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Lideranças nacionais de Engenharia Química reunidas em São Paulo

Manual de fiscalização e PL 0087 estiveram na pauta de trabalhos

De 19 a 21 de agosto, os membros da Coordenadoria de Câmaras Especializadas de Engenharia Química – CCEEQ do Sistema Confea/Crea estiveram reunidos em São Paulo para uma cumprir uma extensa pauta de trabalho que incluiu, entre outros pontos, a discussão do manual de fiscalização das modalidades integrantes da Câmara, bem como a situação das microempresas individuais que atuam na área.

No encontro de três dias, realizado na Sede Angélica do Crea-SP, os trabalhos foram conduzidos pelo coordenador da CCEEQ, Eng. Plast. Luis Sidnei Barbosa Machado, e por seu adjunto, o Eng. Quim. e Seg. Trab. Francisco Innocencio Pereira, coordenador da Câmara Especializada de Engenharia Química do Crea-SP.

A troca de experiências entre os conselheiros de diferentes Creas é o principal diferencial dessas reuniões, de acordo com o coordenador da CEEQ de São Paulo. “Por meio dessa troca, podemos trabalhar para unificar esse conteúdo e torná-lo nacional”, ressalta Francisco.

Segundo o coordenador da CCEEQ nacional, que também está à frente da respectiva Câmara Especializada no Rio Grande do Sul, da qual fazem parte sete conselheiros, é necessário ter um conhecimento mais técnico de como fiscalizar. “Com esse intuito foi que, na primeira reunião do ano, uma das pautas foi a renovação do nosso manual de fiscalização, deixando bem claro as áreas a serem fiscalizadas e como tem que ser fiscalizado”, ressalta Luis Sidnei.

O manual da CCEEQ foi aprovado na última reunião ordinária. “O que a gente vai fazer agora é criar parâmetros de como e o que fiscalizar, ou seja, as prioridades de fiscalização”, diz.  

A avaliação da tabela das microempresas individuais – MEI também esteve na pauta dos trabalhos. “Estamos buscando dar uma flexibilizada para alavancar essas empresas, dispensando a presença do responsável técnico”, observa.

Para Luis Sidnei, o grande problema enfrentado atualmente pelos profissionais da modalidade ainda é o “sombreamento que temos com o CRQ, isso existe há mais de 40 anos. O Rio Grande do Sul tem sido pioneiro nessa briga, temos ganho algumas questões na justiça: temos duas liminares que suspendem o vínculo do engenheiro no Conselho de Química, que registrava o engenheiro de produção, o engenheiro ambiental, o engenheiro de plástico, de alimentos... Com a liminar, o CRQ não pode registrar o engenheiro. Engenheiro é no Conselho de Engenharia. Essa tem sido a nossa bandeira, que trouxemos para o nacional também”.

A alteração da relação unificada de atividades e de obras e serviços de rotina, prevista na PL-0087/2019 do Confea, é outro assunto que mereceu a atenção dos membros da CCEEQ.  “Principalmente para a ART múltipla das funções que vão estar nessa tabela, para a gente poder começar a cobrar isso na ART nacional, que está há 10 anos no papel e ainda não saiu”, esclarece.

O ensino das modalidades de Engenharia da CCEEQ é outra preocupação. “As universidades vêm perdendo muitos alunos. Como professor universitário (Sidnei representa a Universidade Luterana do Brasil – Ulbra no Plenário do Crea-RS), tenho visto isso do outro lado também, a demanda do EaD está muito grande e o Conselho está brigando bastante com isso. O EaD é uma grande ferramenta, mas a engenharia não pode ser exclusivamente em EaD. Claro que a gente precisa incorporar alguma coisa, mas 100% é impossível na área de engenharia. Não tem como trabalhar topografia, um laboratório de química à distância. Não tem como o aluno sentir isso na prática; mesmo com ferramentas virtuais não é a mesma coisa, a gente tem que ter um pouco de prática. Estamos lutando para garantir um percentual mínimo de presencial nas Engenharias”, relata.

“Fizemos um levantamento na CEEQ recentemente: existem 89 mil indústrias no estado de São Paulo e estamos fiscalizando 1.400, então imagina o quanto é grande esse mercado. O objetivo do Crea é manter a qualidade profissional e a segurança do cidadão, então tem que fiscalizar as indústrias. Todo esse volume aí precisa de profissional. Precisa fiscalizar o profissional, o processo, o produto. Se cada atividade precisa de um responsável técnico, quantos profissionais seriam necessários?”, questiona Francisco Innocencio.

Sobre a realização do encontro em São Paulo, Luis Sidnei comenta: “São Paulo é o coração econômico do país, aqui tem quase 100 mil empresas da nossa área; no Rio Grande do Sul, por exemplo, tem 1.500 empresas na área de química. É São Paulo que dá o rumo para os outros estados”.

Nesse sentido, o grupo dedicou o segundo dia de atividades a uma visita técnica na Ambev, em Jaguariúna. “Tem muita coisa interessante para se ver dentro do processo da engenharia química, já que muitos não conhecem o processo de fabricação da cerveja, as novidades tecnológicas, isso tudo a gente começa a ver nessas empresas de ponta”, avalia.

Como recado final, Luis Sidnei destaca: “O profissional tem que entrar na Engenharia, não se formar apenas. Lutar pelo aperfeiçoamento, pelo crescimento tecnológico. Não esquecer que o Conselho está do lado dele sempre, brigando pelo profissional. É um Conselho que busca dar respaldo para a sociedade e, protegendo dos maus profissionais, está protegendo esse bom profissional, registrado, que trabalha de forma ética. O Conselho precisa dele aqui dentro sempre para ficar mais forte e brigar pelo crescimento da Engenharia no Brasil”.

A próxima reunião da Coordenadoria nacional está agendada para outubro em Brasília/DF.

Produzido pelo Departamento de Comunicação do Crea-SP

Reportagem: Jornalista Perácio de Melo – DCOM/SUPGES

Colaboração: Estagiários Ana Soares e Guilherme Almeida

Fotos da visita à Ambev: Breno Coutinho Schmidt (Crea-ES)


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