Teses e Artigos

A PRESENÇA DE INTERFERENTES ENDÓCRINOS EM ÁGUAS SUPERFICIAIS E DE ABASTECIMENTO: UM PROBLEMA DA VIDA MODERNA?

A evolução das indústrias e suas necessidades são impulsoras no desenvolvimento de novas substâncias. Com isso, pretende-se apresentar algumas substâncias químicas e quais são os prováveis efeitos tóxicos à biota e seres humanos, caso não sejam descartadas e tratadas adequadamente. Os estudos atuais demonstram que essas substâncias se encontram em concentrações baixíssimas, na ordem de nanograma por litro (ng/L). Esses micropoluentes, chamados de Interferentes Endócrinos são capazes de causar infertilidade e mudança de sexo em alguns animais que foram expostos constantemente, mesmo que em concentrações baixas. Essas substâncias ou a mistura delas podem provocar efeitos danosos tanto em concentrações baixas quanto altas, dependendo da característica de cada substância ou de uma mistura delas.  Sendo assim, faz-se necessário o estudo aprofundado deste assunto, com a finalidade de orientar os órgãos competentes em legislar sobre a remoção destes micropoluentes. Já surgiram alguns estudos sobre testes que podem ajudar na identificação desses compostos e que demonstraram eficácia em indicar se uma determinada amostra de água possui ou não interferentes endócrinos, a utilização de leveduras luminescentes é um exemplo deste tipo de teste e que atualmente é alvo de pesquisa. Os bioensaios in vitro são bastante interessantes para detecção de compostos químicos desconhecidos inclusive de misturas de compostos, por conta da ação biológica dos mesmos consegue-se obter uma prévia dos efeitos destes compostos. Em relação aos tratamentos dos interferentes endócrinos, estes são bem complexos, devido suas características serem bem diversificadas uns dos outros, exigindo assim muitas vezes um método específico de remoção para um determinado composto.