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Trabalhadores ativos nos canteiros de obras são 60 mil

Crea-SP tem divulgado medidas de prevenção focadas na saúde da mão de obra

Desde o início da pandemia do coronavírus no Brasil profissionais de diversas áreas tiveram de deixar seus locais de trabalho, por conta das determinações legais de isolamento social. Muitas categorias adotaram o trabalho remoto (home office), mas, a exemplo de médicos, enfermeiros, cientistas, profissionais de transporte e da alimentação, entre outros, os engenheiros e os trabalhadores da construção civil não pararam. Adotando as medidas de prevenção e cuidados com a saúde indicadas pelos órgãos de saúde, o setor continuou na ativa e tem sido vital para manter a economia em movimento. Dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) mostram, por exemplo, que no dia 26 de junho o setor tinha 795 obras em andamento e apenas 10 paradas, com 60.846 trabalhadores (diretos e indiretos) em atividade. 

Solidário a esse contingente, o Crea-SP tem feito a sua parte. “Em relação ao novo coronavírus, como forma de atender às determinações de órgãos públicos de saúde, Governo Estadual e Governo Federal, temos orientado os profissionais do setor sobre a necessidade de adoção das medidas de prevenção. Podemos orientar e exigir dos responsáveis técnicos das obras a aplicação dessas medidas. Caso sejam constatadas irregularidades, o Crea-SP aplica as sanções legais”, explica o engenheiro civil Joni Matos Incheglu, diretor administrativo do Crea-SP.

O engenheiro conta que o Conselho tem divulgado uma série de orientações para os trabalhadores e empresas, para que sejam adotadas especificamente nas obras. “Também é muito importante usar os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) adequados, para segurança de todos. As empresas, além de fornecerem os EPIs, precisam ser rigorosas na fiscalização da utilização correta, do treinamento dos trabalhadores e do modo correto de descarte”. 

Segundo o diretor do Crea-SP, outras medidas também são necessárias, como o escalonamento de horários para almoço e café e de uso dos vestiários. “Sempre para evitar a aglomeração”.   

Mais números – O estudo da Abrainc aponta que os casos suspeitos ativos de coronavírus são de 348 (0,6% do total de trabalhadores) e infectados ativos são 326 (0,5%). O número atual de casos de internação hospitalar é de duas pessoas (0,003%) e seguem com acompanhamento pelas empresas. Além disso, não houve registro de óbitos pela sexta semana seguida. O número total acumulado se mantém em oito (0,01%). O levantamento da Abrainc é feito semanalmente, desde o dia 26 de março, com 36 empresas (em todas as pesquisas) e representa grande parte das maiores incorporadoras do Brasil.

Produzido pela CDI Comunicação

Cidade foto criado por prostooleh - br.freepik.com


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