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Fórum do Crea-SP debate “Soluções em Conectividade na Indústria 4.0”

Evento recebeu ontem cerca de 250 profissionais na Sede Angélica

O Fórum Conjunto das Entidades de Classe e de Instituições de Ensino do Crea-SP e o Colégio de Entidades Regionais (CDER) realizaram na tarde da quarta-feira (09/10), na Sede Angélica, para um público de cerca de 250 profissionais, mais uma edição do fórum anual “Estratégias da Engenharia e Agronomia para o Desenvolvimento Tecnológico no Brasil do Século XXI”, desta vez com o tema “Indústria 4.0 – Soluções em Conectividade”, apresentado por uma equipe técnica da Weg S.A, multinacional brasileira fundada em 1961, na cidade catarinense de Jaraguá do Sul, que hoje conta com 12 fábricas no exterior e filiais em 29 países.

Segundo a diretora de Entidades de Classe do Crea-SP e coordenadora do Fórum, Engª Agrônoma Ana Meire Coelho Figueiredo (foto abaixo), “o conceito de Indústria 4.0, que representa a 4ª Revolução Industrial, surgiu na Alemanha nos anos de 2011/2013 e visa ao aprimoramento do setor, com o uso de tecnologias de automação e compartilhamento de dados, a fim de alcançar a diminuição dos custos de produção e aumentar a produtividade”.

“A Indústria 4.0 – continua Ana Meire – ainda é adotada com timidez pelas empresas nacionais, tendo em vista aspectos estruturais, educacionais e culturais. Com iniciativas deste gênero, o Crea-SP busca colaborar para a mudança desse panorama, além da nossa finalidade de valorização e aprimoramento profissional”.

Também à mesa diretora do evento, o vice-presidente do Conselho, Eng. Glauco Eduardo Pereira Cortez (foto acima), lembrou que “o que a Weg vai apresentar aqui já existe há muito tempo lá fora, mas aqui no Brasil ainda é novidade”. Glauco citou a falta de investimento no setor, tanto na esfera pública como na privada, e afirmou que “enquanto tentamos dar os primeiros passos na Indústria 4.0, temos no Brasil o Ensino 1.0”. Quanto à presença dos profissionais na audiência, o vice-presidente disse não se tratar apenas de “absorver tecnologia”. “As Associações – continuou – também devem divulgar o que é a Indústria 4.0 em suas cidades. Os representantes das Instituições de Ensino aqui presentes podem fazer o mesmo em suas escolas, visando a mudar esse panorama desfavorável na área acadêmica”.

“Já ao Crea-SP, cumprindo o seu papel, cabe mostrar o que é novo, com Palestras 4.0 como as de hoje, que conciliam a teoria à prática” – concluiu o vice-presidente, referindo-se aos equipamentos e sistemas da empresa convidada expostos durante o evento no andar térreo da Sede Angélica (foto abaixo).

 

O que faz a Weg

Na abertura da programação do quinto evento da série, o gerente de vendas da Weg S.A., Eng. Eletricista Paulo Rogério Braz (foto abaixo), apresentou algumas das soluções de automação disponibilizadas pela empresa no Brasil e no mundo. Paulo Rogério é formado em Engenharia Elétrica, com ênfase em Eletrônica, pela Faculdade de Engenharia de São Paulo; é pós-graduado em Gestão de Negócios pela Fundação Getúlio Vargas e atua na área técnico/comercial desde 1986, em diversas empresas nacionais e multinacionais.

Após breve exposição sobre as origens da empresa e sua estrutura societária, o Eng. Paulo Rogério resumiu o funcionamento das unidades de negócio da Weg, que abrangem produtos e serviços das áreas de Motores, Automação, Energia, Transmissão & Distribuição e Tintas, com atendimento a diversos ramos de atividades industriais (mineração, usinas de açúcar e álcool, plantas químicas e siderurgia, além da indústria naval, de máquinas e de papel e celulose.

Segundo o palestrante, a Weg faturou R$ 11,9 bilhões em 2018 e já fabricou mais de um bilhão de produtos de automação, sendo responsável por uma produção anual de motores que ultrapassa a marca dos 16 milhões de unidades.

A multinacional brasileira conta hoje com mais de 31.000 colaboradores (9.700 no Exterior) distribuídos por todos os continentes, sendo 3.159 engenheiros (1.878 no Brasil). Em matéria de inovação tecnológica, a empresa trabalha em parceria com as melhores escolas de Engenharia do mundo: Wisconsin, nos Estados Unidos; Zurich e Berna, na Suíça; Hannover, Aachen e Wuppertal, na Alemanha; Nottingham, Glasgow e Manchester, no Reino Unido; além da USP, UNESP e as Federais de Santa Catarina, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Campo Grande e Paraná. Seus laboratórios de pesquisa e ensaios são 21 no Brasil e 12 no Exterior. Paulo Rogério destacou um acordo de cooperação tecnológica entre a Weg e a Embraer que resultará no primeiro avião elétrico nacional para uso na agricultura. O monomotor de pequeno porte realizará seu primeiro voo de demonstração em 2020.

Clique aqui para acessar a íntegra da apresentação.

 

Conectividade para a indústria

Na sequência, os chefes de Vendas e Aplicação da empresa em São Paulo Marcos Roberto dos Santos (foto abaixo) e Eng. Eletricista Marcelo da Silva Caraça ministraram palestra sobre “Soluções em Conectividade para a Indústria”. Marcos Roberto é técnico em mecânica de precisão e eletrônica e em tecnologia da informação formado pela Faculdade Radial, com graduação em administração de empresas pela universidade UNINOVE. Marcelo é Técnico em Eletrônica formado em Engenharia Elétrica com ênfase em Eletrônica pela Universidade São Judas Tadeu.

Antes de abordar o tema da conectividade na indústria, Marcos Roberto (foto acima) fez uma retrospectiva sobre a evolução do setor ao longo da história, até chegar aos fundamentos da Indústria 4.0. Na Indústria 1.0 prevalecia a mecanização, a hidráulica e o vapor. As características da Indústria 2.0 eram a produção em massa e o uso da eletricidade. Com a Indústria 3.0 vieram o computador e a automação. E, hoje, a proposta da Indústria 4.0 é “a indústria sem a intervenção humana”, ou seja, a aplicação da Internet das Coisas na criação de sistemas físicos integrados à cibernética, em uma conexão de rede que permite instantâneas coleção e transmissão de dados.

Em sua palestra, Marcos Roberto apresentou dados levantados pela McKinsey & Company, empresa de consultoria americana reconhecida como a líder mundial em seu ramo de atuação. “A empresa estima que, até 2025, os processos relacionados à Indústria 4.0 irão reduzir os custos com manutenção de equipamentos de 10% a 40%, e reduzirão o consumo de energia de 10% a 20%, enquanto aumentarão a produtividade entre 10% e 25%” – apontou o palestrante.

O representante da Weg explicou que “a 4ª Revolução Industrial se baseia em três eixos: a tecnologia, os modelos de negócio e o capital humano”. As principais tecnologias da Indústria 4.0 apresentadas na palestra de Marcos Roberto são Big Data, Robôs Autônomos, Simulações, Integrações de Sistema, Internet das Coisas, Cibersegurança, Computação em Nuvem, Impressão 3D Manufatura Aditiva e Realidade Aumentada. Em seguida, o palestrante demonstrou os cinco estágios da Pirâmide da Automação: de baixo para cima, 1 – Sensores e Conectividade; 2 – Integração, Coleta e Armazenamento de Dados; 3 – Monitoramento, Controle e Robotização; 4 – Análise de Dados; e 5 – Decisão Autônoma.

Um exemplo perfeito de Indústria 4.0, segundo Marcos Roberto, é o carro autônomo. “Noventa por cento dos acidentes decorrem de erros humanos. Então, quantas vidas podem ser salvas se delegarmos para a máquina uma tarefa que ela faz melhor que nós humanos”? “No caso da Impressora 3D – lembra o palestrante –, a vantagem é a sua portabilidade”.

Ao abordar o tema GCF – Gerenciamento do Chão de Fábrica, o Eng. Marcelo Caraça (foto acima) explicou os cinco princípios para a aquisição de informações na planta: o que está acontecendo – onde – quando – como – quem é o responsável pelos fatos. O principal benefício gerado pelo procedimento é a facilidade na tomada de decisões em tempo de execução e a melhoria da eficiência produtiva. A experiência na Weg exigiu, para aquisição desse tipo de informação nas fábricas, a instalação de coletores de dados PLC 300 (Controladores Lógicos Programáveis). São 350 unidades com aplicações em centros de usinagem, prensas, grampeadeiras, dobradeiras, puncionadeiras e ranhuradeiras. Caraça ainda falou sobre a arquitetura original do sistema GCF.

Acesse aqui a íntegra da palestra dos representantes da Weg.


Ao final das palestras, os representantes da Weg responderam a perguntas dos profissionais

 

Produzido pelo Departamento de Comunicação do Crea-SP – DCOM
Reportagem: Jorn. Guilherme Maurício.
Colaboração: Claudio Porto - Estagiário de Jornalismo.


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