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A Reengenharia do Brasil na Atual Conjuntura

Cientista política espera protagonismo das instituições classistas


Luciana Santana: quem deve decidir sobre infraestrutura é engenheiro 

Na abertura da série de entrevistas programadas para a manhã desta sexta-feira (24/08), último dia da 75ª SOEA, a cientista política Luciana Santana, professora de Ciência Política da Universidade Federal de Alagoas – UFAL, deixou claro que, em virtude da total indefinição da corrida eleitoral, o papel do Legislativo não é nem mais nem menos importante que o do Executivo no processo de mudanças pelas quais anseia a população brasileira. “Não vejo um melhor que o outro, porque temos de nos perguntar: será que vamos eleger deputados, senadores e governadores comprometidos com as políticas públicas emergenciais”?  

Graduada em História pelo Centro Universitário de Belo Horizonte – UNIBH, mestre e doutora em Ciência Política pela Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG e atual coordenadora do curso de Ciências Sociais/Licenciatura na modalidade EAD da UFAL, Luciana Santana, ao comparar as missões do Legislativo e do Executivo hoje em nosso país, acena com um diferencial pendendo para o primeiro Poder, que julga ser “o espaço para a tomada de decisões”. “Quem dá a palavra final nas propostas do Executivo é o Legislativo, e não sei se certos candidatos merecem novamente o nosso voto quando sabemos que não se alinham com a necessidade de atender pautas prioritárias e atacar problemas emergenciais, principalmente os governadores”.

Luciana afirmou em sua entrevista que “as perspectivas de baixa renovação no Congresso Nacional e nos governos estaduais (de acordo com recentes levantamentos, 75% dos parlamentares podem ser reeleitos) são preocupantes”. Segundo a professora da UFAL, “desde 2013 nos deparamos com o abandono de projetos que não deveriam ser paralisados. Muitas vezes os legislativos abrem mão dos seus deveres políticos em benefício do próprio Executivo ou de interesses individuais – e isso pode continuar, se a população não interferir”.

Segundo a professora, votar certo não é suficiente. “É preciso cobrar o político permanentemente, para que suas propostas eleitorais sejam levadas adiante e cumpridas”. Luciana entende que aos profissionais do Sistema Confea/Crea também cabe a função de conscientizar o público em geral sobre a necessidade de mudanças, “de vez que uma das áreas mais afetadas no desenvolvimento socioeconômico – a infraestrutura – diz respeito diretamente às profissões da área tecnológica”. “Nesse sentido – disse a entrevistada – a população também deve cobrar a construção de estradas, o planejamento do transporte público, a implantação da acessibilidade e soluções para o saneamento básico”. “O que as entidades do setor devem fazer – continuou – é acompanhar de perto o trabalho dos políticos, solicitar investimentos e, se for preciso, fazer lobbies, para que engenheiros não precisem deixar suas profissões, aventurando-se em atividades incompatíveis com seu status”.   

Em seus estudos sobre os programas de governo, Luciana Santana também aponta para uma lacuna que pode ser preenchida pelos formadores de opinião do Sistema Confea/Crea. “Quase ninguém agrega em suas propostas assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação. Portanto, é dever dos profissionais manter-se antenados para que essas agendas sejam atendidas pelos candidatos”.

Instada a deixar sua mensagem às pessoas que se sentem, por motivos óbvios, desestimuladas a votar, a cientista política da UFAL sente-se esperançosa quando verifica, nas últimas pesquisas de opinião, uma redução na porcentagem de eleitores indecisos e pessoas que preferem não votar. “Abster-se do processo eleitoral é abster-se de sua participação no desenvolvimento do país. Temos de escolher os candidatos melhor habilitados, porque as mudanças, dia mais, dia menos, virão a partir desse voto consciente”.

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Produzido pelo Departamento de Comunicação e Eventos do Crea-SP - DCEV
Reportagem e fotos:
Jorn. Guilherme Monteiro.
 


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