Marca do Crea-SP para impressão
Disponível em <https://www.creasp.org.br/cies-retoma-trabalhos-sob-nova-coordenacao/>.
Acesso em 21/04/2021 às 01h50.

CIES retoma trabalhos sob nova coordenação

Colégio vai promover aproximação entre meio acadêmico e sistema profissional

25 de fevereiro de 2021, às 11h43 - Tempo de leitura aproximado: 3 minutos

Criado para aproximar o Crea-SP das instituições de ensino superior, ampliando a interação do sistema profissional com o meio acadêmico, o Colégio de Instituições de Ensino Superior – CIES apresentou, em 18 de fevereiro, a equipe responsável pela retomada dos trabalhos: o novo coordenador Eng. Agr. Glauco Eduardo Pereira Cortez; o Diretor de Educação do Conselho, Eng. Civ. Salmen Saleme Gidrão; e a assessora da Presidência, Engenheira Ana Claudia da Costa Weber Rinaldi.

Integrado por conselheiros que representam as instituições de ensino de todo o Estado no Plenário do Crea-SP (existem atualmente quase 120 representações), o CIES é um fórum consultivo que pretende ser “um elo de ligação entre todas essas instituições de ensino e o Conselho”, como destaca seu coordenador.

À época vice-presidente do Conselho, Glauco participou da instalação do CIES em outubro de 2019 e agora, à frente da coordenação, ressalta: “Muitos dos profissionais formados desconhecem o Crea-SP. São dois sistemas isolados, que sempre assim permaneceram. Precisamos chegar na instituição de ensino logo que o aluno entra e apresentar o Conselho. Manter esse vínculo ao longo do curso – e aí podemos usar as diversas plataformas disponíveis nesse processo de transformação digital do Conselho – e, no último ano, voltar para tratar o aluno como um futuro profissional. Despertar o orgulho do aluno em ser engenheiro”.

“É preciso entender a realidade das instituições de ensino e das entidades de classe para contribuir com a qualificação dos profissionais e com a sociedade”, ressalta o presidente do Crea-SP, Eng. Vinicius Marchese Marinelli.

Para Glauco, um dos problemas é que “os formandos rompem quase que do dia para a noite o vínculo com a instituição de ensino e ficam perdidos no mercado. Surgem propostas antiéticas e os alunos acabam aceitando por necessidade ou desinformação, como é o caso dos ‘caneteiros’, que apenas assinam, mas não acompanham as obras”.

Segundo o coordenador, essa aproximação se dará em quatro pontos: primeiro com os alunos ingressantes, depois com os concluintes; na sequência, com os coordenadores de cursos (“mostrar qual é o sistema que o Crea usa para conferir atribuição profissional, mas fazer isso já no início do curso, para oferecer ao aluno essa oportunidade de sair de lá com uma formação completa”) e, por fim, trabalhar com os professores (“precisamos trazê-los para o nosso Sistema profissional, mas não podemos obrigá-los. O ensino é uma atividade técnica e pode ser fiscalizada pelo Conselho. Além disso, muitos professores têm projetos de pesquisa e de extensão vinculados à universidade”).

Uma das ideias é tornar o currículo lattes mais confiável por meio das ARTs. “Por que o Crea não chancela as atividades desses bons profissionais através de um mecanismo que certifique essas informações tendo como base o número da ART recolhida? ”, sugere.

“São 25 mil alunos que saem das universidades para o mercado de trabalho e as associações ficam com cerca de apenas 8% desses profissionais no Estado inteiro. Precisamos nos aproximar das instituições de ensino, mas essa aproximação não depende exclusivamente dos professores: depende também daqueles profissionais ligados às associações, afinal o Crea é uma coisa só”, relata o diretor Salmen, destacando que “No final do ano, reunimos todas as Engenharias aqui e a gente ‘costurou’ um acordo sobre o EaD, o que favoreceu o começo da união entre essas oito Câmaras. Estamos jogando uma semente, estamos mudando o comportamento”.

Produzido pela Equipe de Comunicação Corporativa e Estratégia do Crea-SP

Reportagem: Jornalista Perácio de Melo

Colaboração: Estagiário Vinicius Sarcetta


Cadastre-se para receber nossa Newsletter