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CONTAMINAÇÃO AMBIENTAL NO DISTRITO DA VILA LEOPOLDINA, SÃO PAULO-SP E A RELAÇÃO COM O MERCADO IMOBILIÁRIO

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A industrialização presente no Brasil, a partir da década de 1950, ocasionou uma série de mudanças no perfil socioeconômico do país, com a instalação de indústrias nas regiões metropolitanas e o crescente êxodo da população rural para as cidades.

Neste cenário, ocorreu o desenvolvimento de uma sociedade capitalista, com o aumento exacerbado da produção para atender as demandas da população.

Configurou-se uma mudança no perfil urbano, com a descentralização das fábricas para locais com melhores condições de logística e infra-estrutura, aumentando a especulação e valorização imobiliária e promovendo a degradação de áreas centrais (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, 2008) pela presença de áreas contaminadas.

A presença de áreas contaminadas contêm riscos à população e ao meio ambiente. Sendo o risco definido como a probabilidade em que uma substância ou uma situação produziria um dano sob condições específicas. É uma combinação de dois fatores: a probabilidade de que um evento adverso ocorra, tal como uma enfermidade ou algum dano, e as conseqüências do evento adverso (SONG, 2004).

Tal problemática pode afetar a saúde dos seres humanos e também dos ecossistemas naturais podendo ocorrer impacto direto na economia local, além de comprometer a gestão urbana, com restrições de uso do solo dependendo do grau de contaminação (MARTINHONI, 2010).