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Futuro Inteligente

Nova humanidade precisa ser disruptiva e inclusiva

Você já ouviu falar em roupa íntima feminina diretamente conectada com a polícia, para eventualmente acusar assédio sexual em público? De carros que não precisam mais de motorista você já ouviu falar e até deve ter acompanhado algumas reportagens a respeito. E de certo transporte terrestre que faz 500 quilômetros em 20 minutos? Viagens interplanetárias com fins de turismo e lazer? Lagartas que comem garrafas pet e produzem fios similares à seda e outros tecidos largamente utilizados na vida comum? Produtos que podem ser preferencialmente consumidos de acordo com o DNA da pessoa? E de embalagens comestíveis, você já ouviu falar? E o Sirius, o novo acelerador de partícula brasileiro, que daqui a pouco vai nos abarrotar de soluções nas áreas de energia, saúde e meio ambiente?

Esses são apenas alguns exemplos de inovações tecnológicas que começam a ganhar o mercado. A lista dessas ações revolucionárias não para de crescer, em ritmo diário, sem desperdício de um segundo sequer, e a pergunta que não quer calar, lançada pelo palestrante Gil Giardelli no domingo, 25, encerrando a programação do Colégio Estadual de Inspetores, realizado pelo Crea-SP junto com o SEFISC 2018, no Sesc Bertioga, é a seguinte: estamos preparados para assumir o papel de uma nova humanidade, disruptiva e inclusiva, a ponto de transformar nossas vidas e a de nossos filhos e netos para melhor, da maneira mais rápida possível, sem a necessidade de enfrentar conflitos desnecessários?

 

A palestra de Gil Giardelli no evento do Crea-SP – “Futuro Inteligente, além da inovação” –, assistida por cerca de 2.000 participantes,abordou conceitos sobre Sociedade em Rede e Colaboração Humana; Economia Criativa; Inovação e Transformação Digital; Quarta Revolução Industrial; e Empreendedorismo Social e Estudos do Futuro. Dono de extenso currículo nas áreas de Gestão da Mudança, Transformação Digital, Inovação e Criatividade, Gil Giardelli afirmou em sua apresentação que “ninguém é mais inteligente sozinho do que todos nós juntos”.

Quando o palestrante fala sobre Colaboração Humana, devemos atentar para a compreensão do coletivo. Giardelli prega que “ é hora de todos entendermos que a mão de obra a cada dia vai exigir mais tempo de estudo. Na verdade, os problemas são muito complexos e novos na relação entre geração de emprego e preparação de mão de obra. De um lado, há o desemprego tecnológico gigantesco, de funções da antiga economia, e, do outro, vagas de empregos que são relacionados às novas habilidades. E o que está acontecendo? O problema é o descompasso entre preparar essas pessoas e preencher essas vagas”.

“Os senhores me desculpem – destacou Giardelli –, mas a Academia não está tendo tempo para formar essas pessoas. Pelo contrário, está apenas formando batalhões de desempregados. E o que está sendo dito é que a cada emprego que se fecha pela ruptura digital, pela transformação digital, pela quarta revolução industrial, quase três novos estão se abrindo pelos mesmos motivos”.

“Uma vez inseridos na era tecnológica, viveremos com mais qualidade, deixando o que classifico como período da escassez, que terá sido a era industrial, para incorporarmos a tão bem-vinda era da abundância”, conclui.

Produzido pelo Departamento de Comunicação e Eventos do Crea-SP - DCEV
Reportagem e fotos: Jorn. Guilherme Monteiro


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