espaços exclusivos e vagas voltadas preferencialmente às mulheres. É um avanço.”

No caso de Adriana, a coordenadora adjunta da CEA, a decisão pela Agronomia veio com a máxima de que a modalidade é a “engenharia das coisas vivas”. Formada em 1991 pela Universidade de Taubaté, as mulheres também eram minoria em sua turma. Enquanto fazia o mestrado, em 1994, prestou concurso para a cadeira de Entomologia Agrícola, disciplina que leciona na mesma universidade onde se formou.

Adriana Mascarette é coordenadora adjunta da CEA

Foi pelo caminho acadêmico que estreitou a relação com o Crea-SP, onde foi suplente de conselheira no período de 2012 a 2014, assumindo a vaga de titular em 2018. “O Conselho é um exercício de compartilhamento, pois você divide o que aprendeu e acumulou ao longo do tempo e da vida profissional.”

Para a engenheira agrônoma, o maior desafio que encontrou em sua carreira não tem relação com gênero. Trata-se da necessidade de constantes atualizações e estudos. “Os avanços são muitos, são inputs de tecnologia que dão aquele caráter de inovação. E em tudo temos a presença feminina, nas escolas, instituições públicas ou privadas, no campo.”

 

Engenheira civil preside duas entidades

Ligia Marta Mackey escolheu a profissão de engenheira civil em 1994, quando ingressou na Escola de Engenharia de Piracicaba. Naquele início, havia apenas 10% de alunas. “Hoje já temos 50% de mulheres nas salas de aula.”

Após se formar, trabalhou como profissional autônoma e se envolveu com um projeto social de habitação popular, o Promore, do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo. “Já atendemos mais de 1.500 famílias nesses 27 anos de trabalho.”

A engenheira civil Ligia Mackey

No ano em que se tornou presidente da Associação de Engenharia, Arquitetura, Agronomia e Geologia de Rio Claro, em 2017, começou a atuar no Crea-SP de forma mais ativa, sendo eleita conselheira titular em 2020.

Ligia também é presidente do Instituto Paulista de Entidades de Engenharia e Agronomia (Ipeea).

Mesmo presidindo duas instituições, Ligia ainda sofre com o preconceito, um obstáculo que precisa vencer diariamente em sua carreira: “Ser mulher em uma profissão que era até então formada praticamente só por homens é o maior desafio.”

 

Conselho tem primeira adjunta na Câmara de Elétrica

A primeira mulher na coordenadoria adjunta da CEEE do Crea-SP, Michele se formou engenheira eletricista e eletrônica, e já havia decidido pela profissão após um ano no curso técnico de Telecomunicações.

Coordenadora adjunta da CEEE, Michele Carolina

Sua história com o Crea-SP começou em 2016, quando Michele foi eleita para ser a conselheira após participar mais ativamente da Associação de Engenheiros e Arquitetos de São José dos Campos.

A especialização é um dos desafios da sua profissão, considera a engenheira. “É muito dinâmico e muda muito, afinal, toda hora a Engenharia traz uma inovação.”

 

Produzido pela CDI Comunicação

Supervisão: Equipe de Comunicação Corporativa e Estratégia do Crea-SP


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