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As mulheres do Crea-SP. Março, o mês da Mulher

Destacamos o trabalho que elas fazem nas áreas de Fiscalização, Finanças, Infraestrutura e Serviços Administrativos

A partir da esquerda, Edith, Andreia, Elci e Nádia: força feminina no Crea-SP

Escolher por cursos vistos pela sociedade em geral como exclusivos para os homens e lidar na fiscalização de obras com pessoas que entendem que “lugar da mulher é no fogão ou em casa”. Maria Edith dos Santos, Engenheira Civil e de Segurança do Trabalho e Agente Fiscal de carreira, enfrentou dificuldades como essas, mas seguiu em frente. Hoje, com 37 anos de Crea-SP, ela é a Superintendente de Fiscalização do Conselho. “Tive que falar grosso e impor respeito. Graças às lutas do passado, a realidade vem se desenhando de forma positiva para as mulheres. O mundo está em mutação, a mulher vem conseguindo aumentar o leque de oportunidades, abrindo mercado de trabalho, está presente em vários cargos e no Crea-SP vem desenvolvendo atividades nas mais diversas funções”.

E nesse momento, segundo Maria Edith, ter uma mulher no mais alto cargo do Conselho fortalece ainda mais a representatividade da mulher dentro do Sistema Confea/Crea. “Isso contribui, sobremaneira, para a inclusão e fortalecimento da participação das mulheres no meio público”.

Maria Edith começou na área de fiscalização quando não existiam mulheres. “Eram 45 homens e não foi fácil. Na minha faculdade de Engenharia Civil, dos 90 alunos que iniciaram, menos de 10 eram mulheres e apenas três terminaram o curso”. É até hoje a única funcionária do Conselho a receber o Prêmio Crea-SP de Formação Profissional, outorgado desde 1997, para destacar os melhores alunos dos cursos de graduação de nível superior pleno nas modalidades abrangidas pelo Sistema Confea/Crea.   

Representatividade positiva – Maria Edith lembra que no Brasil, muito embora as mulheres representem a maior parte da população e já apresentem, segundo o IBGE, maior escolaridade do que os homens, ainda assim, recebem os menores salários e não possuem a maior porcentagem de cargos de destaque na indústria e na política. “Entendo que é de fundamental importância a participação das mulheres em todas as áreas da Engenharia. Desta forma, evoluiremos para um ambiente homogêneo, igualitário e justo. E, certamente, esta modificação será sentida em todas as esferas do Crea-SP”.

A superintendente cita também a relevância do Crea-SP ter uma equipe composta de maneira expressiva por mulheres para o atendimento dos profissionais registrados e representantes de empresas registradas. “Isso gera uma percepção positiva junto ao nosso público, que enxerga o Conselho como uma instituição que aposta na representatividade feminina para oferecer qualidade em todas as suas áreas”.

Maria Edith considera que o Dia Internacional da Mulher, comemorado em março, mais do que uma data festiva é um dia de reflexões. “Devemos lembrar a importância de a mulher ter acesso a todos os direitos, que de diversas formas nos são negados. Infelizmente, é uma data que precisa existir para nos mostrar os problemas que ainda persistem. A sociedade brasileira, a cada ano que passa, vem se conscientizando da importância deste dia”.

É uma honra - Nádia Medeiros, Arquiteta e Urbanista e gerente de Infraestrutura do Crea-SP, diz se sentir honrada pelo Crea-SP ter, pela primeira vez, uma mulher no exercício da presidência. “Sempre sonhei em ver algo assim acontecer. É um acontecimento que serve de espelho para jovens engenheiras. Elas percebem que podem participar do Crea, podem ser conselheiras e, um dia, presidente da entidade”.   

Para Nádia, comemorar o Dia Internacional da Mulher é essencial. “É uma mostra de que ainda há muito o que reivindicar, há muita desigualdade. No dia em que estivermos em posição igual ao do homem, seja no mercado de trabalho ou na sociedade como um todo, a data não será mais necessária. Espero que esse dia não demore”.

Nádia tem 35 anos de Crea-SP e considera que a presença da mulher no Crea-SP é fundamental. “A instituição é essencialmente masculina, mas o cenário tem mudado. Hoje na gestão do Crea já temos mais mulheres do que homens, o que abre caminho para que todos possam entender que a mulher é por demais qualificada, temos um senso de planejamento muito aguçado, somos detalhistas, o que só traz benefícios. No meu departamento, por exemplo, tenho quatro chefias, três são ocupadas por mulheres”.

Reconhecimento - Andreia Bueno, Gerente do Departamento de Finanças e há 18 anos no Crea-SP, revela que, no início de carreira, sentiu dificuldades e percebia, sim, preconceito por uma mulher estar num mercado de trabalho predominantemente masculino. “Já no Crea-SP nunca tive esse tipo de problema. Aqui a importância da mulher é reconhecida, seja na gestão ou na operação. Me orgulho pelo que conquistei aqui, começando no atendimento ao público, passando por eventos e chegando à área contábil”. Andreia é Bacharel Contábil, com especialização em Controladoria Pública pela FECAP e Gestão Pública pela FGV.

A Gerente do Departamento de Finanças avalia que as mulheres têm participação muito significativa na gestão do Crea-SP. “O meu departamento é dividido em duas áreas, Finanças e Contabilidade, com 13 mulheres e sete homens. Além do mais, hoje temos uma mulher no exercício da presidência do Crea-SP. É um presente para todas as mulheres. Fico feliz em ver o reconhecimento da competência feminina.”.  

Por último, Andreia considera que, atualmente, o Dia Internacional da Mulher remete às conquistas atingidas e à uma independência valiosa que as mulheres alcançam cada vez mais.

Várias experiências

Há 29 anos no Crea-SP, Elci Soares ocupa hoje o cargo de Analista de Serviços Administrativos. Nesse tempo, ela passou por vários setores, primeiro na Unidade de Registro Profissional, depois no Departamento de Recursos Humanos. Em seguida, foi para a Diretoria, dando apoio administrativo, onde ficou por 14 anos e atuou no Atendimento ao Público, por mais dois anos. Passou pelo Departamento de Informática e, por último, chegou ao Departamento de Comunicação, onde está há oito anos. “Trabalhar para mim sempre foi uma troca, cumprir o pré-determinado entre mim e a empresa, amparada pela legislação trabalhista”.

Elci tem formação na área das Ciências Exatas. É Técnica em Processamentos de Dados, Matemática pela FMU e Tecnologia e Mídias Digitas - Ênfase em EAD (Educação à Distância) na PUC-SP.

Depois de tanto tempo no Crea-SP, Elci reconhece que o momento atual merece destaque. “Mesmo não sendo engenheira, sempre sinto orgulho quando uma mulher ocupa um cargo de tão grande expressão, como o exercício da Presidência do maior Conselho Profissional da América Latina, que é o caso da engenheira Lenita Secco Brandão”.

A mulher no Crea-SP - Para Elci, a participação da mulher na estrutura administrativa do Crea-SP é um ponto a se ressaltar. “Hoje, apesar da disponibilização de serviços pela internet, há muitas atendentes mulheres em nossas unidades, intermediando soluções para que os profissionais saiam satisfeitos. As especificidades dos serviços prestados pelo Crea-SP fazem com que eu me orgulhe do desempenho das mulheres. Mesmo sendo em pequeno número, em relação aos homens, conheci encarregadas de seção, chefes de unidades, gerentes de departamento, assessoras, pelas quais tenho muita gratidão por tudo que aprendi com elas e pela paciência nesse tempo todo”.

Quanto às mulheres na estrutura orgânica, como conselheiras, diretoras, coordenadoras ou presidente, Elci percebe que é necessária uma junção do saber e da dedicação, para que possam ser ouvidas dentro de um sistema, que não há muito distante, apesar de ter uma Deusa Minerva, tinha um plenário totalmente masculino. “Quando entrei no Crea-SP, em 1991, tínhamos poucas conselheiras. Com o passar dos tempos tive a oportunidade de trabalhar com diretoras, coordenadora do GT Mulher, dentre outras, vendo-as como exemplo da mulher na Engenharia e acompanhei a movimentação do próprio Sistema para inserir mais mulheres na função de conselheiras”.

Quanto à comemoração do Dia Internacional da Mulher, Elci atesta que o valor está no fato de usar a data para chamar a atenção da sociedade para o peso que é ser mulher em pleno século XXI e não para movimentar o comércio por meio de compra de presentes”. 

Na avaliação de Elci, a data deve servir ainda para divulgar dados sobre o feminicídio no Brasil e no mundo, sobre a diferença salarial e a ocupação de cargos de gestão. “Devemos divulgar a história de vida de grandes mulheres, dentre outras comemorações. Acredito que não só no Brasil, mas também globalmente, não exista a real noção da importância deste dia. É só prestar atenção nos direitos e deveres das mulheres em outros países. Vamos nos deparar com desigualdades bem maiores que aqui, até por conta das diferenças entre as várias culturas locais”.

Para saber mais sobre as mulheres que fazem o Crea-SP, clique aqui.

Produzido pela CDI Comunicação


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