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Fórum discute ações e práticas ambientais sustentáveis

Ciclo de palestras reuniu mais de 400 profissionais na Sede Angélica


 

Em seu quarto encontro no ano, o Fórum de Entidades de Classe e Instituições de Ensino do Crea-SP reuniu no dia 7 de agosto, no auditório da Sede Angélica, mais de 400 profissionais, entre conselheiros e presidentes e diretores de associações, além do público externo e convidados, para a apresentação de uma série de palestras sobre “Ações e Práticas Ambientais Sustentáveis”, proposto pela Diretoria de Valorização Profissional do Conselho.

Fizeram parte da programação as apresentações sobre “Licenciamento Ambiental”, com o assessor da presidência da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – CETESB, Eng. Antônio Luiz Lima de Queiroz; projeto “ProfÁgua” (Mestrado Profissional em Rede Nacional em Gestão e Regulação de Recursos Hídricos), com o Prof. Dr. Jefferson Nascimento de Oliveira, da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP – Campus Ilha Solteira); “Energias Renováveis”, com a diretora jurídica do Instituto Água Sustentável, Dra. Talita Simone Lamblem Silva; “Tratamento de Resíduos Sólidos: uma proposta sustentável”, com a consultora de Meio Ambiente da empresa Suzano Papel e Celulose e membro da Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel, Camila Reggiani da Silva;“O estado da arte do saneamento: a experiência do município de Sorocaba”, com o Eng. Clóvis de Luca, do Serviço Autônomo de Água e Esgoto – SAAE Sorocaba; e “Propostas para o Plano de Fiscalização Ambiental do Crea-SP”, com o Eng. Rafael Ricardi Irineu, da Comissão do Meio Ambiente do Conselho.

O tema do Fórum em 2019 é “Estratégias da Engenharia e Agronomia para o Desenvolvimento Tecnológico no Brasil do Século XXI” e até o final do ano ainda serão realizados no mesmo local outros três encontros com palestras referentes ao assunto. O evento foi transmitido ao vivo pelo canal do Crea-SP no YouTube e pode ser assistido a qualquer momento, clicando aqui.

Compuseram a mesa diretora dos trabalhos (foto acima, da esquerda para a direita) o coordenador adjunto do Colégio de Entidades Regionais do Crea-SP – CDER-SP, Eng. Renato Archanjo de Castro; o diretor do Instituto Água Sustentável, Geólogo Everton de Oliveira;o 4º Promotor de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente do Ministério Público do Estado de São Paulo – GAEMA; o vice-presidente do Crea-SP, Eng. Glauco Eduardo Pereira Cortez; o assessor da presidência da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – Cetesb,Dr. Antônio Luiz Lima de Queiroz; a diretora de Entidades de Classe do Crea-SP e coordenadora do Fórum, Engª Agr. Ana Meire Coelho Figueiredo; o diretor de Valorização Profissional do Crea-SP, Geólogo Daniel Cardoso; e o superintendente de Colegiados do Conselho, Eng. Gumercindo Ferreira da Silva.

Antes do início das palestras, o vice-presidente Eng. Glauco Eduardo Pereira Cortez (foto acima) destacou a importância do tema do Fórum, afirmando que "é possível a preservação do meio ambiente de maneira compatível com o interesse econômico, desde que todas as ações e práticas no setor estejam ligadas à sustentabilidade".


Licenciamento Ambiental

Formado em 1984 pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo, o palestrante Eng. Antônio Luiz Lima de Queiroz (foto acima) vem atuando no Licenciamento Ambiental, na Secretaria Estadual de Meio Ambiente desde 1997, e na Cetesb desde 2007; na orientação técnica e análise de processos de licenciamento; desenvolvimento e avaliação de normas técnicas; atendimento a demandas do Poder Judiciário relacionadas com a área de Meio Ambiente.

Em sua apresentação, Queiroz fez uma reflexão sobre o licenciamento ambiental, “para realmente entendermos o que é e de que forma funciona”. Falou sobre a atuação da Cetesb desde 2009 na área de Licenciamento Ambiental, informando que, em 2002, houve uma tentativa de criar na empresa um departamento único para compartilhar a aprovação ou não desse tipo de documento. “Desde 2009 – disse – a Cetesb controla diretamente o licenciamento ambiental e, para isso, conta com 46 agências diferentes”. De lá para cá, “ocorreu uma viabilização do processo do Licenciamento Ambiental para no máximo um ou dois dias”, graças a medidas como a utilização de satélite para avaliar os locais dos empreendimentos onde há necessidade de compensação de plantio.


Após a apresentação, o palestrante respondeu às dúvidas da audiência


ProfÁgua: formação continuada para profissionais da gestão de recursos hídricos

O segundo palestrante da tarde, Prof. Dr. Jefferson Nascimento de Oliveira (foto acima), da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP, possui graduação em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Alagoas, mestrado em Engenharia Hidráulica e Saneamento pela Universidade de São Paulo e doutorado em Engenharia Hidráulica e Saneamento pela Universidade de São Paulo, tendo realizado doutorado na Stanford University. Atualmente é coordenador do programa de pós-graduação em Engenharia Civil da UNESP Ilha Solteira. Preside a Câmara Técnica de Ciência e Tecnologia do Conselho Nacional de Recursos Hídricos desde 2013.

O ProfÁgua é um programa de pós-graduação stricto sensu em Gestão e Regulação de Recursos Hídricos recomendado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) do Ministério da Educação. Coordenado pela UNESP, tem como objetivo proporcionar a formação continuada dos profissionais que atuam em órgãos gestores de recursos hídricos (em nível federal, estadual e municipal), agências de água, comitês de bacia hidrográfica ou conselhos de recursos hídricos, seja participando desses órgãos ou submetendo pedidos ou projetos de utilização e controle de recursos hídricos.


Veja aqui a íntegra da apresentação sobre o ProfÁgua.

 

 

Energias Renováveis

Em sua apresentação, a Dra. Talita Simone Lamblem Silva (foto acima) expôs dados referentes à geração de energia no País, com ênfase na participação das fontes renováveis (63% da energia gerada é oriunda da água, 9% do vento e apenas 1,5% do Sol) frente a ainda elevada parcela de energia gerada a partir da queima de combustíveis (24%). “Num primeiro momento temos a tendência de pensar que a energia vem de combustíveis seria completamente insustentável e muito prejudicial ao meio ambiente, mas, apesar de ter esses pontos negativos, a matriz energética ainda é dependente dessa fonte de energia”, afirmou a palestrante.

“Boa parte do potencial hídrico já foi explorado e o que remanesce está principalmente em bacias hidrográficas da Amazônia, o que é um desafio técnico para conseguir explorar toda essa matriz energética e tem questões de ordem econômicas e ambientais muito grandes, justamente porque para se construir em um lugar de difícil acesso e com grande área de florestal e com apelo social não é fácil e interessante”, disse.  

A Dra. Talita Simone Lamblem Silva é graduada em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, pós-graduada em Direito Administrativo pela Fundação Getúlio Vargas, especializada em Direito Empresarial pela Linklaters Law & Business school (Londres), em Direito Imobiliário também pela Fundação Getúlio Vargas e em Processos Administrativos pelo Instituto Brasileiro de Estudos do Direito de Energia. Sua atuação é em Direito Empresarial (societário e contratos), Imobiliário e Administrativo, prestando assessoria consultiva e contenciosa em processos administrativos e judiciais.

Acesse aqui a apresentação da Dra. Talita.



Dra. Talita Simone responde aos questionamentos do público

 

Tratamento de Resíduos Sólidos: uma proposta sustentável

Consultora de Meio Ambiente e membra da Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel – ABTCP, Camila Reggiani da Silva (foto acima), que abordou os desafios no tratamento de resíduos sólidos, desenvolve trabalhos no setor de Celulose e possui atuação nas questões de atendimento legal, monitoramento hídrico e atmosférico, educação ambiental, gestão de parâmetros operacionais ambientais, gerenciamento de resíduos sólidos industriais, com ênfase em desenvolvimento de trabalhos para a geração de energia, reutilização e subprodutos.

No início da apresentação, a palestrante falou sobre suas experiências em aterros sanitários e pergunta, exibindo a foto de um lixão no estado do Pará: “dá onde será que veio todo esse resíduo? Quem que jogou tudo isso aqui? Primeiro, damos um passo atrás para perceber que se há esse volume de resíduos dispostos é porque, de alguma maneira, contribuímos para essa situação”.

Segundo a consultora, somente 40% dos municípios brasileiros têm sistema de coleta de resíduos, com base em dados do Ministério do Meio Ambiente. Desses 40%, Camila informa que apenas 23% fazem a seleção dos resíduos, sendo 2% a parcela de cidades que contam coleta seletiva apropriada para a reutilização do lixo. “O lixão, quando a disposição dos resíduos não é controlada e monitorada, além do impacto com os próprios resíduos, temos a contaminação do solo e do lençol freático, o que é uma questão muito mais crítica, porque isso só vai ser percebido anos à frente de qualquer movimentação e a remediação pode levar anos”, explicou.

A apresentação de Camila Reggiani pode ser acessada em sua íntegra clicando aqui.

 

 

O Estado da Arte do Saneamento: a experiência do município de Sorocaba

O Eng. Clóvis de Luca (foto acima), que apresentou as medidas tomadas pelo município de Sorocaba na administração de seu saneamento básico, é diretor de Planejamento e Projetos do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Sorocaba – SAAE Sorocaba. O município, que segundo o palestrante fica localizado no chamado Médio Tietê e população estimada de 630 mil habitantes, conta com cerca de 240 mil ligações em seu sistema de abastecimento e distribuição de água, e extensão de rede de 2 mil quilômetros, para atender mais de 280 mil residências.

Quanto à coleta e tratamento de esgoto, Clóvis disse que “a quantidade de ligações é um pouquinho menor, porque nem todas as ligações são residenciais e temos atendimento apenas para domicílios. Ainda assim, temos extensão de rede de 1,4 mil quilômetros, com 99.23% do esgoto coletado, sendo 96.39% tratado”. “Nem todo o esgoto coletado passa por tratamento porque há estações de tratamento em fase de construção”, ponderou o engenheiro.

“Iniciamos um plano de despoluição do Rio Sorocaba, com etapas acertadas junto aos órgãos de controle ambiental e plano diretor definido, com a projeção das obras necessárias para atingir nosso objetivo, os processos de tratamento selecionados, indo ao mercado procurar quais seriam as formas de tratar nossos efluentes e melhorar a qualidade da água do rio”, expôs Clóvis, lembrando que, para o projeto dar certo, foi preciso buscar investimentos e consultar os trâmites legais de licenciamento.

Confira aqui a íntegra da apresentação do Eng. Clóvis.  

 

 

Propostas para o Plano de Fiscalização Ambiental do Crea-SP

A minuta do manual de fiscalização do Crea-SP no âmbito do Meio Ambiente foi apresentada pelo Eng. Rafael Ricardi Irineu (foto acima), que é coordenador da Comissão Permanente de Meio Ambiente do Conselho paulista e tem pós-graduação em Gestão Ambiental.

O engenheiro lembrou que a Comissão de Meio Ambiente é composta por representantes de todas as oito câmaras especializadas do Crea-SP e percursora na discussão ambiental dentro do Sistema Confea/Crea. “Desde 2018 estamos incentivando a realização de reuniões com a presença de representantes das Comissões de Meio Ambiente de todos os Creas do País, inclusive a primeira reunião foi aqui em São Paulo, e temos articulado junto ao Confea a criação de uma Comissão em nível nacional”, comentou Rafael, complementando que a Comissão coordenou a discursão em torno do manual de fiscalização ambiental, lançado no início deste ano.

“Nós, engenheiros, somos responsáveis pela organização das cidades, do campo, da questão dos defensivos agrícolas, da produção, do controle aéreo, e por aí vai. Nossa profissão é que rege e controla tudo por meio da técnica”, disse.

Clique aqui para acessar a íntegra da apresentação do Eng. Rafael.

 


Ao final das apresentações, os palestrantes receberam certificados de participação

Produzido pelo Departamento de Comunicação do Crea-SP – DCOM
Reportagem: Jorn. Guilherme Monteiro.
Colaboração: Ana Soares e Guilherme Almeida - Estagiários de Jornalismo.


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